Você Viu?

Batman: O Cavaleiro de Gotham

Nível Heroico

Batman: O Cavaleiro de Gotham

Batman: O Cavaleiro de Gotham

Batman: O Cavaleiro de Gotham

Batman: O Cavaleiro de Gotham

Quando se trata de animações para DVD/Blu-ray, a DC e a Warner Bros. Animation fazem um trabalho excepcional. Na época entre os lançamentos de Batman Begins e Batman: O Cavaleiro das Trevas, os longas do Homem-Morcego dirigidos por Christopher Nolan, tivemos uma dessas animações. Batman: O Cavaleiro de Gotham (Batman: Gotham Knight, EUA, 2008) veio para fazer uma ponte entre os dois filmes de Nolan, assim como Animatrix serviu de ponte entre Matrix e Matrix Reloaded.

O Cavaleiro de Gotham é composto por seis curtas que aprofundam um pouco a história e o mito do Batman na cidade de Gotham logo depois do surgimento do herói em Batman Begins. Produzido em conjunto com quatro talentosos estúdios japoneses de animação — Studio 4°C, Madhouse, Bee Train, Production I.G. —, o filme apresenta suas histórias de uma forma intrigante e envolvente, mostrando como o Batman se tornou uma figura importante e ao mesmo tempo mítica de uma Gotham renovada por suas ações. Enquanto nos filmes de Nolan vemos o herói de uma forma mais soturna, aqui temos um Batman mais heroico — que lembra o personagem em Batman: The Animated Series.

As visões muito divergentes do Batman em cada curta incomodam um pouco no começo, especialmente no primeiro conto: Have I Got a Story For You. Mas depois de uma olhada mais apurada, a escolha é brilhante, porque retrata um grupo de skatistas tentando impressionar uns aos outros ao contar histórias — teoricamente contraditórias — em que foram testemunhas oculares de feitos do herói contra um bandido. É difícil levar a sério no começo, principalmente porque é um bando de crianças que parecem estar contando uma mentira pra impressionar os amigos. Então, no decorrer da animação, você percebe que aquelas crianças estavam ali, naquela primeira história, apenas para preparar o terreno para as várias interpretações que viriam a seguir. Boa sacada.

O segundo conto chama-se Crossfire, que apresenta os detetives Crispus Allen e Anna Ramirez como membros da Unidade de Crimes Graves escolhidos a dedo pelo Tenente James Gordon. Somos apresentados às dúvidas dos policiais em relação ao Homem-Morcego enquanto eles tentam capturar um louco que fugiu do Asilo Arkham. O terceiro, Field Test, mostra o Batman tentando combater o crime com um dos brinquedinhos de Lucius Fox — melhor, dois, já que neste aparece a Batlancha. No quarto, In Darkness Dwells, o Batman desce aos esgotos numa caçada ao Espantalho para salvar um cardeal sequestrado pelo vilão, mas acaba se deparando com outro inimigo, bem mais problemático. O quinto, Working Through Pain, se passa na Índia, onde Bruce Wayne está tentando descobrir uma forma de lidar com a dor. E, por fim, no último, chamado Deadshot, o Homem-Morcego precisa enfrentar um assassino de aluguel contratado para matar o Tenente Gordon.

Dentre os curtas, alguns momentos se destacam por mostrarem um pouco mais do porquê o herói é o que ele é e faz o que ele faz. Num deles, descobrimos que dentre os aparatos construídos por Lucius Fox para Bruce Wayne havia uma espécie de campo de força defletor de balas, mas durante a fase de testes Bruce decide não usá-lo por causa dos efeitos colaterais que o item pode ter — algo que diz muito sobre as motivações morais do personagem. Noutro, vemos Bruce Wayne na Índia aprendendo a lidar com sua dor num curta tão físico quanto filosófico, que exalta bastante por que o Batman parece ser tão resistente e inquebrável (talvez mais por fora do que por dentro). No quesito ação, o mais legal é a oportunidade de vermos alguns vilões dos quadrinhos inseridos (mesmo que sob forma de desenhos animados) no universo desenvolvido por Nolan. Além do Espantalho visto em Batman Begins, o Batman também enfrenta o Crocodilo (Killer Croc) e o Pistoleiro (Deadshot). Isso sem falar nas relações do Cruzado Encapuzado com a polícia e os criminosos que ainda poluem as ruas de Gotham.

Apesar de tudo, as histórias não são plenamente interligadas. A força de cada arco, que por consequência acaba criando um elo sutil, reside justamente na força do personagem, no mito e na psicologia por trás do Batman. Como um todo, o filme animado começa explorando as nuances do herói, com e sem máscara, para depois partir para a ação fulminante — que é de encher os olhos, digna dos estúdios japoneses envolvidos. E a qualidade das animações no geral é impecável, mesmo com os estilos artísticos bastante diferentes.

Ainda que a continuidade entre os curtas (e até mesmo as histórias contadas separadamente) seja um pouco questionável, na melhor das hipóteses, Batman: O Cavaleiro de Gotham sem dúvida merece a atenção dos fãs do Homem-Morcego. Não há dúvidas de que os filmes são produzidos com esmero visual e fornecem alguns novos olhares para a atmosfera criada por Nolan no cinema. Mais do que isso, a animação complementa com dignidade o herói que tanto aprendemos a admirar em Batman Begins e Batman: O Cavaleiro das Trevas.

[bb]

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Inscreva-se no Canal

Resenhas Populares

Rogue One: Uma História de Star Wars

Rogue One: Uma História de Star Wars

It: A Coisa

It: A Coisa

Planeta dos Macacos: A Guerra

Planeta dos Macacos: A Guerra

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Raw

Raw

Siga no Bloglovin’

Follow

Vem Com a Gente

Curta e Compartilhe

Aperte o Play

Nível Épico em Imagens