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Touch – Primeira Temporada

Nível Heroico

Touch – Primeira Temporada

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Touch – Primeira Temporada

Touch – Primeira Temporada

Não tem como esquecer que Tim Kring foi quem criou a série Heroes, a mesma que teve uma primeira temporada maravilhosa, que parou o mundo inteiro e transformou, em pouquíssimo tempo, seus personagens em ícones da cultura pop. Mas, é a mesma que decaiu, decaiu e chegou a um ponto que os fãs que torciam pela cheerleader imortal, no início, eram os mesmos que desejavam um fim sem muito sofrimento para a série. Mesmo assim, Heroes teve quatro temporadas, lutou muito para se manter no ar, mas a impressão foi que Kring queimara todos os seus cartuchos na primeira e belíssima temporada.

Longe dos holofotes, Kring voltou bem menos ambicioso, com uma série nova, que mais uma vez tem um argumento ambicioso, mas realizado de forma mais madura e contida. Touch (2012), conta a história do ex-jornalista e viúvo, Martin Bohm (Kiefer Sutherland) e seu filho de onze anos, Jake (David Mazouz). O menino tem um tipo de autismo que o mantém fechado para o mundo exterior e é acompanhado de perto pela assistente social Clea Hopkins (Gugu Mbatha-Raw). Mesmo Martin não consegue se comunicar com o garoto, porém, percebe que ele compreende o mundo através dos números. Com a ajuda do Professor Arthur Teller (Danny Glover), Martin descobre que Jake, na verdade, tem uma mente superior, que faz com que ele veja muito além do que vemos, podendo ligar passado, presente e futuro através dos números. Dessa forma, Martin passa a decifrar os códigos numéricos que Jake o mostra, o que o leva a ajudar outras pessoas e prevenir eventos.

Com a clara mensagem de que tudo e todos estão conectados entre si, Touch mistura ciência e espiritualidade para discutir o sentido da vida e qual o papel de cada pessoa no mundo. Se vivemos de acordo com o acaso, ou se tudo já está decidido e nossos destinos traçados. Na verdade, um assunto que Kring já abordava de forma mais sutil em Heroes, mas que agora vira o objeto central de sua trama.

Outro ponto forte de Touch é ser a primeira série estrelada por Kiefer Sutherland depois de oito temporadas como a estrela da cultuadíssima série 24 Horas. Mesmo que 24 Horas tenha terminado em 2010, não há como desvincular Sutherland do agente Jack Bauer. Por isso, pode ser estranho para os fãs de Bauer o enxergarem, agora, como o submisso e confuso viúvo pai de um menino autista. Mas, Sutherland deixa bem claro que Bauer ficou pra trás e Martin Bohm, conforme a série avança, ganha um caráter forte, que caminha para o possível nascimento de mais um personagem icônico, se dessa vez Kring conseguir manter a qualidade da série.

O carisma do menino David Mazouz torna seu Jake adorável, provando o talento do ator, já que o personagem não fala e, pior, não interage de forma alguma com os outros. Sua expressão corporal e seus olhos transmitem com perfeição todos os sentimentos de Jake, sem torna-lo caricatural.

Com uma primeira temporada calma de apenas 13 episódios, o ideal para testar audiência e traçar o que pode vir em temporadas seguintes, Touch apresenta seus personagens, suas motivações e mostra como os atos de Jake nos Estados Unidos afetam todo o mundo — a cada episódio um país é visitado e uma trama é apresentada. A série constrói sua narrativa de forma genial, que a primeira vista parece não levar a lugar algum, mas que vai tomando forma à medida que avança. Os episódios parecem soltos, como retalhos, mas há uma história em segundo plano, uma conspiração que envolve Jake, que surge muito sutilmente e vai ganhando força, costurando toda a trama e despertando a curiosidade em relação ao futuro de Jake, Martin e os outros personagens que se mostram importantes durante a temporada.

Como os números de Jake, os episódios de Touch se encaixam e conduzem a um clímax, quando se revela a verdadeira trama, que deixa perguntas no ar e problemas para serem resolvidos na segunda temporada. A série prova que Tim Kring consegue montar uma história intrigante e cheia de elementos que despertam curiosidade e até uma certa paranoia. Se continuar nesse caminho, a segunda temporada (já confirmada) pode ser tão boa ou melhor que a primeira.

[bb]

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