Cinema

Anjos da Noite: O Despertar

Os humanos descobriram sobre a existência dos vampiros e lobisomens e iniciaram uma terrível guerra. Selene (Kate Beckinsale) e Michael (Scott Speedman) tentam escapar, mas ele acaba ferido e ela é congelada por anos. Quando acorda, descobre que tem uma filha e que precisa encontrá-la antes que humanos e Lycans o façam.

(Underworld: Awakening) – Fantasia. Estados Unidos, 2012.

De Måns Mårlind e Björn Stein. Kate Beckinsale, Scott Speedman, Theo James, Charles Dance, India Eisley e Stephen Rea. 1h28min. Distribuidora: Sony Pictures. Classificação: 14 anos.

Anjos da Noite: O Despertar


Resenha – O Despertar

Anjos da Noite: O Despertar começa devagar, mas já com alguma ação, revelando aos poucos os acontecimentos históricos que levaram a um futuro onde vampiros e lobisomens foram teoricamente extintos. Os humanos, enfim, descobriram sobre os seres das sombras e retaliaram.

Selene (Kate Beckinsale), a vampira principal da história, surge congelada num laboratório e, subitamente, é libertada e quebra o vidro, nua, coberta por névoa, mas, NUA! Depois disso, o filme é certeiro na proposta: porradaria desenfreada! Logo que deixa o gelo, nossa heroína encontra, convenientemente, sua roupa de couro preta num armário ali do lado. Eu sei, não faz sentido, mas é mero detalhe.

É um fato, não há preocupação com roteiro em Anjos da Noite. O filme é ação e foca nisso sem medo. Selene sai da estase em plena forma, matando qualquer um que atravesse seu caminho, em sequências de pura violência estilizada. A melancólica vampira dos capítulos anteriores (exceto o terceiro) não é mais tão melancólica. Ela mostra aqui que não é uma criatura fria, apenas está “quebrada”. Aqui, Selene é quase um Jason Bourne. Bem condizente, aliás, com a música que toca nos créditos, uma versão remixada de “Made of Stone” da banda Evanescence.

Kate Beckinsale retorna à franquia depois da ausência em A Rebelião. Ela não se esforça muito pela personagem, e nem precisa. Selene é algo como um objeto de culto da série, ao mesmo tempo em que assume levemente o manto de heroína trágica e arauto da mudança. Neste quarto filme, Selene ganha ainda mais contornos, uma vez que, em meio aos vampiros acuados do futuro, é tratada com receio por uns e esperança por outros.

A retomada do enredo no mundo moderno e o avanço para o futuro trazem de volta o clima desenvolvido no primeiro. O novo Anjos da Noite é um despertar sim, um novo começo, e deixa tal premissa bem clara no final em aberto para um quinto filme.

Um dos acréscimos mais interessantes é a filha de Selene, Eve (India Eisley). A menina é uma abominação, como o pai, Michael Corvin (Scott Speedman), e tem uma participação pequena, mas nada sutil. Ela ameniza Selene e dá um propósito à protagonista num mundo totalmente diferente. Eisley é uma graça, apaixonante, inclusive com toda a violência que brota dela.

Orbitando estas duas personagens, conhecemos o Dr. Jacob Lane (Stephen Rea) e o vampiro David (Theo James). O Dr. Jacob é o cientista que aprisionou Selene no gelo e agora tenta recapturá-la. Mas a vampira ainda precisa lidar com os Lycans, que estão reaparecendo por causa do despertar dela. Há um lobisomem fodão, grotescamente grande, que surge como inimigo dos vampiros. David tem uma cena fantástica com um chicote de prata – digna de um Belmont do jogo Castlevania. – Mas quem dá dentro mesmo com o Lycan gigante é Selene. Porque, claro, ela é a guerreira fodona maior insuperável que nós adoramos.

Anjos da Noite: O Despertar é isso: muita ação, pouca história. Como eu gosto da franquia, mesmo com todos os defeitos, a falta de roteiro não incomoda, até por ser algo esperado. Anjos da Noite, de fato, é um filme para quem curte um guilty pleasure. O primeiro filme continua sendo o melhor de todos, mas este quarto não deixa a desejar perante o universo construído para a franquia. Se é bom ou ruim, creio que depende mesmo do quanto você valoriza a série e o tipo de ação contida nela.

Anjos da Noite: O Despertar

Anjos da Noite: O Despertar

Anjos da Noite: O Despertar



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  • http://www.vivimaurey.com.br Vivi Maurey

    Eu discooooordo, ahahahahhaha,
    Acho o filme um PUTA desperdício e INÚTIL! ;) Não precisava nem existir e o mundo continuaria esse ar de pum que é do mesmo jeito! ahahahahhaahha

  • Danielle

    Achei a Vivi Maurey super fina!!

    • http://www.nivelepico.com/ Alan Barcelos

      Huahahahaha… pra você ver como ela não gostou do filme. :-P

  • tiririca

    quem não gostou de anjos da noite 4 que va assitir crepusculo.
    O roteiro poderia ser melhor e maior, mas pra quem é fã, ta otimo.
    se tiver o 5, espero que tenha um roteiro melhor, mas de qualquer forma vou assistir.

  • Tarcísio Rosa

    Bem, tô na mesma que o Alan, tem pouca história e muita ação, mas eu gosto da franquia a ponto de desconsiderar isso.

    Bem, nós nos contentamos com pouco mesmo, fetiches, tiros e porradaria é o suficiente hehe

    • http://www.nivelepico.com/ Alan Barcelos

      Fetiches, tiros e porradaria! Guilty pleasure! FUCK YEAH! o/

  • eduardo

    Um personagem feminino já clássico, uma franquia que sempre teve filmes bons e termina desse jeito?Um filme sem roteiro e cheio de lutas vazias…um desperdicio de elenco.

  • eduardo

    tiririca22/03/2012 at 18:54 – Reply

    quem não gostou de anjos da noite 4 que va assitir crepusculo.
    O roteiro poderia ser melhor e maior, mas pra quem é fã, ta otimo.
    se tiver o 5, espero que tenha um roteiro melhor, mas de qualquer forma vou assistir.

    Você não conhece nem a franquia que defende.Tinha romancinho entre especies antes, só que bem menos açucarado que o Crepusculo.Sou fã e não aceito esse filme ruim.

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