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Independência ou Mortos

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Após ser responsável pelo lançamento dos autores Eduardo Spohr e Abu Fobiya (na verdade, um pseudônimo do escritor Fabio Yabu para sua obra adulta), agora o selo Nerdbooks resolve se arriscar e publica sua primeira graphic novel, Independência ou Mortos (Brasil, 2012) com roteiros do já citado Abu Fobiya e arte de Harald Stricker.

A premissa da HQ é a de que a família real portuguesa, quando veio para o Brasil em 1808, trouxe junto uma epidemia de zumbis. Assim, misturando a História de nossa Independência (sem preocupação em ser fiel à mesma) com a trama de terror dos mortos-vivos, o leitor é apresentado a uma trama dividida em 3 arcos na qual um heroico D. Pedro I comanda uma equipe com o objetivo de eliminar a praga trazida de terras portuguesas.

No primeiro terço da trama, vemos como o combate se inicia ainda na travessia oceânica de D. João VI e sua família. Após, temos um D. Pedro já crescido, aproveitando a vida enquanto o Brasil se transforma com a presença da família real em seu território. Na parte final, nosso primeiro imperador vira o herói combatente contra os zumbis e pela independência de nosso país.

Embora o roteiro seja divertido, há várias pequenas observações a serem feitas, que no geral acabam enfraquecendo a obra. Pra começar, em toda boa história de zumbis, os mortos-vivos servem como metáfora para o autor expor sua visão de mundo, mas aqui isso parece não acontecer. Os monstros na maior parte das cenas servem apenas como “carne de vaca”, um inimigo a ser facilmente derrotado. Por outro lado, algumas aparições são bem criativas, que não serão mencionadas para não estragar a leitura. Além disso, temos algumas outras coisas que, embora pontuais, vão se acumulando ao longo da leitura. Por exemplo, os ingleses aparecem sempre falando em português com sotaque carregado, mesmo quando conversam entre si, algo que não faz sentido.

Há também o personagem chamado Tigre, um escravo musculoso que é revoltado com sua situação. Contudo, ele não é desenvolvido; apenas aparece pra dar porrada nos zumbis. Assim como ele, outros personagens são mal aproveitados, enquanto o foco fica somente em D. Pedro I e, em menor escala, no Chalaça. Em compensação, o final, embora apressado, foge do lugar comum ao chegar perto de uma tragédia, o que de certa forma é contrário ao tom mais descontraído do resto do álbum; mas, ainda assim, é um final que torna a saga do Imperador mais dramática.

Um destaque especial vai para a arte. O traço de Stricker é meticuloso e extremamente detalhista. O estilo cartunesco se encaixa bem na trama, tanto nos momentos tensos quanto nos descontraídos. Os cenários são eficientes e retratam bem o período histórico, deixando evidente que o desenhista fez seu dever de casa.

Independência ou Mortos é um bom trabalho de estreia da dupla no mundo dos quadrinhos, e que cumpre sua principal função, que é a de entreter o leitor. O uso da História, e a falta de fidelidade à mesma, dá um toque especial à trama de zumbis. Não é uma HQ perfeita, mas é leitura recomendada, principalmente por provar que a História do Brasil não é chata, e pode render ainda muitas outras obras interessantes.

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