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Os Novos 52: Batman

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Os Novos 52: Batman

Com o reboot da DC Comics, muitos ficaram curiosos sobre qual seria o destino de Batman, pois ao contrário dos demais heróis da editora, este vinha em boa fase capitaneada por Grant Morrison, que se refletia no número de vendas. Justamente por isso, a transição foi meio confusa, afinal em meio a tantos Robins e Batmans trazidos pela saga da Corporação Batman, aconteceram alguns vacilos editoriais sobre o que estava valendo ou não.

Provavelmente essa é a razão pela qual o roteirista Scott Snyder (da série Vampiro Americano) e o desenhista Greg Capullo (Spawn dos anos 90) tomaram a sábia decisão de ignorar tudo isso e se concentrar apenas em uma boa aventura do Homem-Morcego na revista homônima do herói. Com isso, surgiu a ótima Os Novos 52: Batman (The New 52: Batman, EUA, 2011).

Em A Corte das Corujas, um arco em sete partes, somos apresentados a uma nova organização secreta, que estaria por trás de vários segredos do submundo de Gotham City, e que sempre esbarrou na família de Bruce Wayne na concretização de seus planos. A dupla criativa aproveita o mote para desenvolver mais a história da cidade e o papel da linhagem do herói no desenvolvimento dela, sempre sendo um foco de luz em meios às trevas que parecem insistir em envolver o local. É uma boa viagem pelo passado da cidade, com destaque também para o desenvolvimento arquitetônico da mesma, algo incomum nos quadrinhos mainstream.

A escolha das corujas não é por acaso, já que elas são predadoras dos morcegos, e se aproveitam de subterfúgios para atingirem seus objetivos. É o inimigo oculto, que está lá o tempo todo, mas passa despercebido.

Além da Corte das Corujas em si, temos a personificação da organização no principal antagonista do herói, Talons. É ele quem executa a missão de abalar o Batman não apenas fisicamente, mas também moralmente. De certa forma, a trama aqui lembra a do filme mais recente do herói — inspirado na saga A Queda do Morcego —, onde ele tem que chegar ao fundo do poço para se reerguer, especialmente a edição 5, onde a arte abandona a pretensão de realismo para fazer uma verdadeira viagem na mente alterada do protagonista. Aliás, por toda a trama o traço de Capullo lembra um pesadelo, o que ajuda a manter a tensão da leitura.

O arco de histórias começa com o Batman dentro do Asilo Arkham enfrentando todos os seus oponentes habituais, e encerra com uma ameaça ainda maior para o herói. Com os primeiros, o modus operandi, a maneira de pensar e lutar dos vilões, já é conhecida pelo herói. Já a Corte das Corujas assusta por ser desconhecida, cheia de segredos, e entranhada no passado de Batman e de Gotham. O herói sabe que um novo ataque virá, mas não sabe de quem, nem onde, nem quando. E precisará ser forte como nunca para não se perder dentro de sua própria mente.

Vindo de uma boa fase na revista Detective Comics pré-reboot, Snyder aqui ignora um pouco a cronologia e, no lugar de recontar as mesmas aventuras de sempre, tenta criar um novo elemento da mitologia do Batman. A arte de Capullo, se não é perfeita, tem o mérito de se adequar ao clima da trama; ele não é só um ilustrador, mas um contador de histórias. Em meio a tantas opções editoriais questionáveis, aqui a DC acertou o alvo. Leitura recomendada!

[bb]

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