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Alien 3

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Depois do grande sucesso da franquia assustadora de ficção científica dirigida por Ridley Scott em Alien – O Oitavo Passageiro e James Cameron em Aliens – O Resgate, coube ao diretor estreante David Fincher, proveniente dos videoclipes e comerciais de televisão, dar continuidade à saga que imortalizou a personagem Ellen Ripley interpretada por Sigourney Weaver.

Em Alien 3 (1992), Ripley e os sobreviventes do filme anterior realizam um pouso forçado a um planeta-prisão habitado por criminosos pederastas, estupradores e puramente psicóticos. Nos primeiros dez minutos de filme, Alien 3 destrói totalmente os outros dois filmes (principalmente o segundo) ao mesmo tempo em que lança Ripley em um novo desafio: ao de sobreviver a um Alien dentro de uma colônia penal que não possui qualquer tipo de arma ou chance de resgate.

O roteiro da obra passou por diversas mãos, incluindo William Gibson (escritor de Neuromancer) e teve muitos formatos antes de se tornar o que foi lançado há 20 anos. Versões anteriores do script contavam a história de Ripley aterrissando em um planeta totalmente feito de madeira e habitado por monges budistas. Na versão final, o planeta de madeira foi substituído por uma colônia penal e seus habitantes por presidiários violentos (que também eram apegos a um tipo de religião que quase os aproximava dos tais monges budistas).

A produção sofreu com diversas complicações. Entre elas, o diretor de fotografia Jordan Cronenweth teve que ser substituído por Alex Thompson durante as filmagens, pois estava com Mal de Alzheimer. As constantes interferências do estúdio na produção fizeram com que o diretor David Fincher repudiasse o filme até hoje.

Porém, nem tudo é horrível em Alien 3. Ao mesmo tempo em que é consideravelmente violento e assustador nos momentos certos, o filme é surpreendentemente divertido, cortesia do melhor elenco de toda franquia, capitaneado por Weaver e um bando de atores ingleses de altíssimo nível, incluindo Charles Dance (que hoje é o Tywin Lanniter na série Game of Thrones) , Pete Postlethwaite e Charles S. Dutton, todos carecas com um código de barras na cabeça. Soma-se um alien diferente e mais agressivo à solta.

A fotografia de Alex Thompson, cenografia e trilha sonora de Elliot Goldenthal juntam-se para criar um clima inóspito e opressivo. A direção de Fincher é outro ponto positivo. Desde cedo o cineasta conhecido posteriormente por Seven e Clube da Luta já mostrava talento para conduzir atores e traços visuais característicos que permeariam suas obras futuras.

Recomendo assistir a “versão do diretor” (ainda que Fincher diga que a versão do diretor seria um filme totalmente diferente) que possui meia hora a mais e é consideravelmente melhor do que a original. Mesmo assim, Alien 3 não é nem de longe o melhor filme da franquia. Mas, dadas às circunstâncias, com uma história consideravelmente fraca, Fincher e companhia conseguiram tirar leite de pedra — ou sangue ácido de alienígena.

[bb]



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  • Alecs

    Achei cansativo e apelativo, pelo início detonando o bom final do segundo filme e pela abordagem dramática demais.
    Se você vir os bastidores, toda a produção se sente culpada e defende o diretor David Fincher. Mas a desgraça veio mesmo com o roteiro. Um roteirista meio maluco achava que o foco da série era apenas a heroína Ripley, destacando a história totalmente em sua gravidez e não no mistério, apresentado bem apenas no original.
    Deve parecer contraditório o que vou dizer, mas faltou sutileza. A psicologia feminista de Alien só é bem abordada quando encoberta pelos elementos de terror. As mensagens de estupro e pressão psicológica da sociedade para a mulher ter o bebê sem desejar são evidentes demais em Alien 3 e já haviam sido exploradas nos filmes anteriores, esse novo só comprovou as mensagens de gravidez e o restante de Alien se perdeu.
    Ele trouxe elementos humanos demais para a série do xenomorfo, afinal o maior medo causado por Alien na época era o do desconhecido. Ao colocar Ripley num planeta de homens, a trama fica presa num universo humano e a presença do Alien só serve para alcançar a bilheteria.

    Jamais esquecerei a cena do cachorro, é uma idéia tão imbecil que chega a ofender os filmes anteriores, os quais descobriram a sacada do organismo invadir justamente o corpo humano e, dessa forma, representar uma ameaça terrível para os tripulantes.

    Sem falar da excelente cena de inclusão do dono da empresa no final do filme ter sido cortada da versão para os cinemas.

    Com certeza, a pior equipe de produção da quadrilogia e o filme mais superestimado com aceitação alcançada apenas pelo sucesso dos anteriores.

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