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Os Novos 52: Homem-Animal

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Homem-Animal

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O Homem-Animal é um personagem da DC Comics que só ganhou relevância após um reboot, mais especificamente o primeiro feito pela editora após a megassaga Crise nas Infinitas Terras.

Portanto, nada mais justo que com o novo reboot da editora o personagem voltasse a ganhar algum destaque, o que foi feito com competência pela dupla Jeff Lemire (roteiro) e Travel Foreman (arte) em Os Novos 52: Homem-Animal (The New 52: Animal-Man, EUA, 2011). Nas HQs dos anos 80, escritas por Grant Morrison, o destaque ia para a metalinguagem e a defesa da ecologia. Dessa fase, o roteirista atual deixa um pouco de lado estes aspectos, mas sem deixar de lado a esquisitice e o surrealismo que marcavam as histórias clássicas do personagem.

No primeiro arco, intitulado A Caçada, Buddy Baker resolve voltar a ser herói após dar um tempo para focar seu em ativismo de formas diversas, e atuar como protagonista em um filme independente. No entanto, sua conexão com o campo morfogenético dos animais apresenta reflexos corporais inesperados, e começa a atuar também em um membro de sua família, que parte então numa jornada para salvar toda a vida animal do planeta.

A grande sacada de Lemire foi fazer um paralelo entre o Homem-animal e o Monstro do Pântano. Assim como o mundo vegetal tem neste um avatar, o reino animal também teria o seu – e mais interessante, não se trata do protagonista da série. Aliado a isso, temos a vida familiar dos Baker muito bem trabalhada (e que rende bons alívios cômicos), o que torna os momentos de tensão ainda mais angustiantes. O vilão não é personificado em um único oponente, mas em uma espécie de putrefação da carne que contamina tudo o que toca.

É aqui que a arte de Foreman diz a que veio, com um estilo bem peculiar que aumenta em muito a tensão do roteiro, e chega a lembrar Hyeronimus Bosch, o desenhista nos transporta para verdadeiros pesadelos. O que no traço de outro desenhista poderia ser algo banal, com Foreman se torna motivo de apreensão, pois seu traço sem concessões nos provoca aflição e o sentimento de que algo está muito errado. Não é o tipo de arte que agrada a todos, mas que transmite emoções fortes e complementa o roteiro de forma magistral.

Completando este primeiro arco, temos uma história sensacional que mostra cenas do filme protagonizado por Baker. Obviamente inspirado na obra de Darren Aronofsky, a HQ dá uma quebrada no clima sombrio sem fugir aos temas trabalhados na série, e funciona muito bem como transição para o próximo arco.

Talvez por se tratar de um personagem secundário, a interferência editorial aqui não se faz presente. Misturando de super-heróis e terror, com arte afiada e doses bem aplicadas de humor, Os Novos 52: Homem-Animal faz bonito, merecidamente tendo alcançado sucesso de público e crítica. É uma leitura imperdível para os fãs de quadrinhos.

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