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Top 11 filmes de luta pela Liberdade

Aproveitando esse feriado prolongado de Tiradentes e São Jorge, resolvemos nos juntar mais uma vez para escrever um post só com filmes sobre luta pela liberdade. Os filmes não estão dispostos por ordem de melhor ou pior, porque todos são muito bons. Colocamos por ordem de antiguidade.


O Homem que Matou o Fascínora

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Clássico dirigido por John Ford estrelado por John Wayne e James Stewart, O Homem que Matou o Fascínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962) apresenta um senador americano (Stewart) que volta ao interior para o funeral de um desconhecido (Wayne), que secretamente o ajudou no passado a impor a lei e a ordem no Oeste Selvagem. Nunca a metáfora da conquista do Oeste como a construção do pacto civilizatório funcionou tão bem como neste filme. Stewart, homem letrado que se recusa a pegar em armas, só consegue impor seu ponto de vista com a ajuda do pistoleiro de Wayne, que usa a violência para fazer prevalecer a paz. Até que ponto nosso marco civilizatório está marcado com o sangue derramado pelos Waynes da vida? O Estado de Direito é válido ou não passa de ilusão, pois em última instância precisa da força para se impor? E o preço a pagar pela segurança do povo é abrir mão de sua liberdade? Todas essas reflexões surgem neste faroeste clássico, com direito a tiroteios, aventura e romance. Imperdível!

Trailer de O Homem que Matou o Fascínora

Por Rafael Monteiro


Todos os Homens do Presidente

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Com o caso de Watergate ainda muito recente, o diretor Alan J. Pakula levou para as telas toda a trama vivida pelos jornalistas Bob Woodward (Robert Redford) e Carl Berstein (Dustin Hoffman) do Washington Post. Todos os Homens do Presidente (All the President’s Men, 1976) é um thriller emocionante onde acompanhamos a angústia dos personagens em combater, mais do que um presidente vilão, todo o sistema que se apropria do governo para obter benefícios egoísticos. O foco do longa é na batalha pela liberdade de expressão, ficando a lição de como deve ser o verdadeiro jornalismo investigativo. Essencial, principalmente em tempos onde mídia e poder andam de mãos dadas para garantir seus próprios privilégios.

Trailer de Todos os Homens do Presidente

Por Rafael Monteiro


Star Wars

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Bom, porque falar de Star Wars (trilogia clássica, por favor!) quando o assunto é liberdade? Talvez seja porque é a história de um garoto fazendeiro da periferia que se junta à um grupo de rebeldes que estão tentando livrar a galáxia das mãos de ferro de um império do mal. Ou, quem sabe, porque mostra a trágica luta interior de um Lorde do Mal que, em um conflito de consciência, briga para se libertar do seu lado negro. Por outro lado, pode ser também que seja a libertação do mundo cinematográfico da “era negra” dos efeitos especiais, das ficções científicas padronizadas e silenciosas da época (não briguem comigo, é verdade!). Além desses motivos, a epopeia espacial criada em 1977 pelo, atualmente senil, George Lucas com uma maginífica trilha sonora do lendário John Williams, nos trouxe a liberdade de viajar para uma galáxia distante. Tivemos a possibilidade de conhecer seres estranhos e adoráveis que nos ensinaram os segredos da Força e o caminho de um Jedi, voamos no espaço de uma forma muito mais legal (e barulhenta) do que jamais imaginaríamos fazer, e por último, mas não menos importante, Star Wars mudou nossas vidas de uma forma que nenhuma outra obra poderia mudar. Malandro, se isso não é liberdade, PORRÃN, o que é então, né? E sim, sou fanboy de Star Wars! Assim como a Vivi com O Senhor dos Anéis, é impossível falar sobre esse filme sem expressar essa emoção toda. :-)

Trailer de Star Wars

Por Bruno Pacheco


1984

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Como um bom filme distópico, 1984 (1984) discursa sobre os problemas da sociedade atual enquanto mostra a busca de um homem por liberdade de pensamento e expressão num mundo devastado pela guerra. A história se passa em Londres, capital da Oceania, uma das três nações que se tornaram potências mundiais — as outras duas são Eurásia e Lestásia. O filme é inspirado no clássico livro de George Orwell, cuja história foi responsável pela disseminação de termos como “duplipensar”, “crimideia”, “Novilíngua” e o famigerado “Big Brother” (sim, o nome veio daqui!). Após a guerra, o mundo passou a ser dominado pelo Partido e por seus Ministérios (da Verdade, da Paz, da Fartura e do Amor). Dirigido por Michael Radford, tudo em 1984 é contraditório, expressado por palavras da Novilíngua que são na verdade paradoxos sobre o que o mundo se transformou. No fundo, é uma história sobre como a elite dominante impõe seus preceitos ao povo através opressão massiva de costumes, ideias e pensamentos. Não é muito diferente da sociedade do espetáculo de hoje em dia. Em meio a isso tudo, um homem que trabalha para o governo, Winston Smith (John Hurt) começa a questionar se a realidade lúgubre em que vive é mesmo a correta. 1984 é um filme sobre a procura pela liberdade e também sobre o quão difícil pode ser consegui-la. Recomendo muito. E recomendo mais ainda que você leia o livro. O filme é muito bom, mas o livro é perfeito!

Trailer de 1984

Por Alan Barcelos


Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Vocês sabiam que Robin Hood é o primeiro filme (com pessoas de verdade, rs) que eu me lembro de ter visto EVER? Sério! Eu tinha uns 5 anos e, bisonhamente falando, Kevin Costner é a minha primeira referência de Hollywood, rs. Nossa, tão novinha e tão apaixonada por um ator. Mega precoce! Além disso, adorava gritar que ia tirar o coração dos outros com uma colher (hihihi). Mas o que guardo até hoje é aquela sensação de conquista toda vez que vejo o filme. Se isso é piegas demais pra você, vou tirar o seu coração fora com uma colher sem piedade. Agora deixa de bocozice e continue lendo o que escrevi porque é muito importante o que eu vou dizer agora! Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince of Thieves, 1991) foi minha primeira referência de medievalismo, Inglaterra, guerras e – por incrível que pareça – religião. Óbvio que eu já tinha tido contatos dessa mesma dose em filmes da Disney como A Espada era Lei. Rei Artur – até hoje – é um dos meus personagens prediletos, seja ele da Disney, com a voz batatuda de Clive Owen, como personagem de Cornwell, não importa. E Robin Hood, da mesma forma, havia surgido pra plantar em mim uma paixão pelas histórias, pela era medieval, pelas roupas, pelo romantismo do cinema e a capacidade de fazer o impossível se tornar um final feliz. Além do mais, o filme é bom pra caramba – pra não dizer outra coisa!

Trailer de Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões

Por Vivi Maurey


Um Sonho de Liberdade

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Baseado no conto de Stephen King, Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994) até hoje é considerado um dos melhores filmes já filmados. Depois de escrever e dirigir uma série de filmes “B” e curtas-metragens, Frank Darabont debutou no cinema mainstream norte-americano com uma adaptação de um conto de Stephen King, Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank. Andy Dufresne (Tim Robbins) foi sentenciado a duas prisões perpétuas pelo assassinato da esposa e seu amante. Enviado para o presídio de Shawshank, Andy, um banqueiro culto e educado, vê sua vida mudar drasticamente quando conhece Red (Morgan Freeman) por quem terá uma amizade duradoura, o inescrupuloso diretor da prisão, Warden Norton (Bob Gunton) e seu mais leal servidor, o capitão Hadley (numa desempenho assustador de Clancy Brown). Em Shawshank, o tempo passa devagar e cada vez mais os muros do antigo prédio tornam-se mais acolhedores e como diz o personagem de Morgan Freeman em um determinado momento, você passa a precisar deles. Andy conhecerá amigos e inimigos, construirá um tabuleiro de xadrez, uma biblioteca, terá um relacionamento com um pôster de Rita Hayworth, ensinará um rapaz a tirar seu diploma e nutrirá o desejo (por vezes perigoso) de liberdade. A fotografia de Roger Deakins, em constante movimento, retrata o desesperado anseio pela fuga de Andy. A trilha sonora, composta por Thomas Newman, é um triunfo do compositor em momento inspirado, uma peça musical que transmite uma beleza repleta de fantasmas. Indicado a sete Oscars, embora não tenha levado estatueta alguma, Um Sonho de Liberdade é considerado até hoje um dos maiores filmes de todos os tempos, e figura em primeiro lugar na lista dos 250 melhores filmes de todos os tempos do IMDB. Também é, provavelmente, a melhor adaptação de uma obra de Stephen King aos cinemas.

Trailer de Um Sonho de Liberdade

Por Roberto Fideli


Coração Valente

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Coração Valente (Braveheart, 1995) é o épico dos épicos! Um dos filmes que, sem dúvida, está entre os primeiros da minha lista de preferidos e que já devo ter visto mais de vinte vezes — sem exagero. Primeiro, sempre fui fã de carteirinha do Mel Gibson — e sou até hoje! —, segundo, porque tudo no filme é emocionante. Não à toa, levou cinco Oscars em 96. Baseado numa figura história, o filme mostra a trajetória de William Wallace, um escocês que decide liderar seu povo contra o domínio violento imposto pelos ingleses. No auge da carreira como ator, Mel Gibson também experimentou sua estreia na direção e foi extremamente bem-sucedido. Sem dúvida, Coração Valente é um dos maiores épicos já feitos, com cenas de batalha fantásticas e qualidade técnica impressionante. Emociona até hoje, não importa quantas vezes eu já tenha assistido. É um filme marcante e que sempre merece ser visto. Dentre os momentos mais sensacionais está a cena em que William Wallace está prestes a ser executado e ao invés de declarar rendição grita LIBERDADEEE!!! É inspirador! Além disso, foi graças ao filme que eu descobri o que era uma CLAYMORE!

Trailer de Coração Valente

Por Alan Barcelos


Matrix

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Matrix (The Matrix, 1999) mostra que ter a sensação de liberdade não é exatamente o mesmo que ser livre. A tecnologia, o “sistema” e a alienação formam a grande prisão dos personagens do filme. No universo cyberpunk criado pelos irmãos Wachowski, a ambição pelo avanço tecnológico tornou os humanos escravos de sua própria criação. A jornada pela liberdade começa quando Neo (Keanu Reeves), o herói escolhido, descobre que de fato não é livre, que sua vida é uma mentira, uma mera simulação virtual reproduzida em sua mente para transforma-lo em… PILHA! Essa busca por quebrar dos padrões da realidade e da percepção de mundo é o que torna Matrix um filme sensacional e cativante. A libertação da mente para que o corpo seja livre e a discussão sobre o que é e qual o valor da liberdade de fato, faz com que o espectador viaje, reflita e se questione sobre questões profundas a respeito do que é ser livre. Ou simplesmente a galera curte porque é um cara, inicialmente, normal e apático que, sem saber, vive num mundo virtual e resolve sair e libertar todos os humanos do domínio das máquinas, com muito tiroteio, efeitos especiais e kung-fu. Quer mais o que, manolo?!

Trailer de Matrix

Por Bruno Pacheco


O Patriota

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

O Patriota (The Patriot, 2000) é um filme sobre independência, por isso merece um lugar neste post sobre filmes de luta pela liberdade. A história acontece em 1776, quando os Estados Unidos travavam uma guerra de independência contra a Inglaterra. Em meio ao caos, conhecemos Benjamin Martin (Mel Gibson), um fazendeiro viúvo que só quer viver em paz com os filhos. Porém, ele já foi um grande soldado e muitos o querem nesta guerra. E quando os conflitos mancham a varanda de sua casa com sangue, Benjamin se vê obrigado lutar contra os tiranos que oprimem seu povo. Dirigido por Roland Emmerich, O Patriota é repleto de patriotismo (redundante, eu sei) e carregado de clichês. Mas, e daí, é um dos filmes mais emocionantes que conheço. E tem o Mel Gibson, à vontade no papel de homem atormentado que perdeu a família e luta por vingança — não muito diferente dos papéis dele em Máquina Mortífera e Coração Valente. Eu já disse que sou muito fã desse cara?! A cena que ele mata vários soldados só com uma machadinha e uma faca é pra soltar urros de vitória! E o que dizer de momentos tocantes como quando o vilão atira no menino pelas costas, ou transformar o soldadinho de chumbo do filho morto numa bala de revólver, ou a menina que não fala enfim falando e chorando ao pedir para o pai não ir para a guerra, ou quando um escravo recebe a alforria e o reconhecimento de seus companheiros. O Patriota é um heroico, ousado e sensacional, um filme que consegue exaltar patriotismo sem parecer piegas. Não só isso, ainda consegue ser emocionante e extremamente bem produzido. A épica batalha final é de cair o queixo, com direito a mocinho e vilão se enfrentando cara-a-cara num desfecho foda. E o Mel Gibson é tão nice guy nesse filme que você simpatiza com ele e com a causa dele de graça.

Trailer de O Patriota

Por Alan Barcelos


O Senhor dos Anéis

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Sabe o que acontece quando eu resolvo falar de O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings, 2001)? Isso: MEU ERU… É PERFEITO-DEMAIS-É-MARAVILHOSO-É-TUDO-DE-BOM-E-SEM-DÚVIDA-ALGUMA-É-O-MELHOR-LIVRO-E-FILME-DE-TODOS-OS-TEMPOS-E-O-MUNDO-ESTÁ-DIVIDIDO-ENTRE-AS-PESSOAS-LÚCIDAS-QUE-LERAM-A-TRILOGIA-E-OS-TROUXAS-QUE-NÃO-LERAM! – respira – Pois é. Eu avisei à equipe épica que seria mais ou menos isso que eu falaria sobre o mais lindo filme de todos os tempos. Sinto muito, mas não poderia ser diferente. Sou fã, sou boboca e por mais respeito que eu tenha em relação às opiniões alheias, SEMPRE vou torcer o nariz quando alguém me disser que não curte Tolkien e, peço desculpas pela sinceridade, mas o primeiro pensamento que me vem à cabeça é que a pessoa não merece a minha amizade. :-P O Senhor dos Anéis é muito <3 #prontofalei

Trailer de O Senhor dos Anéis

Por Vivi Maurey


Escritores da Liberdade

Top 11 Filmes de luta pela Liberdade

Escritores da Liberdade (Freedom Writers, 2007) é um filme sobre liberdade, mas um tipo de liberdade diferente, pela qual a luta é mais sutil, ainda que tenha inimigos tão perigosos como um exército opressor ou armas tão forte quanto espadas. O longa apresenta da forma tocante a luta de uma professora novata, Erin Gruwell (Hilary Swank, perfeita), para lecionar Língua Inglesa e Literatura numa turma de adolescentes problemáticos, alguns até cumprindo pena por crimes ou vítimas de gangues. Para lidar melhor com a resistência de seus alunos, Erin aplica um novo e ousado sistema de ensino. Os estudantes recebem da professora um caderno onde devem escrever, diariamente, sobre todos os aspectos de suas vidas. Porém, quando toma tal decisão, Erin precisa enfrentar a discordância da diretoria da escola. O longa mostra como a atitude da professora muda aos poucos a forma de pensar e agir dos alunos. Inspirado numa história real (a da verdadeira Erin), Escritores da Liberdade é incisivo ao mostrar os obstáculos que geralmente travam a educação, muitas vezes permeada por burocracias incompreensíveis e resistências a novas metodologias pedagógicas — embora se passe nos EUA, parece bastante com a dura realidade enfrentada todos os dias por muitos alunos e professores aqui do Brasil. Não só isso, Escritores da Liberdade exalta o papel da educação como elemento transformador do indivíduo e da sociedade. Sim, ter educação é ter liberdade, pra pensar, criar, viver.

Trailer de Escritores da Liberdade

Por Alan Barcelos

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