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Dredd

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Num futuro violento e insólito, o mundo foi devastado por uma guerra nuclear, fazendo nascer uma gigantesca cidade com 800 milhões de habitantes, que se estende de Boston até Washington. Seu nome: Mega City 1. É nela que acontecem as ações de Dredd (EUA, 2012).

Para conter a violência alarmante da gigantesca metrópole, foi criada uma força de autoridade que atua como juiz, júri e executor. Dredd (Karl Urban, de Star Trek) é um desses juízes, que recebe a missão de treinar uma jovem juíza chamada Anderson (Olivia Thirbly). Anderson, devido aos efeitos da radiação que matou seus pais, tornou-se uma telepata, um conceito interessante e pouco utilizado na ficção científica atual. Juntos, os dois investigam um triplo-homicídio que ocorreu dentro de um conjunto habitacional: uma torre de 200 andares e mais de 75 mil habitantes.

O que parecia um dia relativamente comum se transforma num pesadelo quando ambos se tornam alvos da violenta traficante chamada Ma-Ma (Lena Headey, de Game of Thrones), responsável pela produção e distribuição de uma nova droga conhecida como Slo-Mo, cujo usuário tem a sensação de estar vendo tudo a 1% da velocidade normal. Ma-Ma aciona os sistemas de defesa da torre, prendendo os juízes dentro do edifício. Inicia-se portanto um intenso e violento confronto que transcorre durante a maior parte do filme.

Dirigido por Pete Travis e com um roteiro de Alex Garland, esta versão nada tem a ver com o filme estrelado por Sylvester Stallone, em 1995. Baseado na história em quadrinhos britânica criada por Carlos Ezquerra e John Vagner, este filme é mais fiel a proposta da HQ e consideravelmente melhor do que a produção dos anos 90.

Karl Urban imita mais ou menos os trejeitos de Stallone, fazendo o protótipo do soldado perfeito, desprovido de sentimentos e de movimentos robóticos, aliados com uma armadura feita de látex um tanto cafona. Entretanto, ele consegue quebrar esse estereótipo com algumas cenas de humor. Sua parceira, interpretada por Olivia Thirbly é uma personagem razoavelmente rasa, mas a atriz a interpreta com tanta personalidade que contrapõe sua aparência juvenil e inocente.

Além disso, Dredd é uma elegante surpresa. O filme abre com uma sequência aberta que mostra de maneira muito envolvente a paisagem desértica do que restou do mundo moderno e a metrópole Mega City 1. O diretor soube como usar o 3D de maneira eficiente, ao deixar os ângulos de filmagem mais estreitos e próximos dos atores, o que dá uma sensação maior de profundidade do que as longas tomadas panorâmicas. As sequências dos usuários sob o efeito do Slo-Mo, embora exageradas, são muito interessantes de se ver em três dimensões.

O filme é exagerado e aparece, não somente como um sólido remake de um péssimo filme, mas como um novo fôlego para o temível juiz. Decadente, feio e violento, Dredd lembra as ficções rústicas que eram filmadas nos anos 70 e 80, como RoboCop, com toques de ação em ambientes verticais de algumas produções como Duro de Matar. E isso é muito bom.

[bb]



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