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O Resgate

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A canastrice do Nicolas Cage sempre me diverte, e é assim que O Resgate (Stolen, EUA, 2012) começa, com a típica canastrice divertida de Nicolas Cage e uma musiquinha leve do Creedence Clearwater Revival. Aliás, é engraçado ver como todo personagem criminoso do Cage curte escutar uma música como ritual antes de algum ato criminoso — que geralmente envolve roubar algo.

Assim como o recente O Último Desafio foi feito sob medida para o coroa Arnold Schwarzenegger, O Resgate parece feito sob medida para o coroa Nicolas Cage. O filme tem toda a premissa básica dos filmes com o ator — ele é um bandido regenerado que precisa voltar ao crime porque algum parente pro alguma razão está correndo risco de morte. Aqui, outro filme do ator que imediatamente vem à mente é o divertido 60 Segundos, mas você poderia pensar também no trash frenético Fúria Sobre Rodas.

O Resgate não é tão foda quanto o supracitado O Último Desafio, nem tão veloz quanto 60 Segundos, mas é rápido e legal o suficiente pra render alguns momentos de ação descompromissada. E o motivo desse filme dar certo talvez seja seu diretor, Simon West, repetindo a parceria bem-sucedida que experimentou com Cage em Con Air – A Rota de Fuga. West sabe exatamente como conduzir um filme de ação, mesmo dentro de uma fórmula básica, e também sabe como trabalhar com as qualidades e as limitações de Nicolas Cage — algo que sempre ajuda.

Sim, Nicolas Cage não é perfeito, mas parece se divertir em qualquer filme que participa. E isso conta muito a favor em seus filmes, mesmo nos mais fraquinhos. Ele chegou num ponto em que parece atuar em filmes por puro prazer, sem grandes pretensões, e por isso, hoje em dia, é figura fácil em várias produções, mesmo nas mais fraquinhas. Pra você ter uma ideia, só pra esse ano de 2013, o cara tem nove projetos engatilhados (incluindo a dublagem de uma animação). Você precisa gostar muito do que faz pra ser assim. Por isso respeito e, sim, gosto do trabalho dele. Como eu disse antes, Nicolas Cage me diverte — e isso é muito importante em filmes como esse.

Mas, enfim, a trama basicona acompanha Will Montgomery (Nicolas Cage), um ex-ladrão que teve sua filha raptada por um ex-companheiro, e agora precisa realizar um grande assalto para recuperá-la — isso enquanto é perseguido pelos federais. A única ajuda que ele tem é um loira lindamente gostosa Riley (um sueca lindamente gostosa Malin Akerman, que foi a espetacular Espectral em Watchmen, e eu demorei um pouco pra reconhecer).

Não há muito que esperar de O Resgate — até porque, ele não é um Busca Implacável — além de ação o tempo todo. O filme foca na ação, que é o objetivo aqui, e não se prende a detalhes ou verossimilhança de história. De vez em quando, o filme é até um pouco absurdo, mas nunca se torna tolice por causa do ritmo acelerado, dos desempenhos cativantes dos atores e dos elementos visuais. O aspecto meio festivo meio soturno da cidade de Nova Orleans, que serve como cenário, colabora com o clima de urgência, sobrevivência e confusão da história. Às vezes soa um pouco piegas, como muitos filmes do Cage, mas quem se importa?! Isso não é filme arte, é filme de ação descerebrado — do tipo que sempre desperta uma sensação agradável de leveza e despretensão ao se assistir.

Além disso, O Resgate deixa claro que Nicolas Cage não é mais um simples ator de ação, ele praticamente se tornou um gênero próprio da ação, um gênero que muitos conhecem e com o qual facilmente se identificam. E aquele cabelinho. E aquela canastrice. Como diverte.

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