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Beleza Adormecida

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É comum em dramas sobre prostituição mostrar as relações sexuais de maneira fria, no melhor estilo just business, e acabar não aprofundando (com o perdão do trocadilho) o que se vê na tela. Infelizmente, este é um clichê do qual o filme Beleza Adormecida (Sleeping Beauty, 2011), da diretora estreante Julia Leigh, não escapou. Mas este é o menor dos problemas deste longa.

A trama se propõe a fazer uma releitura do conto de fadas A Bela Adormecida (1812), dos Irmãos Grimm, por um viés mais adulto e sinistro. Lucy (Emily Browning, de Sucker Punch: Mundo Surreal, 2011) é uma mulher com problemas financeiros, tendo vários empregos, e que ainda se prostitui para garantir seu orçamento. Contudo, ainda apresenta dificuldades para pagar o aluguel em dia, graças à mãe alcoólatra e a um amigo doente que precisa de ajuda. Ela acaba então aceitando uma estranha proposta de emprego, em que é paga para ficar adormecida, nua, enquanto homens de idade avançada desfrutam de seu corpo, com uma única regra: sem penetração.

A frieza com que tudo é mostrado na tela causa um distanciamento entre os personagens e o público, que não se envolve com o que é mostrado na tela. A fotografia é clara, limpa demais, contrastando com o clima “sujo” de como o sexo é mostrado. Pra piorar, a interpretação de Browning é apática, e mesmo que sua nudez (inclusive frontal) seja onipresente durante todo o filme, a impressão que passa é a de “nojinho” constante. Em determinada altura, sua personagem queima dinheiro, mas em momento algum ela parece demonstrar que há outra motivação além da grana.

A trama também não leva a lugar algum. As cenas fazem várias insinuações de que possuem algum simbolismo, quando na verdade são vazias. Os personagens secundários também estão todos sem função, como se estivessem na tela só de passagem, e suas interações com a protagonista não parecem convincentes.

Mesmo o final, que promete a revelação de um mistério que na verdade já está claro desde o princípio, é anti-climático, uma brochada como a dos idosos impotentes que pagam pelo corpo de Lucy. Beleza Adormecida não se decide entre o erótico e o drama, um desperdício da nudez de Emily Browning, que acaba causando apenas indiferença em sua plateia.

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