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Plano de Fuga

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Mel Gibson é ator carismático e extremamente talentoso, mas que esteve meio apagado no cinema nos últimos anos. Depois de empreitadas como diretor no intenso A Paixão de Cristo e no mediano Apoclypto, ele apareceu no razoável O Fim da Escuridão e no tocante Um Novo Despertar. Mas fazia tempo que Mel Gibson não era MEL GIBSON.

Plano de Fuga (Get the Gringo, 2012) trouxe de volta aquele velho Mel Gibson que aprendemos a adorar nos clássicos Mad Max, Máquina Mortífera, Maverick e O Troco. Sim, estou falando do velho Mel dos filmes de ação, carismático, esperto, cheio de disposição, cretino.. MUITO CRETINO. Plano de Fuga é cretino como só um filme de ação do Mel Gibson sabe ser. E ISSO É FODA! \o/

O longa, escrito pelo próprio Gibson em parceria com Adrian Grunberg e Stacy Perskie, parece ter sido inspirado justamente nos melhores momentos da carreira do ator. Há momentos em que são claramente visíveis referências aos supracitados Maverick e O Troco. Na verdade, Plano de Fuga é praticamente O Troco… só que no México. As semelhantes com o longa de 1999 saltam ainda mais aos olhos, especialmente quando escutamos a voz em off do protagonista malandramente narrando seus pensamentos e percepções do mundo cruel em que vive ou quando o vemos enganando seus inimigos e tirando proveito disso da forma mais cínica do mundo. Sério, vê-lo se passando por assessor do Clint Eastwood é impagável. E ver logo depois a utilidade do guarda-chuvinha que ele carrega É SENSACIONAL!

Mas nessa história, diferente de O Troco, somos levados para o México, onde o gringo (Mel Gibson) se vê encarcerado na prisão El Pueblito, que mais parece uma grande favela, onde presidiários vivem detidos, mas pessoas livres também constroem suas residências — uma visão de cadeia estranha à nossa cultura, mas que existe na América Central, portanto não de espante. Se você já assistiu à terceira temporada da antiga série Prison Break, que se passava na prisão de Sona, no Panamá, vai ter mais ou menos uma ideia do que estou falando. De qualquer forma,

Colônias penais são comuns em filmes e a prisão serve como um cenário perfeitamente plausível aos propósitos da mirabolante história. Na história, El Pueblito se torna um lugar extremamente fascinante com o desenrolar dos acontecimentos, carregado com muita tensão, humor negro e ação para manter as coisas envolventes.

Adrian Grunberg faz sua estreia como diretor após trabalhar como assistente de direção em filmes como Traffic e Chamas da Vingança, e conduz com eficiência as tramoias do inteligente ladrão que rouba muito dinheiro do mafioso Frank (interpretado pelo sempre fantástico Peter Stormare) e foge para o México, onde acaba preso e perde toda a grana para policiais corruptos. O gringo então elabora um plano ousado para escapar da prisão, recuperar a grana perdida e ainda dar uma de herói tentando evitar que um garoto (Kevin Hernandez) e sua mãe (Dolores Heredia) sejam vítimas do chefão da cadeia, Javi (Daniel Giménez Cacho).

Ainda que Grunberg esteja reconhecidamente dando seus primeiros passos na cadeira de diretor, sua construção cinematográfica de narrativa e cenário mostra-se esforçada, com um visual sujo e alaranjado digno da paisagem seca hostil e turbulenta que cerca o protagonista. Os personagens são arquétipos facilmente reconhecíveis de outros filmes de crime, mas ainda assim são todos expressivamente desenvolvidos. A ação aparece nos momentos certos, sem exageros, enquanto vemos o gringo transitando pelo submundo mexicano e manipulando seus criminosos com sagacidade e bom humor. Mas o final é de soltar urros de satisfação. O gringo é quase tão direto e destrutivo como o brucutu Machete. É sensacional ver como ele lida com seus problemas da forma mais BADASS EPIC MOTHAFUCKER possível.

Plano de Fuga é um conto de vingança simples, mas com roteiro inteligente, cheio de reviravoltas rocambolescas, diálogos irreverentes e afiados, e todas as pontas devidamente fechadas no final. A música de mariachi toca o tempo todo, uma verdadeira tortura adequada à história. Tudo conduzido pela canastrice sempre bem-vinda de Mel Gibson. Ação, humor, cretinice. Esses são os ingredientes que fazem de Plano de Fuga uma controvérsia de carisma e qualidade digna de um Mel Gibson em plena a velha forma. Pegue o gringo se você for capaz. Pegue o gringo. Agora!



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  • Cristiano Meneses

    Fala Alan, realmente esse filme é muito bom, ri muito no cinema, Mel Gibson é o cara!!!

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