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Magic Mike

A história gira em torno de Adam (Alex Pettyfer), que tem 19 anos e nenhuma noção do que fazer de sua vida. Ele trabalha um dia em uma obra e conhece Mike (Channing Tatum), que conhece uma forma de ganhar muito dinheiro em apenas uma noite. Adam se interessa pela ideia e, com ajuda de Mike, começa a trabalhar com Dallas (Matthew McConaughey), dono de um clube de strippers só para mulheres. Quando um dos dançarinos não vai trabalhar, Adam se apresenta como uma nova atração e se torna totalmente atraído por esse mundo de dinheiro, diversão e muitas mulheres. Enquanto Adam começa a se afundar com escolhas erradas, Mike percebe que talvez seja a hora dele parar.

(Magic Mike) – Drama. Estados Unidos, 2012.

De Steven Soderbergh. Com Channing Tatum, Alex Pettyfer, Matt Bomer, Joe Manganiello, Kevin Nash, Adam Rodriguez, Olivia Munn e Matthew McConaughey. 110min. Classificação: 16 anos.

FESTIVAL DO RIO 2012 – Exibição na Mostra Panorama do Cinema Mundial

Magic Mike


MAGIC MIKE – RESENHA

Assim que o primeiro trailer de Magic Mike surgiu na internet, a grande maioria do público feminino ficou animada para ir ao cinema assistir à nova produção do diretor Steven Soderbergh. Não apenas porque Soderbergh é um diretor que entende a alma feminina. Mas porque seu novo filme conta a história de um stripper masculino e, como na maioria de suas obras, o elenco é especial. Channing Tatum, Alex Pettyfer, Matthew McConaughey, Joe Manganiello e Matt Bomer são os strippers, o que torna tudo muito mais interessante. Outro fator bem interessante sobre a produção é ela ser levemente baseada na vida do próprio Channing Tatum, que foi stripper e modelo antes de ser ator.

Para aquelas que esperavam ver muito glamour e um filme mega sensível completamente voltado para o público feminino, podem acabar se decepcionando. A trama lembra grande parte das tramas de filmes com a mesma temática. Apesar de Magic Mike parecer uma novidade, não é. O drama de Mike e Adam são óbvios. A diferença é como esse drama é contado. Esse é o ponto onde ser realizado por Soderbergh faz toda a diferença. Todos os elementos, que são sutis assinaturas do diretor estão presentes: filtro amarelado, câmera subjetiva, diálogos rápidos e bem naturais, além de certa crueza no desenvolver da história, o que concede maior humanidade para cada personagem.

A novidade são as cenas das apresentações dos strippers. Planos abertos, nenhum filtro e muito glamour, criando um paralelo com a vida fora do palco. Ali tudo é mais plástico, esteticamente mais agradável, assim como quando cada um deles se prepara para as apresentações. Fora da boate, o filme ganha um maior tom de realidade, mostrando que mesmo que não seja um de seus melhores trabalhos, Soderbergh sabe muito bem o que está fazendo.

O problema é que Magic Mike está longe de ser um filme marcante do diretor. De forma alguma é ruim, apenas não consegue sobressair. Mostra a que veio e nada mais do que isso. Os personagens principais, Adam, Mike e Dallas, têm alguma complexidade, mas os outros surgem apenas como extras de luxo. Longe de mim reclamar de Joe Manganiello como stripper! Mas seu personagem não vai além de ser o Joe Manganiello. O filme é morno. Mesmo que as cenas das apresentações sejam muito bem coreografadas e realizadas, Soderbergh não parece muito a vontade em fazer o resto do filme com a mesma qualidade, criando situações por vezes um pouco tediosas e previsíveis.

Tatum e McConaughey brilham sem muito esforço. O primeiro por já ter feito isso durante algum tempo da vida; o outro por ser um excelente ator, sem dúvida alguma. Ou seja, o que vale realmente a pena é ver todos esses atores se apresentando como strippers em uma boate para mulheres na Flórida! Ok, eles usando tanguinhas fio-dental causa um pouquinho de vergonha alheia. Ainda assim é o sonho de 90 entre cada 100 mulheres.

Magic Mike

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