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Gina Carano é uma porradeira nata. Nisso, o mais recente filme de Steven Soderbergh é espetacular. E nisso o filme começa bem, com ela dando umas boas porradas no Channing Tatum.

Carano, de fato, não é uma atriz — como, tenho certeza, muitos perceberão e dirão quando saírem do filme. Mas a grande questão aqui é que ela tem um conjunto particular E SENSACIONAL de outras habilidades. Habilidades que ela adquiriu ao longo de sua carreira como lutadora de MMA. Habilidades que fazem dela um pesadelo vivo pra pessoas como Channing Tatum, Michael Fassbender, Ewan McGregor e outros sujeitos que cruzam o caminho dela na trama. Um dos melhores momentos é lá pelos momentos finais do filme, com Antonio Banderas… a cara de “fudeu!” que ele faz quando encontra a Gina Carano é impagável!

O pesadelo é só pra eles. Pra nós, o negócio até que é divertido.

A Toda Prova (Haywire, 2011), aliás, é todo projetado para Gina Carano. Ela é o foco da trama e o motivo do filme existir. Parece, naturalmente, uma produção de férias de Soderbergh, algo feito no melhor estilo “vamo junta os amigos e gravar um filme pela farra”, e se não for levado tão a sério pode ser, sim, divertido. Aquele bando de machos ali com certeza tava se divertindo enquanto tomava porrada de uma gostosa — o Fassbender deve tá vendo estrela até agora!

O começo mostra Mallory Kane (Gina Carano) sentada na neve, vigiando uma lanchonete em Nova Iorque. Ela, por fim, entra e pega uma mesa. Logo depois, chega Aaron (Channing Tatum). Eles batem um bato enigmático, curto, de repente ele joga uma xícara na cara dela e os dois tapam na porrada. Mallory espanca o sujeito e foge com ajuda de um jovem que estava no lugar errado na hora errada, Scott (Michael Angarano).

Scott é algo como o olhar do espectador, pra quem Mallory conta sua história até chegar ali. Grande parte da trama é apresentada em forma de flashbacks que vão estabelecendo a conspiração na qual Mallory está envolvida. Ela é uma ex-fuzileira naval e mercenária que trabalhava para um ex-namorado, Kenneth (Ewan McGregor), e foi contratada para um serviço por homens poderosos (Michael Douglas e Antonio Banderas). Porém, algo dá errado e Mallory termina sendo acusada de assassinato e perseguida por policiais e assassinos contratados por seus antigos empregadores.

É aquele enredo batido de filme de ação… personagem traído forçado a fugir e lutar pra provar a inocência etc. etc., já vimos isso antes e o longa de Soderbergh traz nada de novo. O roteiro de Lem Dobbs mantém as coisas simples e genéricas, mesmo quando ocasionalmente tornam-se mais complicadas do que o necessário. Não fica muito longe de um daqueles filmes de ação “cinema em casa” estrelado por Dolph Lundgren ou Steven Seagal.

Soderbergh entrega um longa que tenta emular os velhos filmes de espionagem dos anos 60, com ar meio distanciado, película amarelada, muito som ambiente e trilha sonora pontual embalada pelo jazz. O negócio tem tanto cara de “filme de férias” que a trilha parece reaproveitada de Onze Homens e um Segredo — outro filme do diretor e de onde ele deve ter tirado algumas inspirações. Em alguns momentos, o desenvolvimento da trama fica confuso e cansativo, mas, como eu disse, enredo não é exatamente o objetivo.

A Toda Prova é sobre a criação de uma nova estrela de ação. E Carano é uma heroína de ação aceitável, do tipo que você vê mais no cinema asiático do que no ocidental. Eu sei que várias outras atrizes já encarnaram papéis de heroínas de ação e tal, mas Gina Carano têm o fator porradaria no sangue!

As cenas de luta são convincentes — às vezes sofrem como movimentos e ângulos de câmera ruins, mas no geral são bem coreografadas. Se bem que, convenhamos, a Gina Carano não precisa de muita coreografia. Os socos e pontapés dela parecem ter o peso e o impacto de golpes vistos numa luta de MMA. E o melhor de tudo, os homens não se seguram contra ela. Eles sabem que ela é uma lutadora e está acostumada a tomar porrada. Então, batem sem dó — Michael Fassbender, mais uma vez, que o diga! A luta entre os dois é a melhor, executada com eficiência, mostrando toda ferocidade e tensão sexual por trás do combate. E é impressionante com a Gina Carano consegue ser sexy mesmo enquanto dá uma chave de perna no pescoço dum adversário. Aliás, QUE PERNAS! *.*

Carano tem uma atuação simples, baseada principalmente no perfil rígido da personagem (que se assemelha a ela própria), e em maneirismos e expressões que surgem inconscientemente. Apesar disso, ela é carismática.

De fato, o filme não exige mais dela do que a porradaria. Gina Carano ainda pode se aperfeiçoar e pode, SIM, melhorar como atriz. No que diz respeito a distribuir socos e chaves de perna, ela já é perita. Mais alguns filmes de ação e talvez tenhamos uma nova brucutu no cinema… UMA ABSURDAMENTE GOSTOSA POR SINAL!



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  • Tarcísio Rosa

    Eu vi o filme ontem, e de fato, ela não convence como atriz, mas como brucutu faltou pouco, nesse ela precisou de ajuda, mas para tirar o diploma de brucutu, só falta ela resolver tudo sozinha …. Esperarei por outros filmes.

    Filme descopromissado que atingiu minha expectativa. E ratificando o que você disse no texto: QUE PERNAS !!

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