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Amor Impossível

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O ano de 2012 parece ter inaugurado uma nova tendência cinematográfica de reunir um elenco inglês para explorar os cantos desconhecidos do exótico oriente. O primeiro, O Exótico Hotel Marigold, levou um elenco de coroas britânicos que incluía Judi Dench, Bill Nighty, Tom Wilkinson e Maggie Smith para a colorida e altamente populosa Índia.

Amor Impossível (Salmon Fishing in the Yemen, 2011) um dos filmes de título mais bem traduzido dos últimos anos, nos leva mais a oeste, à República do Yemen, um pequeno país que se estende do sudoeste a ponta sul da Península Arábica, o último país que qualquer um imaginaria ser possível criar salmões, peixe acostumado a climas mais frios e chuvosos.

Entretanto, para um Xeique bilionário chamado Muhammed (Amr Waked) tudo é possível, e caberá a sua consultora Harriet (Emily Blunt) convocar um especialista em pesca chamado Alfred Jones (Ewan McCregor) para desenvolver um projeto possível de ser concretizado.

Jones, a princípio, acredita que isso tudo não passa de uma grande piada e avisa tanto a Harriet quanto a Muhammed que os cinquenta mil peixes que serão magicamente transportados para outro continente morrerão logo após serem colocados em um rio que também será magicamente construído no meio do deserto.

Por mais absurda que a premissa possa parecer, ela é (ao menos nas linhas da ficção) muito possível, sim. E vai custar aproximadamente cinquenta milhões de libras, o que não é nada para o bilionário Xeique. A proposta de introduzir a pesca do salmão no Yemen é uma máscara para trazer desenvolvimento, agricultura e educação para o país. E é muito bem apoiada pelo governo britânico, que precisa de boas notícias relacionadas ao mundo árabe – que não envolvam a guerra no Iraque, soldados ingleses sendo mortos ou coisas do tipo.

O filme possui todos os elementos de uma comédia romântica: um casal de pessoas bonitas interpretadas por McGregor e Blunt (o que logo se transformará num triângulo amoroso quando o namorado de Harriet, um soldado inglês desaparecido em combate, torna-se um ponto importante no desenrolar da história), e uma bruxa má que neste caso é uma burocrata que trabalhara para o primeiro-ministro britânico e interpretada por Kristen Scott Thomas, num personagem que poderia ter sido poupado da história, já que acrescenta quase nada além de umas boas risadas ocasionais.

Amor Impossível, como um todo, é engraçado, mas parece às vezes mais uma oportunidade perdida. Nas mãos do diretor Lasse Hallström (Chocolate) e do roteirista Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário?) a obra falha em explorar as excentricidades de uma história com o potencial para ser realmente hilariante.

Mais do que isso, ele falha também nos momentos mais dramáticos da história, como por exemplo, quando descobrimos que o namorado de Harriet desapareceu em combate. Os elementos técnicos do filme não se juntam e não se somam. A fotografia Terry Stacey é bonita, mas assim como a trilha sonora de Dario Marianelli, elas mais alienam do que envolvem.

O filme é engraçado e agradará àqueles que procuram uma diversão leve e descompromissada com ocasionais risadas. Mas a sensação geral é que ele deveria ser melhor do que realmente foi. Amor Impossível é como um rio raso: há vida nele, mas é difícil de mergulhar.

[bb]

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