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The Red Star – A Estrela Vermelha

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The Red Star – A Estrela Vermelha

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The Red Star – A Estrela Vermelha

The Red Star – A Estrela Vermelha (The Red Star, 1999) une fantasia e ficção científica em uma graphic novel que retrata a queda de um império.

Escrita por Christian Gosset e Bradley Kayl e com desenvolvimento gráfico da Weta Workshop (a mesma que desenvolveu os efeitos visuais da trilogia O Senhor dos Anéis), A Estrela Vermelha é dividida em quatro livros. O primeiro chegou ao Brasil em 2001, pela Mythos Editora, e dividida em dois volumes de capa mole. Cada uma custava R$ 5,50 e são facilmente encontrados à venda na internet ainda hoje.

A história se passa em um universo paralelo, fazendo uma analogia à União Soviética, que agora se chama UREV, ou União das Repúblicas da Estrela Vermelha. Nesse universo que mescla fantasia com ficção científica, a UREV é a nação mais tecnológica e militarmente desenvolvida do mundo: imensas aeronaves – cada uma com mais de um quilômetro de comprimento – são chamadas de Fornalhas Celestes e tripuladas por “feiticeiras” que são usadas como canhões de energia.

O primeiro livro, A Batalha do Portal de Kar Dathra narra a trajetória de Maya, a protagonista que relembra os acontecimentos de nove anos atrás, quando seu marido Marcus morreu durante a destruição da Frota Vermelha numa batalha em um país chamado Al’Nistão (referindo-se, obviamente, à invasão da URSS ao Afeganistão em 1978).

Através da personagem e de seu marido ficamos sabendo dos verdadeiros acontecimentos daquele dia em que a maior nação do mundo sofreu sua mais vergonhosa derrota. A série ganhou mais três capítulos (Nokgorka, Prision of Souls e The Sword of Lies), todos ainda indisponíveis no Brasil. O segundo livro, Nokgorka, conta os acontecimentos posteriores ao término do livro um, quando as naves da Frota Vermelha entram em guerra com essa pequena nação que luta por independência.

O maior trunfo da série A Estrela Vermelha é o aspecto visual da obra. Utilizando desenhos convencionais e imagens geradas por computador, que proporcionam uma sensação em três dimensões, o quadrinho é de encher os olhos. Ao mesmo tempo em que cada nova imagem se sobressai à anterior, a graphic novel se mostra consideravelmente envolvente, transportando o leitor para uma saga em escala monumental. Embora haja uma significativa mudança do primeiro livro para o segundo, a qualidade do desenvolvimento gráfico melhora, embora apresente estilos diferentes.

Mais interessante ainda é a maneira como são unidas ficção científica e fantasia, relembrando uma característica proeminente das animações japonesas, que unem tecnologia mais high tech com misticismo sobrenatural e mitologia. Na época do lançamento, existiam várias produções audiovisuais que seguiam esse caminho: a série de televisão Arjuna de Shôji Kawamori (criador de Macross) e a animação computadorizada Final Fantasy: The Spirits Within (uma das minhas favoritas) estrearam naquele mesmo ano.

A construção dos personagens, introspectivos e com várias camadas emocionais, lembra muito Neon Genesis Evangelion (1995) – anime que também usa e abusa da união entre os conceitos de fantasia e ficção.

Entretanto, A Estrela Vermelha sofre alguns problemas em pontos importantes: a narrativa de Maya, embora seja bem escrita, interfere um pouco no desenrolar dos acontecimentos e, conforme chegamos ao final do primeiro livro, as coisas vão fazendo cada vez menos sentido. A diferença de estilo visual do primeiro para o segundo livro causa uma perda de identidade para com a obra em geral, ainda que seja uma perda momentânea.

Ainda assim é uma das produções em quadrinhos mais interessantes dos últimos anos, e uma adaptação para o cinema prevista para 2013 nos leva a acreditar que as subsequentes edições possam ser finalmente lançadas no Brasil. Elas podem ser encontradas numa versão em brochura, que apresenta entrevista com os autores, além de imagens do desenvolvimento da obra em seus estágios iniciais. Embora seja uma peça de colecionador indispensável para quem gosta de quadrinhos, ela não sai por menos de 50 reais e está em inglês. Em sites como Amazon e Ebay, os preços podem atingir valores exorbitantes.

Josh Trank, diretor de Poder Sem Limites, pode dirigir o filme, embora nomes como Joseph Kosinski (diretor de Tron: o Legado) e David Fincher (de Clube da Luta) acredito serem mais interessantes para transpor às telas a qualidade visual dos quadrinhos, prevalecendo os aspectos cinematográficos que todo filme deve ter.

A Estrela Vermelha é uma graphic novel única: linda, envolvente e monumental, com entrelinhas que lembram muito a sociedade em que vivemos hoje. Mas seu maior mérito é a forma como ela conta a história de uma nação, que, no auge de seu desenvolvimento, caminha firme e forte rumo ao precipício.

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