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Aliens – O Resgate

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A franquia Alien é sem dúvida uma das mais conhecidas do cinema. Elaborada em toda a sua magnitude original por uma mente brilhante, foi fundamentada depois com o advento de outras mentes brilhantes.

Em Alien – O Oitavo Passageiro, o diretor Ridley Scott, conseguiu produzir um ícone da ficção-científica ao criar um das criaturas mais macabras que o cinema já conheceu, num filme para lá de tenso e claustrofóbico.

James Cameron veio logo depois com Aliens – O Resgate (Aliens, 1986). Cameron não foi tão claustrofóbico. Ele queria revelar a criatura para o mundo. Queria torná-la um perigo ainda maior. Foi o que fez. Se no primeiro a ação era mais contida, no segundo, James Cameron inseriu a ação como elemento dominante. E CRIOU UMA INFESTAÇÃO DE ALIENS pra fuder com tudo!

Muitos discutem sobre qual dos dois primeiros filmes seria o melhor. É UM FATO que os dois são épicos e extremamente importantes para o que a franquia Alien se tornou no cinema. Alien – O Oitavo Passageiro era mais psicológico, ficção-científica misturada com atmosfera de horror. Aliens – O Resgate mantém um pouco do horror, mas dá foco maior pra ação. Na verdade, até lembra muito filmes de zumbis. Vai dizer que não?! Um bando de fuzileiros navais armados até os dentes presos num planeta quase pós-apocalíptico infestado de alienígenas que se reproduzem a cada vez que matam uma vítima.

Aliens – O Resgate começa de onde a história do primeiro parou, exatamente. Mas Cameron, ao invés de repetir as fórmulas, leva a narrativa para novos caminhos, sem nunca perder o conceito da obra original. O grau de maturidade da história reflete inclusive nos personagens, que crescem com o decorrer da trama, ao invés de ficarem presos a estereótipos artificiais.

Ellen Ripley (Sigourney Weaver), que em Alien – O Oitavo Passageiro era mais passiva no começo, também assume essa tendência no início de Aliens – O Resgate, até se ver no meio de uma situação limite tentando proteger uma menininha que lembrava-a da filha que não viu crescer — sim, porque o segundo se passa 57 anos depois do primeiro. Você vê a personagem mudar e se tornar corajosa por necessidade. Ripley torna-se um soldado. Torna-se a FODONA que aprendemos a respeitar!

Na trama, Ripley, após sobreviver no primeiro filme junto com o gato Jones (que aqui aparece rapidinho e é esquecido), é encontrada no espaço após meio século e volta a ativa por causa de um possível incidente com Aliens. Para investigar, ela viaja até o planeta LV-426 para prestar consultoria para um grupo de fuzileiros durões que têm a missão (teoricamente) de matar as criaturas e salvar quem estiver vivo. São elas: Sargento Apone (Al Matthews), o mala Soldado Hudson (Bill Paxton), o soturno Soldado Hicks (Michael Biehn), a imperturbável Vasquez (Jenette Goldstein) e o andróide tranquilão Bishop (Lance Henriksen).

No planeta, Ripley encontra a menina Newt (Carrie Henn, que tava muito lindinha no único papel que desempenhou no cinema). Newt cria um laço com Ripley e uma motivação pra tenente assumir seu instinto protetor e materno.

Aliás, muito nesse filme trata com a ideia da mãe protegendo seus filhos. De um lado, Ripley. Do outro, uma inserção à mitologia sensacional, a Rainha Alien. O embate entre as duas no espaço é tão épico que rola até MECHA disfarçado de empilhadeira. E eu tô abstraindo várias inconsistências dessa batalha final, como o fato da Ripley não voar pela escotilha para o espaço junto com a Rainha. Se bem que talvez seja por isso que ela é FODONA. Enfim.

Na primeira metade do filme, ainda temos um enredo que nos insere novamente no cenário e nos apresenta o caráter de cada personagem de forma tão interessante que você nem vê a hora passar. E ainda sobra espaço para a temática principal do Universo Alien — até onde os homens nos altos escalões do poder são capazes de chegar em nome da ganância.

Na segunda metade, temos cinema de ação no melhor estilo, com evolução complexa da trama, pano de fundo da mais pura ficção-científica, vilões realmente bizarros e a ascensão da mulher como heroína de ação (que Cameron exploraria novamente em Exterminador do Futuro 2).

Aliens – O Resgate foi um triunfo absoluto que expandiu a mitologia da série e fincou de vez os mostrengos no imaginário popular. James Cameron deu sua contribuição tanto quanto o filme contribuiu para a carreira do diretor. Ação, ficção-científica, horror, alienígenas, filme de guerra, tudo junto. Quando se trata da mistura desses elementos, poucos filmes são tão eficazes quanto Aliens – O Resgate, e poucos são tão impactantes.

[bb]

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