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Battleship – Batalha dos Mares

Nível Heroico

Battleship – Batalha dos Mares

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Battleship – Batalha dos Mares

Battleship – Batalha dos Mares

Ficção científica trash, daquelas que nunca se levam a sério, no melhor estilo anos 80/90, é uma coisa que não se vê muito no cinema de hoje em dia.

Mas e se a ideia fosse atualizada?! E se a ideia utilizasse a capacidade de criação visual que os efeitos especiais de hoje em dia proporcionam?! Alguém explorou essa possibilidade. E o resultado é Battleship – Batalha dos Mares (Battleship, 2012).

Dirigido por Peter Berg (de Hancock), a trama apresenta o oficial naval Alex Hopper (Taylor Kitsch, de John Carter), um herói nada certinho, que vive arrumando problemas, mas que é escalado para um treinamento a bordo do USS John Paul Jones. Quando parte da frota marítima é destruída por misteriosas naves alienígenas que surgem no mar, Hopper precisar liderar sua equipe contra os invasores, um grupo que inclui a suboficial Cora Raikes (Rihanna, estreando no cinema), o rival Capitão Nagata (Tadanobu Asano) e o contra-mestre Ordy (Jesse Plemons). Alex, no entanto, tem outros problemas. Seu irmão, Stone (Alexander Skarsgård, de True Blood), não confia nele. E, para piorar, ele ainda namora a gostosinha Sam (Brooklyn Decker), que é filha de seu superior, o Almirante Shane (Liam Neeson), um homem linha dura que não aprova as atitudes de Alex.

O filme, baseado no jogo oldschool Batalha Naval, tem todas as sacadas certas pra uma ficção científica trash clichezona das mais divertidas. Sim, o filme é FODA!

Na época em que foi anunciado, muitos, eu incluso, pensaram: como diabos fariam um filme inspirado num jogo como Batalha Naval?! Não parecia ser viável para um roteiro.

Mas os roteiristas fizeram o dever de casa direitinho. Tudo na história é adaptado aos conceitos básicos do jogo, criado por Milton Bradley na década de 30.

Em Batalha Naval, cada jogador controla uma frota marítima em tabuleiros quadriculados com o objetivo de derrubar a frota inimiga. A batalha era toda travada com alguma estratégia, através de movimentos e ataques bem executados entre coordenadas. Era preciso usar a cabeça pra vencer. Força bruta e munição eram secundárias.

E toda essa estratégia está lá, perfeitamente adaptada aos propósitos do filme: o escudo de energia alien que funciona como a grade do tabuleiro, o mapa de localização por rádio-frequência que simula com perfeição a troca de disparos do jogo, a mudança de navios durante o combate e o encouraçado (que em inglês significa Battleship, que também é o nome original do jogo nos EUA). De fato, alguns dos navios usados em cena seguem o formato das peças usadas no jogo Batalha Naval.

Todos os movimentos de cada ato são feitos com habilidade, com direito até a citações de A Odisseia, de Homero, e A Arte da Guerra, de Sun Tzu, usadas para ilustrar toda a brincadeira.

Então, pra tornar as coisas mais dinâmicas, já que o jogo é tão parado quanto xadrez, acrescentaram os elementos de ficção científica e ação. E Battleship se tornou uma verdadeira ficção científica trash que não se leva a sério no melhor estilo anos 2010. Alem da estratégia, o filme tem doses certeiras de ação e humor, e efeitos especiais fodas tão megalomaníacos quanto Independency Day ou Transformers.

E como todo bom trash, é cheio de clichês, bravatas toscas e buracos no roteiro (especialmente com relação às confusas motivações dos aliens). Mas, quem de importa?! O filme é divertido pra caramba!

Battleship é imperfeito, sim. Na primeira meia-hora, não diz muito a que veio. Mas lá pra metade, ganha impulso, e a apatia inicial é rapidamente substituída por engajamento. E aqui começa aparecer o tipo de coisas que você esperaria de um filme com grandes naves espaciais alienígenas: batalhas épicas, destruição massiva, combates corpo-a-corpo, frases de efeito dos heróis e gritos dos personagens coadjuvantes. Tudo o mais trash possível. E do alto de toda a sua absurdez, o filme ainda presta uma homenagem ao jogo original colocando seus heróis para lutarem num navio de mais de setenta anos conduzido por uma tripulação de veteranos — como se fossem os velhinhos de hoje que certamente jogaram Batalha Naval na infância, jogando novamente enquanto o filme diz: “não é porque você envelheceu que a diversão acabou”.

O próprio elenco parece estar se divertindo. Kitsch é carismático como líder, enquanto Liam Neeson faz apenas figuração de luxo mothafucker. Mas a surpresa é Rihanna, que consegue ter bons momentos, mesmo o roteiro não exigindo muito dela. É uma boa forma de estrear no cinema.

Pra completar, Battleship ainda pega milhões de referências das animações japonesas oldschool — a presença de um japinha ali comandando o show junto com o herói americano não é mera coincidência. Quem melhor pra enfrentar MECHAS do que japoneses?! Me fez lembrar de animes da minha infância como Macross, Patrulha Estelar, Zillion, Nadesico ou mesmo do filme japonês O Retorno.

Battleship – Batalha dos Mares vale a pena como diversão leve e despretensiosa, especialmente pelo charme salgado e pelas eventuais ondas de empolgação.

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