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Aqui é o Meu Lugar

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Qual é o ponto em que o sucesso vira estagnação? E o que fazer para superar o tédio que advém disso? Este é o tipo de reflexão que, à primeira vista, procura fazer o bom filme Aqui é o Meu Lugar (This Must Be the Place, Itália, 2011), do diretor italiano Paolo Sorrentino. Mas, por trás de uma trama simples, o longa nos faz pensar em muito mais.

Nele, somos apresentados a Cheyenne (Sean Penn), um cantor de rock já cinquentão, de hábitos e maneiras excêntricas, que sofre o tédio de uma ex-celebridade que ficou rica e vive até hoje do sucesso de seu passado. Após receber a notícia de que seu pai, com quem não falava há trinta anos, morreu, resolve ir para seu funeral nos EUA. Lá, descobre que o velho, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, estava à caça de um ex-soldado nazista que havia mudado para a América depois da Guerra. O roqueiro então decide completar a busca do falecido pai, atravessando o país para tal.

A trama segue o padrão dos road movies, onde a viagem acaba se tornando uma busca de autoconhecimento e evolução do personagem. Para chegar até seu objetivo, Cheyenne conhece toda a família do algoz de seu pai, tentando desta forma preencher o vazio de sua própria existência. O que se torna o grande diferencial aqui é a interpretação de Penn, que consegue transmitir os conflitos do personagem de forma precisa, ora cômica, ora delicada, sempre num tom meio agridoce, mas sem cair na autopiedade. Não fossem os dois Oscars que ele já tem na estante, certamente seria favorito à estatueta na próxima premiação.

A direção de Sorrentino é delicada, fazendo a platéia rir e se emocionar na medida certa. Cheyenne é um protagonista carismático, e os muitos personagens secundários têm seu espaço para, de alguma forma, serem cativados por ele, e ao mesmo tempo se conectarem com o espectador. Eles servem também para que o diretor faça pequenos comentários sobre o mundo em que vivemos, o que serve de bom tempero para enriquecer o enredo. A trilha sonora, assinada por David Byrne (que interpreta a si mesmo em uma das cenas), também encontra o tom certo com o que é mostrado na tela.

O grande problema do filme é seu final. Ele julga o protagonista como um eterno Peter Pan, servindo como metáfora para a cultura pop em geral. Em certo sentido, é como se Cheyenne vivesse uma eterna adolescência, e precisasse de um forte rito de passagem para que finalmente pudesse se tornar um adulto. Contudo, a solução encontrada no longa é um pouco cruel, contradizendo com toda a leveza agridoce que o antecede. Será que para nos tornarmos adulto, é necessário aderirmos à vingança e não ao perdão? E mais, é preciso jogar todo o passado fora para que realmente estejamos livres? Que cada um assista ao filme e responda por si mesmo a estas questões.

[bb]

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