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12 Horas

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A primeira coisa que você precisa saber ao entrar numa sessão de 12 Horas (Gone, 2012) é que este é um filme de serial killer, com direito a todos os clichês do gênero. E o diretor Heilor Dhalia não faz questão de esconder isso. Ele trabalha com toda a ideia básica da perseguição, embora crie algumas circunstâncias um pouco diferentes.

Pra começar, temos uma personagem feminina, algo meio incomum neste tipo de história. Normalmente a caça ao assassino é promovida por homens, normalmente em busca de um desgraçado que violenta ou mata mulheres. E a mocinha nestes casos precisa ser defendida – se sobreviver! Nessa história, a mocinha sobreviveu, mas não se acuou, pelo contrário, foi a caça.

12 Horas é sobre uma personagem e unicamente sobre ela. No caso, Jill (Amanda Seyfried), que no passado foi vítima de um maníaco e conseguiu escapar. Mas o cara voltou e sequestrou a irmã dela, Molly (Emily Wickersham). Agora, Jill precisa correr contra o tempo para salvar a vida da irmã, porque a polícia não quer ajudar e os policiais ainda pensam que ela é louca.

De fato, o filme é uma loucura só, ainda que siga razoavelmente a cartilha dos filmes de serial killer. E isso tem pontos positivos e negativos.

O roteiro tem tantos buracos que parece ter sido alvejado com balaços de 38. As coisas vão acontecendo e passando uma por cima da outra, as pistas e as soluções aparecem fáceis demais. Encontrar o assassino é um obstáculo leve, fugir da policia é que move a trama. E as viradas praticamente não existem, o que provavelmente vai tornar o filme cansativo para alguns. No fim, o roteiro se perde em Jill fugindo da polícia e esquece do assassino. Ou seja, o desfecho é raso, muito raso.

Nesse momento você deve estar se perguntando o que 12 Horas tem de bom. Não se preocupe, há coisas boas.

A principal delas é a Amanda Seyfried. A atriz corre pra lá e pra cá o tempo inteiro, não para tempo o suficiente pra grandes demonstrações interpretivas — e ela tem talento, basta vê-lá em O Preço da Traição. Porém, ela faz o que pode com o roteiro confuso que tem e se sai bem. Não é algo memorável, mas Amanda cumpre seu papel. E, melhor, parece que ela faz certas coisas no improviso, o que rende momentos interessantes. Cada vez que ela encontra alguém em busca de uma pista, ela conta uma mentira, que vai ficado cada vez mais elaborada e sem pé nem cabeça. E são tiradas muito boas. Além disso, as mentiras, somada a ansiedade exagerada, dão personalidade a personagem. Ela faz o que é necessário pra salvar a irmã, por mais que tudo esteja contra ela. Você não faria?!

Como disse antes, Jill é a força de 12 Horas, uma personagem forte e decidida. Eu gosto de filmes com personagens femininas fortes. As mulheres não têm que ser impotentes e passivas. Elas podem mais e Jill representa isso. E ainda com aquela dose sadia de insanidade que toda mulher tem.

Os outros personagens?! Não fazem muita diferença. Servem apenas como impulso para a história. E, tirando Jill, a maioria deles tem diálogos risíveis. O mais bizarro é o Wes Bentley. O cara é um bom ator e está ali fazendo figuração de luxo. Do nada, ele some. Deve ter dado uma saidinha durante as gravações pra filmar Jogos Vorazes – onde ele é bem mais respeitado.

Há ainda uma figura de destaque atras das câmeras. O diretor Heitor Dhalia também faz o que pode com o pouco que tem em mãos e consegue um resultado satisfatória em termos técnicos. O longa tem sequências bem planejadas, com ângulos, enquadramentos, fotografia e iluminação adequadas ao clima obscuro e conspiratório que o enredo quer passar. O resultado em termos técnicos é bem interessante e tiro o chapéu para o diretor por meter a cara no cinema estrangeiro e fazer o que deve ser feito — para um cineasta brasileiro isso com certeza não é fácil em Hollywood. Se você gosta de filmes de serial killer, 12 Horas provavelmente vai agradar, mesmo que um pouco, e especialmente pelas insanidades da protagonista.

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