Cultura

MADONNA Mostra Por Que é a Rainha do Pop em Show no Rio

Fotos: Néstor J. Beremblum

Madonna no Rio

Madonna é sem dúvida alguma a Rainha do Pop, não adianta, ninguém consegue superá-la. Não apenas musicalmente, como em termos de show e vida pessoal. Do alto de seus 54 anos, a diva não desce do salto de forma alguma. Já passou por todas as fases possíveis, virgem, filha precoce, material girl, espiritualizada, mãe, esposa e em todos esses anos conseguiu absorver todas essas características, sempre se renovando. Por mais que esteja bem claro que agora a cantora queira apenas se divertir, afinal ela não precisa provar mais nada pra ninguém, é sempre um espetáculo inesquecível quando ela se apresenta.

Não foi diferente no Rio de Janeiro, no domingo, dia 02 de dezembro, quando a diva levou 70 mil pessoas ao Parque dos Atletas para conferir mais uma apresentação do seu MDNA Tour. Marcado para começar 22 horas, Madonna entrou no palco às 23 vestindo um macacão de couro muito justo, botas de salto alto e com um cabelo de fazer inveja.

Dividido em atos, o show começou com a “Transgressão”. Cantos gregorianos se misturavam a cenas de violência, como introdução para a música Girl Gone Wild do seu novo álbum, MDNA. Em seguida, Revolver e Gang Bang ganharam uma coreografia recheada de situações violentas, com uma enorme cruz no meio do palco e Madonna simulando matar seus bailarinos com um revólver. Esse momento que pareceu uma apologia a violência, foi esclarecido logo no segundo ato: “Profecia”.

Um rápido parênteses sobre essa primeira parte do show: Por todos os países onde esteve com sua turnê, Madonna enfrentou problemas e críticas por começar o espetáculo de forma tão agressiva, principalmente no Oriente Médio. Mas a diva explica que sua intenção era exatamente essa, mostrar como a violência incomoda. Afinal, um show da Madonna sem polêmica não teria graça, não é?

De volta ao segundo ato, Madonna tinha um recado para dar. Cantou Express Yourself vestida com um uniforme de banda escolar e no fim, fez um rápido mashup com Born This Way da Lady Gaga, que usa a mesma base do seu clássico. Para deixar claro que aquilo era uma alfinetada, a cantora fechou o set com o refrão de She’s Not Me — recado dado!

Com toda a raiva e transgressão para trás, Madonna lembrou a importância da paz para o mundo e apelou pelo fim da violência nos países do Oriente Médio, assim como aqui mesmo no Brasil. Enquanto Turning Up the Hits tocava, imagens e samplers de clássicos da cantora passavam em um telão, até ela voltar com outra roupa — claro. Agora vestida com uma saia de couro, botas e boina, Madonna fez a revolucionária e cantou Open Your Heart seguida por Sagarra Jo, ao lado do trio basco Kalakan. Falou sobre o Rio, como adora a cidade, brincou com o público e finalizou o segundo ato com Masterpiece.

“Masculino/Feminino”, o terceiro ato da MDNA Tour, começou com um interlúdio de Justify My Love. Em seguida, Madonna surgiu no palco com uma camisa branca, calça risca de giz e gravata, para cantar Vogue, talvez o momento com mais glamour do show. Alta Costura, imagens belas no telão e os famosos passos que eternizaram a música levaram o público ao delírio. A introdução perfeita para Madonna falar de amor, sexo e liberdade, ao som de Candy Shop e Human Nature. Like Virgin ganhou um novo arranjo, bem mais lento e a cantora se apresentou apenas com espartilho e meia-calça, mostrando nas costas uma tatuagem falsa onde se lia “Periguete”. Muito mais do que uma brincadeira, aquela foi a forma da cantora mostrar que todo mundo tem o direito de ser o quiser e acima de tudo, feliz.

O último ato foi “Celebração”, onde Madonna falou de vida e espiritualidade. Cantou I’m a Sinner com uma guitarra e elevou mais ainda a animação do público, que entrou em estado de graça com ela e seu coral, em Like a Prayer, sem dúvida nenhuma, o ponto alto do show. Celebration fechou o show da melhor forma possível. Alguns minutos foram necessários para aqueles que estavam no Parque dos Atletas começassem a sair, porque a sensação de arrebatamento era grande, provando que Madonna é e sempre será a maior diva do pop mundial.

Setlist:

Transgressão

1. Gregorian Chant Virgin Mary Intro

2. Girl Gone Wild

3. Revolver

4. Gang Bang

5. Papa Don’t Preach

6. Hung Up

7. I Don’t Give A

Profecia

8. Best Friend

9. Express Yourself

10. Give Me All Your Luvin’

11. Turning Up the Hits

12. Turn Up the Radio

13. Open Your Heart

14. Sagarra Jo

15. Masterpiece

Masculino/Feminino

16. Justify My Love

17. Vogue

18. Candy Shop

19. Human Nature

20. Love Spent

Celebração

21. Nobody Knows Me

22. I’m Addicted

23. I’m a Sinner

24. Like a Prayer

25. Celebration

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