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Sete Dias com Marilyn

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Há pouca coisa que o mundo não saiba sobre Marilyn Monroe, uma das mais famosas atrizes de cinema de todos os tempos e um ícone do século XX. Poucas estrelas, até hoje, conseguiram atingir o glamour de Marilyn. Até hoje. Michelle Williams trouxe para as telas uma representação fascinante e perfeita daquela que tornou-se um mito, mas era também uma mulher.

Williams para viver Monroe foi uma escolha realmente intrigante, sem dúvida. A menina magra, cuja maior parte do currículo apresentava atuações em séries de televisão e filmes dramáticos independentes, iria interpretar um dos maiores símbolos sexuais de todos os tempos. Parecia improvável. Porém, Michelle Williams sempre demonstrou talento nas atuações e poderia facilmente sustentar tanta responsabilidade. Além disso, sempre teve um algo mais a favor dela, um algo a mais que talvez tinha a própria Marilyn.

Logo, não é com surpresa que afirmo ter me apaixonado por Sete Dias com Marilyn. Michelle Williams vestiu Marilyn Monroe maravilhosamente, com direito aos mínimos detalhes, aos cabelos loiros reluzentes, ao batom vermelho, e a uma pequena ajuda de enchimentos pelo corpo. Todavia, não é na caracterização que a atriz se superou. O que realmente impressiona ao vermos Michelle Williams na tela é a facilidade e o talento arrebatador com os quais ela representou Marilyn — um talento nato, o algo a mais que somente grandes atrizes são capazes de ter.

O filme já começa com uma dança sedutora de Marilyn Monroe (Michelle Williams). Ela termina com uma piscadela para a plateia, e com cinco minutos de projeção já estamos apaixonados por Marilyn, por Michelle, que parece extraordinariamente voluptuosa. Então, conhecemos Colin Clark (Eddie Redmayne) e a história de como ele conseguiu o primeiro emprego na indústria do cinema, seu maior sonho.

Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn, 2011) é um filme biográfico dirigido por Simon Curtis, baseado nos relatos da juventude do cineasta e escritor britânico Colin Clark, escritos por ele nos livros The Prince, The Showgirl and Me e My Week with Marilyn.

A trama foca nas gravações do filme O Príncipe Encantado, rodado em Londres no ano de 1957, estrelado por Marilyn Monroe e Laurence Olivier — interpretado aqui por Kenneth Branagh. No set de filmagem, conhecemos outro lado do furacão Monroe, um lado mais delicado e frágil. Então, descobrimos a semana em que o aspirante a cineasta Colin Clark torna-se um amigo e um confidente para estrela depois que o marido dela, o dramaturgo Arthur Miller (Dougray Scott), volta para os EUA.

O que se segue é a tumultuada tentativa de gravar o filme, uma comédia leve, mas que perturba o “método de atuação” da atriz norte-americana. Enquanto a equipe de produção toca as filmagens tentando respeitar as inseguranças de Marilyn, o jovem Colin toma para si o dever de libertar a estrela problemática de seus medos, apesar das advertências de seus companheiros para não se envolver profundamente com ela.

A partir daí, pode esquecer as curvas de Marilyn. O filme marca pelas expressões visuais e nuances da personagem, desenvolvidas com primor por Michelle Williams.

Eddie Redmayne desempenha seu papel adequadamente. Como todos os homens, no entanto, ele é ofuscado e intimidado pela forte presença de Marilyn Monroe, mas o que diferencia o jovem dos outros é que ele se vê atraído pela vulnerabilidade de Marilyn, e ela retribui esse apreço com carinho e certa dose de loucura.

Kenneth Branagh, sempre competente em suas atuações, retrata um ator envelhecido tentando trazer de volta o glamour de sua juventude ao mesmo tempo que vive frustrado e decepcionado por ver a ascensão de uma mulher jovem e inexperiente como um talento inquestionável. O Laurence Olivier de Branagh é a sublime representação do velho dando lugar ao novo e o medo que tal mudança provoca nas tradições, uma constante da indústria cinematográfica, explorado com igual habilidade e carisma em outras duas produções recentes sobre o cinema: O Artista e A Invenção de Hugo Cabret.

Há ainda uma breve, porém agradável, participação de Judi Dench como a lendária atriz Sybil Thorndike. E cada aparição de Dench em cena é deslumbrante.

Mas o destaque é todo de Michelle Williams, que encarna a diva com precisão rara e, apesar de ter lido tudo o que há para ser lido sobre Marilyn Monroe, consegue se superar até mesmo na metalinguagem envolvendo as performances de Marilyn para o filme O Príncipe Encantado. Williams consegue ser extremamente adorável tanto na exposição do lado atriz e símbolo sexual quanto nos momentos de mulher vulnerável, e ainda consegue mudar tudo quando precisa errar diálogos durante as gravações, posar sugestivamente para um monte de fotógrafos da imprensa, se agarrar ansiosamente na mão do marido enquanto assiste aos cortes brutos do filme ou simplesmente se despir para tomar banho num lago. É surreal. É linda!

Com uma atuação tão inspirada, Sete Dias com Marilyn parece lembrar-nos que por trás da cortina, as celebridades são pessoas tão complicadas como qualquer um de nós. Por se tratar de um retrato biográfico inspirado num livro de memórias, o roteiro opta por mostrar melhor a Marilyn por trás das câmeras. O que vemos é uma jovem mulher que se tornou uma estrela e não sabe bem como lidar com isso, mas que aos poucos encontra o conforto necessário em seu espírito para brilhar. Da atriz determinada que veio do nada e atingiu uma fama sem precedentes, temos apenas vislumbres. Porém, é um detalhe que pode facilmente passar despercebido.

Na verdade, é difícil perceber qualquer outra coisa no filme além de Marilyn Monroe. Não porque diretor, elenco, roteiro ou qualquer coisa sejam ruins, mas porque, como alguém sabiamente observa em uma cena — “Quando Marilyn acerta, você não quer olhar para mais ninguém”.

No fim, restam apenas duas certezas…

Era impossível não se apaixonar por Marilyn Monroe.

É impossível não se apaixonar por Michelle Williams.

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  • chiara vargas lima

    O filme ” Sete Dias com Marilyn ” retrata os bastidores da filmagem de ” O Príncipe Encantado “produzido e dirigido por Laurence Olivier.
    Ele interpreta o Príncipe de Carpathia , visitando Londres para a coroação de 1911 do Rei George V.
    Princesa Encantada ?No entanto , concordo com o talento de Michelle Williams e chamo atenção para a trilha sonora do filme que é primorosa .

    • http://www.nivelepico.com/ Alan Barcelos

      É O Príncipe Encantado. Isso mesmo. Falha minha, mas já consertei. Obrigado. ;-)

      A trilha sonora é mesmo linda. Destaque para a Michelle Williams nesse ponto também. Ela fez questão de cantar as músicas já cantadas por Marilyn para a trilha desse filme. E ficou fantástico.

      Sete Dias com Marilyn só merece aplausos.

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