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Roteiristas falam sobre o que podemos esperar do filme God of War

God of War Entrevista dos Roteiristas

Os roteiristas Patrick Melton e Marcus Dunstan, do vindouro Pacific Rim e dos quatro últimos Jogos Mortais, recentemente assumiram o árduo trabalho de re-escrever a adaptação cinematográfica do game God of War. A primeira versão do roteiro foi escrito pelo produtor do filme, David Self (Estrada para Perdição e O Lobisomem).

Em uma entrevista recente à IGN, os dois falaram sobre o projeto e o que podemos esperar do filme. A primeira coisa que mencionam é que o roteiro não foi re-escrito porque era ruim, mas porque a ideia inicial estava ultrapassada — “O único problema é que com o roteiro foi escrito antes de Fúria de Titãs, 300 e Imortais, filmes que pegaram emprestado um pouco do deus da guerra em suas histórias. Ficou apenas um pouco desatualizado, então nós queríamos diferenciá-lo desses outros filmes”. Justo, afinal, creio que a última coisa que nós fãs queremos ver é um God of War semelhante aos fraquinhos Fúria de Titãs ou Imortais.

Eles também explicaram um pouco do que pretendem para o protagonista Kratos — “Da mesma forma que foi fundamentado na interpretação do Batman de Christopher Nolan, estamos tentando apresentar Kratos quando o conhecemos, mais ou menos como estão fazendo neste novo jogo, que é uma espécie de prequel para o original. Queremos mostrá-lo antes de ele se tornar o Fantasma de Esparta, quando ele era apenas um guerreiro espartano e ele tinha família e filhos”.

Melton complementou, dizendo que o objetivo é fazer o público se identificar com o personagem — “No jogo, há o ataque dos bárbaros e Kratos tem de recorrer ao deus Ares para ajudá-lo. Realmente, este vai ser a virada do nosso primeiro ato. Antes disso, ele vai ser mortal, e ele vai ter sua família. Nós vamos aprender sobre ele e entender como ele funciona. Serão aproximadamente os 30 minutos para construir esse personagem, para quando ele se tornar o Fantasma de Esparta, possamos entendê-lo como um ser humano e possamos entender o caminho que ele vai seguir. Estamos investindo emocionalmente, para que possamos ir além de um único filme”.

Durante a entrevista, os roteiristas também comentaram sobre a mudança do horror de baixo orçamento para um épico com características de blockbuster — “Isso é quase um alívio. Quando se trata de God of War, somos marinheiros de primeira viagem, e nós temos a riqueza criativa construída a partir de nosso apreço para os filmes de espada-e-sandálias… Sabemos que não tem como ser feito por um milhão de dólares em uma garagem. [Risos] Isso também ajuda. Mas com um grande filme como God of War, você tem que ir um pouco mais fundo no personagem, ao contrário do que acontece num filme de terror. No terror você geralmente precisa começar rapidamente as coisas, se não o público perde a paciência. Com God of War, nós vamos gastar 150 milhões de dólares. Nós realmente precisamos entender esse personagem, sentir sua dor e suas emoções, e quando todas as peças maiores se juntarem, estaremos lá com o personagem, sentindo junto com ele. Assim é diferente de alguns desses grandes filmes de ação que muitas vezes tornam-se grandes demais e acabam apenas barulhentos; você não está investido no personagem”.

Por suas palavras, os roteiristas parecem empolgados e bem intencionados. É um bom começo. Dunstan também falou sobre a grande questão dos games adaptados para o cinema (que raramente dão certo) — “Um filme recente, que não vou nomear, apresentava seu personagem principal sem o fator medo. Se esse é o caso, como vamos sentir medo pelo personagem? Como vamos avaliar qualquer coisa como uma ameaça legítima? Tornou-se este elemento enfadonho. Então, pegamos um guerreiro intimidador como Kratos, lutando e buscando uma vingança sanguinária contra o Deus da Guerra. Como podemos fazer dessa jornada algo realmente assustador? O homem de ação deve prevalecer, mas ele tem que sofrer pra alcançar seu objetivo”.

Por fim, eles contaram suas intenções para o vilão maior: Ares, o Deus da Guerra — “No jogo, como sabemos, ele é um deus, e ele realmente não faz muito além de invadir a cidade de Atenas. Então, nós estamos tentando construí-lo um pouco mais, para que ele possa se tornar um verdadeiro vilão”.

A série de jogos lançados em 2005 acompanha a saga de Kratos, um guerreiro espartano que é enganado por Ares, o Deus da Guerra, e acidentalmente mata sua família. Enfurecido, Kratos renuncia à servidão aos deuses e começa uma jornada de vingança contra o deus que o enganou, enfrentando toda sorte de bestas mitológicas no caminho.

Melton e Dunstan ainda estão trabalhando no roteiro e, levando em consideração as declarações dos caras, o filme tem potencial. Se eles forem realmente capazes de tirar do papel o que eles estão pensando, God of War poderia ser um filme tão grandioso e épico quanto o jogo. O nome de Brett Ratner esteve cotado para dirigir o longa, mas por enquanto não há ninguém como diretor. Esperemos que os realizadores sejam capazes de encontrar alguém com imaginação épica, talento e mente afiada para conceito visual. Como os roteiristas vieram de Pacific Rim, eu continuo torcendo Guillermo del Toro assuma a tarefa de dirigir esse filme. Aí sim, seria ÉPICO!

[bb]

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