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Alien – A Ressurreição

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Alien – A Ressurreição

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Alien – A Ressurreição

Alien – A Ressurreição (Alien: Resurrection, 1997) é um filme complicado. Primeiro, porque o final de Alien 3 tinha matado (literalmente) grande parte das possibilidades para um quarto filme da franquia. Segundo, porque acrescentou elementos pouco interessantes à mitologia — elementos que, inclusive, serviram de inspiração para uma tragédia que veio depois, Alien Vs. Predador.

Pois é, Alien – A Ressurreição é o pior filme da franquia. Tem seus pontos positivos, mas ainda é o pior dos quatro.

A tenente Ellen Ripley (Sigourney Weaver) é “ressuscitada” 200 anos após sua morte — na verdade, clonada a partir de amostras de seu DNA. Porém, a mãe alienígena que ela tentou matar no terceiro também é clonada e extraída do corpo de Ripley pelos cientistas responsáveis, que usam o DNA da Rainha para criar um exército de Aliens sobre seu controle. Além disso, Ripley desenvolve algumas características alienígenas por causa do DNA da Rainha em seu organismo. O problema é que a infestação de Aliens (naturalmente) foge do controle e os monstrengos começam a matar todo mundo na nave. Cabe a Ripley impedir que o pior aconteça com a ajuda de um grupo de contrabandistas e da andróide Annalee Call (Winona Ryder, péssima no papel).

Alien – A Ressurreição inspira sentimentos conflituosos. Por um lado, foi meio decepcionante ver a Ripley morrer no final do terceiro filme. A mulher sofreu a série inteira, quase foi morta várias vezes, perdeu a chance de ver a filha crescer, e quando achou outra menina pra chamar de filha (Newt, de Alien – O Resgate), a menina também foi morta (no começo do Alien 3). No fim, terminou careca numa prisão, mais fudida do que nunca. E, simplesmente, morreu queimada numa caldeira. Triste. O quarto filme trouxe a trágica heroína de volta e, por isso, tem seu valor. Foi bom vê-la de volta ao seu lugar. Alien sem Ripley não seria exatamente Alien. Pra completar, deram alguns poderes especiais pra tenente e deixaram-na ainda mais fodona. Aprovei.
Por outro lado, uma pena a Ripley ter voltado numa história confuso, num filme cheio de problemas, sem personagens interessantes, e com os alienígenas descaracterizados em muitos aspectos. Sério, aquele negócio de Alien meio-humano no final foi de doer.

Alien – O Oitavo Passageiro tinha um senso de clímax e terror fantástico; Alien – O Resgate foi pura ação; Alien 3 tinha seu charme, mas conseguiu ser apenas mais ou menos.

Alien – A Ressurreição acabou com os poucos resquícios de credibilidade da série. A direção de Jean-Pierre Jeunet é até elegante, mas bastante arrastada, com quase todas as cenas simétricas, e com personagens constantemente olhando diretamente para a câmera. O conjunto e cinematografia têm tons sombrios adequados, com muito marrom e cinza, mas as performances são muito chatas, com exceção da sempre excelente Weaver. Se há alguma coisa realmente valorosa nesse filme, é a tenente Ripley. O roteiro de Joss Whedon começa bem, mas no meio do caminho se perde e acaba tornando-se cansativo. Sou mega fã de Whedon, mas todo mundo tem um dia ruim — esse foi o dia ruim do cineasta, que na época tava começando a engrenar Buffy.

Infelizmente, Alien – A Ressurreição é uma experiência mais desagradável do que prazerosa (ou terrificante), um final ruim para uma das mais fascinantes séries de ficção científica que o cinema já conheceu. Mais triste ainda é lembrar que o legado da franquia teve ainda duas proles deploráveis alguns anos depois: os dois filmes Alien Vs. Predador.

[bb]

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  • Alecs

    Ótima crítica, parabéns. Por que você citou aquela gosma amarela do fim do filme? quando assisto novamente sempre pulo para tentar esquecer aquilo.

    Apesar do roteiro simplório e estranha seleção de elenco (a maioria parece uma caricatura cômica de Hollywood), não dá para resistir a Sigourney Weaver contracenando com Winona Ryder. Como foi dito na crítica acima, finalmente Ripley recupera sua força e é simplesmente incrível assistir a atriz, no aurge de seu talento, interpretando uma Ripley vingativa e, sem querer parecer chato, com cabelos.
    No terceiro filme ela era tão fraca que irritava e, pra completar, careca. Essa sequência pode ser burra, mas ainda consegue divertir se você esperar pelo pior e não se importar com nenhum requisito técnico.

    • Alecs

      Desculpe o erro de digitação, é auge.

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