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Electrick Children – Festival do Rio 2012

Electrick Children

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A adolescência é um período de rebeldia e descoberta, quando deixamos de ser criança e passamos a ter consciência de quem somos no mundo, e de que esse momento é bem mais complicado do que pode imaginar uma criança. Imagine então como deve ser essa fase da vida numa comunidade fechada, onde o mundo exterior é proibido e misterioso. A curiosidade é inevitável, e as consequências podem ser ainda mais severas.

Esse é o tom a de Electrick Children (EUA, 2012). Rachel (Julia Garner) é uma mórmon de 15 anos, e descobre por acaso uma fita cassete de uma banda desconhecida de rock. Fascinada pelo mistério do aparelho, ela esconde-se no porão para ouvir a canção em segredo. Passados alguns meses, ela aprece grávida, e diz que o pai do menino é um desconhecido cantor da música, sendo a concepção imaculada. Obviamente esta história não convence ninguém, e Sr. Will (Liam Aiken ), o irmão de Rachel, é acusado de ser o pai do bebê, sendo expulso da comunidade. Para Rachel é arranjado um casamento forçado, o que a faz acompanhar seu irmão rumo ao mundo exterior.

É aqui então que o filme começa a emocionar. Perdidos em Las Vegas, os jovens fazem amizades, se apaixonam, e persistem em sua busca pelo “verdadeiro pai” do bebê. Rachel acaba conquistando o coração de Clyde (Rory Culkin), um dos membros da banda de rock com que faz amizade, e este a ajuda em sua missão. Tudo isso filmado com muita delicadeza pela diretora e roteirista Rebecca Thomas. O grande destaque, porém, vai para o elenco, que passa muita credibilidade. Além dos já citados atores, vale a menção aos pais de Rachel e Will (Billy Zane e Cynthia Watros), ele duro porém amável, ela cúmplice da filha, mas tentando fazer com que a mesma não saia da linha.

No terço final, temos duas revelações que nos fazem reavaliar tudo o que vimos na tela até então. As mudanças são simples, mas funcionam bem. Contudo, a trama perde um pouco da força por cair em situação típica de folhetim, do tipo “será que o mocinho fica com a mocinha?”, que sinceramente é dispensável e acrescenta pouco ao drama. Mas isso não é suficiente para atrapalhar a fruição do filme, que provoca a discussão sobre até que ponto a opressão e a intolerância religiosa servem para esconder e reprimir os segredos mais sombrios de quem as defende.

Electrick Children

De Rebecca Thomas.

Com Julia Garner, Rory Culkin, Liam Aiken, Billy Zane, Bill Sage.

Estados Unidos, 2012. 96 minutos.

Mostra Expectativa 2012

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