Filmes

Entrevista com diretor e elenco sobre A Busca

Fotos por Christiano Rubin.

A Busca Coletiva

O diretor Luciano Moura, a roteirista Elena Soarez, e os atores Wagner Moura e Mariana Lima conversaram com jornalistas sobre o filme A Busca em uma entrevista coletiva, que acabou sendo mais um descontraído bate-papo sobre todo o processo de realização do filme. Com muita simpatia, eles contaram como foi participar de um projeto que logo ao estrear no país já chamou muita atenção, rendendo novos projetos para o diretor Luciano Moura e para o ator Wagner Moura.

Destaque do último Festival de Sundance, onde foi apresentado com o título de A Cadeira do Pai, o filme concorreu na categoria Drama Internacional. Primeiro longa do diretor, que precisou finalizar seu filme antes do esperado para poder participar do famoso Festival, Luciano só viu o resultado final na primeira exibição da produção em Sundance.

Com produção executiva de Fernando Meirelles e distribuição pela Globo Filmes, A Cadeira do Pai tornou-se A Busca por questões comerciais, pois todos os envolvidos com o filme acreditavam que esse seria um título que despertaria maior interesse no público brasileiro, como afirmou a roteirista Elena Soarez durante a coletiva.

Imbuído de orgulho pela recepção que o filme teve por grande parte dos jornalistas ali presentes, já que todos haviam assistido a uma exibição do filme naquele mesmo dia, Luciano comentou sobre seu longa com a mesma felicidade que um pai conta sobre seu primeiro filho, principalmente por ser esse um dos pontos principais da produção: a busca de um pai por seu filho que fugiu.

Na verdade, A Busca é filho de todos; idealizado por Luciano e Elena, tornou-se um projeto coletivo quando os atores foram finalmente decididos. Wagner Moura e Mariana Lima contaram que, antes do filme começar a ser rodado, aconteceram ensaios exaustivos, nas quais cenas foram completamente mudadas, novas situações aconteceram e toda uma trama paralela, que aconteceria com a personagem de Mariana, foi deixada de lado para poder aumentar a força da trama principal e o filme fluir melhor, como realmente flui.

Para os atores principais, aquele foi um enorme presente e incentivo para trabalharem com maior afinco. Para Mariana Lima é muito raro surgir um bom roteiro, que chame atenção de cara, para que ela decida participar do filme. Mas um que os atores têm liberdade para moldar melhor seus personagens, participando ativamente do processo criativo, é uma razão mais do que boa para abraçar o projeto com todo o amor que ele merece.

E esse era o clima da entrevista, profundo e incondicional amor pelo projeto, da parte de todos.

Para Wagner Moura, desde que ele decidiu deixar a Bahia e vir para o Rio para crescer em sua carreira, ele sempre teve muito cuidado ao escolher os projetos nos quais atuaria, o que é bem perceptível por sua carreira. Com papéis fortes e de destaque, o médico Théo de A Busca é sem dúvida mais um personagem inesquecível no currículo do ator. Wagner também comentou com muita emoção sobre atuar ao lado de Lima Duarte, mesmo que por uma cena tão curta. Para o ator, que sempre foi um grande fã de Lima, aquele foi um momento tenso, onde ele temeu errar suas falas ou não estar a altura de seu ídolo. Mas para quem vê o filme, fica bem claro que nada disso aconteceu, Wagner está a altura de Lima, sem dúvida.

Já o diretor Luciano Moura comentou que, desde que tinha assistido à atuação de Wagner em O Caminho das Nuvens, quis trabalhar com o ator. Por isso, ao pensar em Théo, não teve dúvida de que ele seria um papel para Wagner Moura.

Exatamente por prezarem suas carreiras e por tentarem fazer tudo da melhor forma possível que, tanto Wagner Moura, quanto o diretor Luciano Moura, chamaram a atenção de Hollywood durante a passagem por Sundance. É verdade que Wagner já era visado desde Tropa de Elite. Por isso, os projetos futuros de ambos são nos EUA. Wagner Moura atuou na ficção científica Elysium, muito aguardada, dirigida por Neil Blomkamp e com previsão de estreia para agosto. Além disso, será Frederico Fellini, em Fellini Black and White, ainda em produção.

O diretor Luciano Moura também afirmou estar envolvido com um projeto em Hollywood, mas não pôde dar detalhes, dizendo apenas que se trata da adaptação de um livro.

Por fim, diretor, roteirista e elenco comentaram um pouco sobre o futuro do cinema brasileiro, que, para eles, pode crescer qualitativamente também, já que os bons filmes nacionais estão ganhando destaque fora do país. Falta apenas uma campanha maior de conscientização do público brasileiro para aceitar e perceber que o cinema brasileiro pode ser muito mais do que apenas versões cinematográficas de programas televisivos de humor. Bom, com certeza A Busca é a grande prova de que isso é mesmo possível.

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