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Doctor Who conquista a América

Doctor Who na América

Nós, whovians, sabemos o quanto a série Doctor Who é maravilhosa. Amamos todas as temporadas, reconhecemos os vilões de longe, temos nosso Doctor favorito (David Tennant!), adoramos terno com all star, achamos gravatas borboleta “cool” e morremos de inveja de todas as suas companheiras. Afinal, qual whovian não sonha em entrar na Tardis e descobrir por si mesmo que ela é realmente maior por dentro?

Com senso de humor tipicamente britânico, ácido, meio bobo, Doctor Who é a série de ficção científica que resiste ao tempo assim como seu protagonista. O programa está comemorando 50 anos de existência em 2013, apesar de já ter enfrentado um hiato de 16 anos, entre a primeira fase da série (que acabou em 1989) e a segunda (que voltou em 2005 com o empolgante episódio ”Rose”). Contudo, a série sempre conseguiu se manter atual e vem conquistando cada vez mais fãs. Muito bem sucedida no Reino Unido, sua consagração veio com a indicação do ator Matt Smith, o décimo primeiro Doctor, ao BAFTA de melhor ator em uma série, em 2011.

Só que um Senhor do Tempo merece muito mais, ele merece conquistar o mundo. A série que começou com baixo orçamento, muita criatividade, personagens cativantes e uma trama viciante, foi melhorando com o tempo, ganhou força, novos cenários, mais dinheiro e cruzou o oceano. Atracou nos Estados Unidos e ganhou fama mundial. Já na sexta temporada, boa parte da trama aconteceu naquele país, mas sem perder suas raízes britânicas. Na primeira metade da sétima, Nova York foi um cenário importante. Mas, esses eram apenas sinais, porque a certeza aconteceu com a revista Entertainment Weekly, que teve Matt Smith como o Doctor em sua capa, anunciando a série como uma das melhores de todos os tempos. O guia TV Guide também contou com Smith em sua capa, após escolha do público, que votou em Doctor Who como uma das melhores séries desse ano.

Essas conquistas empolgam os whovians, mas também preocupam. O ponto positivo é a possibilidade da série permanecer mais anos no ar. O negativo são as mudanças, por enquanto sutis, que a série vem ganhando, para poder se adaptar ao novo público. Algumas são bem-vindas, como o fato da sétima temporada ter sido dividida em duas partes. Cinco episódios foram ao ar entre setembro e outubro, e os cinco finais vão ser exibidos em abril. Além do ÉPICO episódio de Natal que vai unir com perfeição as duas partes.

Os episódios especiais de Natal de Doctor Who serviam como elos entre as temporadas no passado, afinal quem não lembra do primeiro, quando David Tennant era apresentado como o décimo Doctor? Outros foram belos contos de Natal, até chegar ao de 2012, “Snowmen”, que acontece na Inglaterra Vitoriana, com um vilão digno do Doctor, bonecos de neve assustadores, amigos do passado e uma mocinha mais do que adorável. “Snowmen” foi escrito por Steven Moffat, um dos responsáveis pela “volta” de Doctor Who à televisão britânica em 2005. Produtor executivo e roteirista de grande parte dos episódios, não resta dúvida de que ele é um grande fã da série e cuida dela com enorme carinho. Seu outro filho é a série Sherlock, que ele acabou homenageando nesse especial de Natal, além de várias citações a Neil Gaiman, outro ilustre fã do Doctor.

Para um whovian é compreensível todo esse amor dos americanos pelo Doctor, mas para explicar é preciso muito mais do que um post. São sete temporadas acompanhando as aventuras de um personagem tão forte, que transcende seus atores. Esse adorável extraterrestre, vindo de Gallifrey, um Senhor do Tempo, que viaja pelo tempo e o espaço, que tem um amor imenso pelos terrestres.

Porém, Doctor Who é muito mais do que seu protagonista, são suas companheiras, seus gadgets, seus inimigos, suas frases de efeito e todo um universo que é preciso assistir para poder entender.

Na verdade, é mais do que compreensível que Doctor Who conquiste a América, assim como todo o mundo. A única dúvida é por que isso não aconteceu antes? No ano em que a série comemora 50 anos, há muito a celebrar. Não apenas uma sétima temporada incrível, com Daleks, suflês, anjos de pedra, cowboys, momentos emocionantes e um especial de Natal de tirar o fôlego, como tudo o que levou a esse ponto, desde a primeira temporada. E essa é a intenção, celebrar os 50 anos de Doctor Who no decorrer de 2013, relembrando todas as temporadas desde 2005, personagens inesquecíveis e tudo mais sobre o universo whoviniano.

Allons-Y!

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