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Lost Girl – Segunda Temporada

Nível Heroico

Lost Girl 2

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Com o sucesso considerável da curta primeira temporada, não foi surpresa a renovação de Lost Girl (Canadá, 2010) para uma segunda temporada mais longa. Isso tem vantagens e desvantagens. A vantagem é que o roteiro se aprofundou no desenvolvimento de relacionamentos e personagens. A desvantagem é a mesma de todas as séries com temporadas de 22 episódios: o ritmo da série desacelerou e o número de episódios fillers — quando pouca coisa (ou nada) do arco principal acontece — aumentou. Apesar disso, talvez por estar ainda em sua segunda temporada, a série ainda consegue manter a maioria dos pontos fortes de sua primeira temporada.

Nessa temporada, o clima contido de drama e crime abriu mais espaço para uma abordagem mais exagerada de ação e fantasia. A trama dá seguimento aos acontecimentos finais da primeira temporada, mostrando o caos que ficou a sociedade dos Fae depois da investida de Alfie (Inga Cadranel), mãe de Bo (Anna Silk), que foi derrotada pela filha após matar o Ash (Clé Bennett). Por causa de toda essa confusão, um novo Ash precisa ser escolhido, uma vez que o nome Ash é, na verdade, o título dado ao líder dos Fae da Luz. Durante o processo de seleção, somos apresentados ao temível Lachlan (Vincent Walsh) e conhecemos um pouco mais sobre Hale (K.C. Collins), que descobrimos ser de uma das famílias nobres dos Fae, apesar de não gostar muito disso.

Hale, aliás, é um dos personagens que se beneficiam do aumento de episódios da temporada, pois ele ganha bastante espaço, especialmente em sua relação vou-não-vou com a Kenzi (Ksenia Solo). Eles começam a trabalhar juntos e se tornam mais amigos, e fica até uma tensãozinha sexual no ar entre os dois.

Mas Kenzi, infelizmente, também por causa do aumento de episódios, perde seu espaço. A personagem que era o maior destaque da primeira temporada, aqui fica relegada ao segundo plano. Não sei o que acontece com escritores de jovens adultos quando criam personagens fodas. Sério. Em vez de torná-los mais fodas ainda, simplesmente arrumam um jeito de estragá-los. Aí não, Michelle Lovretta. Nessa temporada, Kenzi reecontra um namoradinho de infância chato pra caramba e começa a namorar com o sujeito — um namoro também chato pra caramba. E boa parte da temporada somos obrigados a aturar uma das personagens mais inteligentes da série sendo imbecilizada por um namoro sem graça que nada acrescenta a ela. Pra variar, ela acaba perdendo toda a parte interessante da história. Só no finalzinho que a Kenzi volta a ser A KENZI — que bom!

Aliás, quando a Kenzi volta a ser a Kenzi que amamos, PUTAQUEPARIU, ela volta com força total e rende um dos melhores momentos de TODA a série, quando ela decide enfrentar a Norna por Dyson e, pra mostrar porque ela é a humana mais badass de todas, solta uma das melhores tiradas ever — “Sou humana, lembra? Nós dirigimos SUV e despejamos esgotos em lindos lagos e queimaremos esse planeta inteiro se significar conseguir só mais um cheeseburger”. Isso tudo pra provar que pode ignorar as leis dos Faes e chutar a bunda da Norna com estilo (ou uma serra-elétrica!). Ela não é SENSACIONAL?!

Dyson (Kris Holden-Ried) é outro que perde terreno e também fica chato. Depois de ter seu amor por Bo arrancado pela Norna (Kate Trotter), o mal-humor dele torna-se irritante com aquele jeitão “não ligo pra porra nenhuma”. Ele ganha o apoio de uma nova personagem, Ciara (Lina Roessler), mas até ela fica perdida na confusão que vira o desenvolvimento de Dyson na série e pouco rende — situação que só muda nos episódios finais.

Quem ganha com isso é Lauren (Zoie Palmer), que melhora um pouco nessa temporada, especialmente por todo o seu envolvimento com Bo agora que Dyson está fora da jogada. Finalmente, conhecemos a história de Lauren e, aos poucos, ela vai se mostrando importante para os acontecimentos do enredo. A relação lésbica entre Lauren e Bo é apresentada de forma mais amena do que o normal da série. Mas em algum momento, desanda de novo. O principal problema é que Palmer não tem química com Anna Silk e isso joga contra a relação de suas personagens.

Bo, no entanto, ainda se envolve com outro personagem novo, Ryan Lambert (Anthony Lemke), um loki — UM loki (raça), não O Loki (deus da mitologia nórdica) — engenhoqueiro e fanfarrão que entra na trama com a função de apresentar a Bo o outro lado da moeda. O relacionamento de Bo e Ryan lembra um pouco o de Buffy e Spike — a heroína flertando com o lado sombrio. Ryan até se mantém como um personagem divertido, mas desaparece com a mesma velocidade que aparece quando a história assume seu rumo para o clímax.

No fechamento da temporada, Bo descobre mais sobre seus poderes e sobre seu passado e assume uma característica mais de líder. A personagem cresce bastante na segunda temporada, recebendo total atenção por parte dos criadores da série. Ela fica mais forte e porradeira do que nunca — Buffy mode on! — pra enfrentar o grande mal representado pelo Garuda (Raoul Trujillo), o vilão da vez. Sim, a salada mista de mitologias segue firme e forte, agora com um vilão saído da mitologia hindu. Que continue a galhofa, porque tá maneiro! :D

E o que é a Anna Silk?! A mulher tá cada vez mais gostosa, e fica até difícil prestar atenção na história com ela aparecendo toda hora com aqueles decotes ESPETACULARES! Que busto! ;*

Algumas coisas são deixadas em aberto para a próxima temporada, mas, no todo, a série consegue terminar de forma digna e mantendo seus pontos positivos para o que vem a seguir. Apesar de um ou outro deslize ao longo da temporada, Lost Girl ainda é uma boa diversão despretensiosa. E a Bo continua apaixonante. Impossível resistir a ela. Mal posso esperar pra vê-la destilando um pouco mais dessa energia sexual e viciante.

[bb]

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