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Deus da Carnificina

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“Eu acredito no Deus da Carnificina” — A frase dita pelo personagem Alan Cowan (Christoph Waltz) resume de forma dramática o que estamos vendo na tela (e não por acaso dá título à obra). Por mais que haja o esforço da humanidade em manter um padrão civilizatório, mais cedo ou mais tarde ela cederá aos seus impulsos biológicos e se comportará como os animais dos quais ela descende. O passo a passo essa queda é o que vemos nos 79 minutos do longa do diretor Roman Polanski.

Em Deus da Carnificina (Carnage, França, 2011), somos apresentados ao já citado Cowan e sua esposa Nancy (Kate Winslet), cujo filho agrediu de forma bem violenta outro garoto, que vão visitar Penelope (Jodie Foster) e Michael (John C. Reilly), os pais do agredido. Inicialmente, eles se reúnem para decidir como resolver o problema dos meninos, mas, à medida que a conversa prossegue, são os próprios pais que irão se desentender.

A dinâmica do roteiro, inspirado na peça de Yasmina Reza (que é co-roteirista com o diretor), contudo, não é a de pais versus pais. No desenrolar do conflito novas alianças são formadas, todos cheios de razão e errados ao mesmo tempo. O humor permeia a trama, mas o riso aqui é nervoso, ácido, e não aquela gargalhada fácil e gostosa das comédias televisivas ou de Hollywood.

Polanski mais uma vez mostra sua habilidade, pois apesar de se passar basicamente em um único cenário (exceto nas cenas inicial e final), em nenhum momento há a impressão de que temos um teatro filmado. A câmera é ágil e eficiente ao percorrer o apartamento em toda a sua extensão, os diálogos são exibidos de forma a termos constantemente vários personagens em tela, evitando o mero corte plano/contra-plano de um rosto para outro.

O elenco, como de se esperar, está bastante afiado. É sua atuação que garante vida ao filme e faz o espectador acreditar no que está vendo. Deve-se destacar em especial o ator John C. Reilly que brilha entre as feras com o personagem mais delicado de se interpretar, pois transforma-se de modo muito mais radical do que os demais ao longo da trama.

Tudo no filme funciona muito bem, embora dirigido em meio às turbulências da vida pessoal de Polanski (que, por não poder estar presente no set de filmagens teve que trabalhar via telefone). A trama é simples, contudo nos faz pensar. Se não chega a ser brilhante, ao menos temos aqui diversão que nos faz usar o cérebro.

[bb]

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