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Billi Pig

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Billi Pig (2012) é aquele tipo de filme que você sai do cinema sem saber se gostou ou não. O primeiro minuto já é bizarro por si só e causa uma estranheza fudida com aquele porquinho rosa falante, mas o decorrer da trama consegue ser mais bizarro ainda.

José Eduardo Belmonte, conhecido pela sobriedade e qualidade de filmes como A Concepção e Se Nada Mais Der Certo, entrega uma pérola cujo intento parecia ser homenagear as chanchadas. O resultado, contudo, é falho. Billi Pig se perde em sua própria comédia e pouco faz rir.

Na verdade, a única sensação genuína que o longa provoca é estranheza, muita estranheza. A trama apresenta o corretor de seguros Wanderley (Selton Mello) e sua esposa aspirante à atriz Marivalda (Grazi Massafera). Ela sonha em ser uma estrela de cinema, aconselhada por um porquinho maldito falante — sim… Porquinho Maldito!… Tão chato quanto um Pônei Maldito! Ele sente-se ameaçado pelo porquinho e tem medo de perder a mulher por causa da falta de grana. Quando a filha do chefão do crime Boca (Otávio Müller) entra em coma por causa de um tiro, Wanderley vê a chance de subir na vida, aproveitando a ajuda do padre Roberval (Milton Gonçalves), que tem fama de fazer milagres. Ele e o padre armam um plano para enganar Boca, dizendo-se capazes de salvar a filha dele do coma com um milagre.

É um roteiro com potencial cômico, que teria rendido uma boa chanchada, mas que se desenvolve nas coxas e não leva a lugar algum. No final, os problemas do longa tornam-se ainda mais visíveis. Muitas sub-tramas são esquecidas, o desfecho acontece rápido demais e atabalhoado demais e a coisa todo simplesmente termina… em samba! Sério, que porra o Arlindo Cruz estava fazendo ali, saído DO NADA?!

E o porquinho Billi Pig, que dá nome ao filme, é o primeiro a sumir. É esquecido lá pelo meio do roteiro, e não tem qualquer relevância para a trama a não ser azucrinar a nossa cabeça com aquela voz esganiçada irritante — eu gosto da voz da Grazi, mas distorcida no porco ficou ruim.

Aliás, em termos de atuação, estão todos no piloto automático. Grazi Massafera, em seu primeiro papel efetivo no cinema, está bem dentro da proposta do papel, mas o roteiro confuso definitivamente não ajuda. Tenho que admitir que o momento High School Musical num boteco pé-sujo, com o balconista cantando tipo Amado Batista, é divertido — surreal e bizarro, mas divertido. Milton Gonçalves… bem… é Milton Gonçalves. O cara é egresso das chanchadas e manda bem de qualquer maneira, mas seu padre, como tudo, perde-se no final. Já Selton Mello e Otávio Müller, depois do ótimo desempenho em Reis e Ratos, estão ali apenas para constar.

Apesar de tudo, é bom ver que o cinema nacional está, pelo menos, tentando sonhar mais alto, inovar. Naturalmente, ideias estranhas surgem, algumas dão certo, outras não.

É uma pena que o filme seja um caso negativo. Billi Pig tenta falar sobre sonhos, mas termina numa verdadeira esquizofrenia.



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  • Leandro Eiró

    Muito bom amigo.

    Bem, do jeito que falou, vou ver mesmo na quarta que pago R$ 3, valor que você dá pra um amigo comprar cigarro mesmo sem fumar.

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