Filmes

Vampiros de John Carpenter – Festival do Rio 2012

Vampiros de John Carpenter

Vampiros de John Carpenter

Vampiros de John Carpenter

Vampiros de John Carpenter

Muito antes de inventarem que vampiros brilham no sol, se apaixonam e gastam o tempo sofrendo com culpa, existiam vampiros legais, malignos, que morriam ao menor contato com o sol, matavam sem piedade e não suportariam um minuto sequer de música emo. Foi nessa época que um dos mestres do terror, John Carpenter, decidiu realizar sua versão do gênero, quando nasceu o excelente Vampiros de John Carpenter (Vampires, EUA, 1998).

Completamente inspirado nas histórias clássicas, o filme gira em torno de Jack Crow (James Woods), um caçador de vampiros que trabalha para o Vaticano. Com os melhores mercenários que o dinheiro pode comprar, Crow conta com a equipe perfeita para seu trabalho, entre eles Anthony (Daniel Baldwin), seu melhor amigo. Em uma noite, após uma caçada bem-sucedida, Crow e sua gangue estão descansando em um motel, bebendo, cercados por prostitutas, sem se preocuparem. Porém, Crow atacou o ninho de um dos mestres mais antigos e o mesmo decide se vingar, matando todos os da equipe, sobrando apenas ele, Anthony e uma prostituta chamada Katrina (Sheryl Lee). O mestre mordeu Katrina, que começa a se transformar, o que a torna uma importante arma a favor dos caçadores. Crow descobre que o mestre se chama Valek (Thomas Ian Griffith), o primeiro vampiro, que deu origem a todos os outros. O Cardeal Alba (Maximiliam Schell) explica a Crow que Valek está cada vez mais forte e que busca uma cruz negra que tem o poder de torna-lo indestrutível. Sem tempo para reunir outra equipe, Crow, Anthony e Katrina se unem ao Padre Guiteau (Tim Guinee) na tentativa de impedir e matar Valek.

Mesmo com 14 anos, é incrível perceber que Vampiros não envelheceu um dia. Muitos elementos usados por Carpenter ainda servem de inspiração para outras produções mais atuais, tanto no cinema quanto na televisão. Se hoje em dia os personagens de Woods e Griffith podem parecer batidos, na época eles quebravam paradigmas, para que o cinema e as histórias de vampiro (boas) evoluíssem ao que são hoje. A ideia do mercenário sem escrúpulos que trabalha para o Vaticano, o que no fim se mostra uma causa nobre, ainda não era uma fórmula desgastada na época, mas funciona até hoje. O anti-herói de Woods com certeza serviu de inspiração para tantos outros que surgiram em seguida.

O vampiro de Griffith é muito caricato, mas qual seria a graça de ver um filme do Carpenter sem atuações canastras, vilões exagerados, mocinhos de caráter duvidoso e diálogos recheados de citações politicamente incorretas. Quem mais colocaria a mocinha como uma prostituta que não ganha sua salvação no fim e que passa o filme inteiro sendo zoada pelos outros personagens. O brilhantismo de Vampiros surge exatamente do fato de Carpenter não se levar a sério. Ele consegue quebrar barreiras, sem se preocupar muito com quem irá ofender. Ao observar sua carreira, desde o início com Dark Star, em 1974, até sua última produção Aterrorizada, em 2010, Carpenter deixa claro porque ainda é um dos maiores mestres do terror do cinema.

Vampiros de John Carpenter (Vampires)

De John Carpenter.

Com James Woods, Daniel Baldwin, Sheryl Lee, Thomas Ian Griffith.

Estados Unidos, 1998. 108 minutos.

Mostra John Carpenter

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Resenhas Populares

Rogue One: Uma História de Star Wars

Rogue One: Uma História de Star Wars

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Raw

Raw

Capitão Fantástico

Capitão Fantástico

O Homem nas Trevas

O Homem nas Trevas

Nível Épico em Imagens

Google Plus

Facebook

SoundCloud