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Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

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Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

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Quem conhece o trabalho do diretor russo Timur Bekmambetov sabe que o cara curte um exagero, especialmente quando se trata de indivíduos com habilidades extraordinárias. É só ver O Procurado, que é um filme divertido pra caramba justamente pelo exagero. Mas o cineasta também já mostrou sua capacidade para lidar com seres sobrenaturais, como vampiros, em seus filmes russos Guardiões da Noite e Guardiões do Dia — que são fodas!

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln: Vampire Hunter, EUA, 2012) é mais um filme-exagero do diretor, e como tal, é EXAGERADAMENTE divertido. Em muitos aspectos. Porque apesar de parecer galhofa — eu sei, é um título pra lá safado (rs) —, o filme tem um conceito muito interessante, não só por tornar um dos presidentes mais importantes dos EUA num matador de vampiros, mas por transformar a Guerra Civil Americana numa batalha pela sobrevivência contra vampiros escravagistas.

Abraham Lincoln, o 16 º presidente dos Estados Unidos, trabalha como um caçador de vampiros do submundo. O título já diz tudo. A história é uma adaptação do romance homônimo de Seth Grahame-Smith — ele também escreveu o livro Orgulho e Preconceito e Zumbis, e o roteiro do longa. Quando criança, Lincoln (Benjamin Walker) viu sua mãe morrer por causa de um vampiro e cresceu jurando vingança. Depois de uma tentativa fracassada de matar o algoz de sua mãe, Lincoln conhece Henry Sturges (Dominic Cooper), um homem que também nutre ódio pelos vampiros e o treina para ser um verdadeiro matador de sanguessugas.

A caçada de Lincoln, naturalmente, é movida pela mais pura ação, frenética e, como eu disse, exagerada. Bem no estilo O Procurado. Lincoln é um cara fodão, que manipula um machado com lâmina revestida de prata com uma habilidade embasbacante. Movimentos rápidos, câmera lenta no estilo Matrix e tomadas abertas tornam as lutas ÉPICAS. Numa das cenas mais espetaculares do filme, Lincoln enfrenta um vampiro em meio a uma tropa de cavalos correndo alucinados por um deserto alaranjado. A cena é isso: A-LU-CI-NAN-TE!

E não se engane achando que você vai ver vampiros bonitinhos, apaixonados ou brilhantes aqui. Não vai. Estes vampiros são como fantasmas sedentos de sangue, furiosos e rosnando como bestas ensandecidas. Lembra vagamente uma mistura de Vampiros de John Carpenter com 30 Dias de Noite. Ah, e a explicação sobre a fraqueza contra prata lembra Drácula 2000 — aliás, é uma das melhores versões para a fraqueza que conheço.

No mais, Bekmambetov aproveita os ganchos históricos da Guerra Civil pra sua trama. O diretor leva a sério sua premissa, apresentando uma visão macabra e pessimista de um grande presidente que, na verdade, deixou um rastro de vampiros decapitados em sua jornada. O próprio Grahame-Smith, em seu romance e no roteiro, descobriu formas inteligentes de vincular a história com os elementos fantásticos. Lincoln cortava lenha com um machado, trabalhou como balconista enquanto estudava direito e suportou a morte do filho durante a guerra. Tudo isso foi aproveitado. Bem aproveitado.

Porém, o mais impressionante foi a forma com a guerra entre o Norte industrial e o Sul escravagista dos Estados Unidos se transformou numa batalha entre os humanos nortenhos que desejavam sobreviver aos vampiros sulistas que os escravizavam para beber de seu sangue.

O curioso é que apesar da diversão que o filme entrega, a história não é exatamente divertida. A figura histórica de Abraham Lincoln, inclusive, é reconhecida como um homem sisudo, pouco inclinado a risadas. Compreensível, tendo em vista a realidade desoladora na qual ele viveu. Benjamin Walker sustenta com essa seriedade um personagem tão dedicado à vingança quanto à abolição da escravatura.

O vilão Adam (Rufus Sewell) é o líder sulista que deseja tomar o país para os vampiros sob seu comando. Não é um vilão dos mais impactantes e seu discurso não é tão convincente, mas ainda assim cumpre bem seu papel como o inimigo misterioso responsável por uma guerra interminável e dolorosa. Os demais personagens apenas orbitam o protagonista, sem ganhar real destaque. Mas vou destacar a Mary Todd só porque é a Mary Elizabeth Winstead. É uma personagem agradável. E mais importante. É a Mary Elizabeth Winstead!

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros é como um sonho mirabolante. A montagem confusa faz parecer como se estivéssemos de fato sonhando e pulando etapas nesse sonho. Mas, ao mesmo tempo, é bem dosado com as infusões constantes de ação fortemente coloridas e agitadas por truques de câmera, enquanto experimentamos um pouco do pesadelo do cenário carregado por tons soturnos de marrom, azul e laranja, um cenário tomado por gritos de desespero, sangue jorrando aos litros e soldados se estocando com baionetas. Não é um filme bonito. É grotesco, trágico e sombrio, como um bom filme de vampiros deve ser. Sobretudo, é exagerado. MUITO EXAGERADO. E isso é uma coisa boa.

[bb]



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