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Anjos da Lei (21 Jump Street, 2012) tinha tudo pra dar errado e muita gente esperava por isso, tanto que muitos torceram o nariz logo que a produção foi anunciada. Mas o negócio deu certo… MUITO CERTO.

O filme é um remake do seriado de mesmo nome dos anos 80, até hoje adorado por aqueles que acompanharam as missões dos jovens policiais que se infiltravam em escolas de ensino médio para desbaratar crimes entre os alunos. Com um talentoso elenco, que incluía Johnny Depp, Peter DeLuise e Holly Robinson, a série fez um sucesso tremendo com o público adolescente por causa da forma como abordava os temas voltados para o público jovem e também pelas mensagens implícitas em cada episódio.

A série tinha uma pegada mais de drama, mas os responsáveis pelo longa não parecem ter se apegado às convenções do passado, porque respeitaram algumas coisas, e ligaram o foda-se pra outras. Talvez por causa disso, o filme consegue ser engraçado de forma consistente. MUITO ENGRAÇADO.

Anjos da Lei mantém o nome original e as investigações dos policiais infiltrados no ensino médio, e só. Todo o resto é puro escracho e zombaria. Por isso, não espere ver profundidade ou reflexão sobre o universo adolescente aqui.

Na verdade, até existe alguma reflexão sobre o universo adolescente atual, sobre como os adolescentes de hoje são muito diferentes dos de ontem, sobre como os grupos sociais mudaram, sobre como o comportamento mudou… e sobre como isso tudo é culpa de Glee! :-) Mas mesmo esse universo adolescente contemporâneo é tratado da forma mais cômica possível.

Os escritores Michael Bacall e Jonah Hill não se levam a sério em momento algum. Eles querem comédia, desenfreada e non-sense, no melhor estilo de outros filmes assinados por Bacall, como Scott Pilgrim Contra o Mundo e Projeto X – Uma Festa Fora de Controle, ou atuados por Hill, como Superbad. É quase como se eles tivessem escrito o filme numa sala de aula enquanto fumavam um baseado. Mas eu tenho a impressão que Bacall é o trunfo aqui — é impressionante como o cara te faz rir com as situações mais bizarras.

Os protagonistas aqui são o fortão/esportista/popular Jenko (Channing Tatum, com um nome claramente inspirado no Capitão Richard Jenko, dos primeiros episódios da série) e o nerd/tímido/idiota Schmidt (Jonah Hill). Embora fossem rivais na época da escola, eles crescem, entram para a polícia e desenvolvem uma amizade bastante tresloucada, que acaba levando os dois para a 21 Jump Street, a igreja abandonada que serve como base de operações para um esquadrão da polícia especializado em crimes nas escolas — daí vinha o nome original da série e isso também foi mantido no filme. Assim que chegam, os dois são mandados numa missão pelo revoltado Capitão Dickson (Ice Cube, insanamente enérgico), mas enrolados como são acabam se envolvendo demais num mundo que para eles devia ter ficado no passado.

O destaque fica realmente com Tatum e Hill quanto estão juntos em cena. Os dois têm uma química impressionante. Em alguns momentos eles são capazes de se unir na imaturidade e no absurdo, enquanto noutros conseguem destacar perfeitamente a diferença drástica entre eles. Os contrastes entre os personagens mostram ainda mais as diferenças de conceitos entre o mundo atual e o mundo da época do seriado. Hoje, ser nerd é ser legal, o que coloca o personagem de Hill na posição de cara cool e popular entre os amigos. Já Channing Tatum acaba com os segregados, não porque são os nerds, mas porque são os esquisitões. Aliás, surpreende descobrir que Tatum, além de filmes de ação, dança e romance, tem a veia cômica afiada.

Os diretores Phil Lord e Chris Miller conduzem a trama com habilidade, quase como se fossem conselheiros escolares tentando atingir seu público sem parecerem invasivos. Nos primeiros minutos, o filme satiriza de forma fantástica o estilo de vida de muitos adolescentes hipócritas de hoje, do tipo que gostam de gritar sobre direitos civis e sustentabilidade no pátio pra depois fumar maconha e vender drogas no banheiro.

Além disso, várias referências a filmes de ação surgem na tela da forma mais caricata possível, apenas pela diversão, como a cena das pombas voando em câmera lenta no melhor estilo John Woo, ou os carros que explodem (ou não!) nas perseguições, ou mesmo a gangue de motoqueiros que tá ali simplesmente pelo lulz. Por que não, né?!

Anjos da Lei tem muitas piadas inteligentes, com tendência para o humor grosseiro, vulgar e repleto de choques de valores. E por isso mesmo é DIVERTIDO PRA CARALHO! Não adianta querer procurar profundidade num filme feito pra ser comédia non-sense. A história pode parecer simples ou absurda, mas é a ideia essa. Escrotizar.

O verdadeiro mérito é que, em alguns momentos, Anjos da Lei consegue ser original e criar identidade própria. É nessa hora que vemos a possibilidade de uma nova franquia nascendo. Sim, porque continuações dessa pérola de ação e comédia serão muito bem-vindas.



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