Cinema

Pitacos para o Oscar 2012

Pitacos do Oscar 2012

É amanhã o grande dia, quando os maiores nomes do cinema serão premiados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o almejado Academy Awards (vulgo Oscar).
No ano passado, o cinema pareceu meio saudosista, cheio de sentimentos e emoções. Os “velhinhos” da Academia, promotores do Oscar, gostam disso, nós sabemos. Mas, também, o Oscar é uma premiação bastante burocrática, não podemos esquecer este detalhe.
Como é praxe nesta época, todos têm pitacos a dar sobre os possíveis vencedores do ano. O Nível Épico não é diferente. Dois membros da nossa equipe juntaram-se para especular sobre a premiação. Com vocês, os pitacos de Alan Barcelos e Rafael Monteiro. :-)

OBS: Não comentaremos as categorias Melhor Documentário, Melhor Documentário de Curta-Mentragem, Melhor Curta e Melhor Curta Animado, pois não assistimos a quaisquer dos filmes indicados nelas.

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Cavalo de Guerra

A Invenção de Hugo Cabret

Transformers: O Lado Oculto da Lua

O Homem Que Mudou o Jogo

Rafael Monteiro: O som de Transformers é muito bom tecnicamente. Contudo, deve ser avaliado também como o som ajuda a contar a história do filme, e por isso o prêmio deve ir para Milennium ou A Invenção de Hugo Cabret.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Drive

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Cavalo de Guerra

A Invenção de Hugo Cabret

Transformers: O Lado Oculto da Lua

Alan Barcelos: Outro quesito complicado. Hugo Cabret tem uma edição de som excepcional. Porém, acredito que Transformers: O Lado Oculto da Lua exigiu muito mais do editor de som e, apesar da profusão de diálogos, instrumentais, músicas cantadas, barulheira robótica e explosões, o longa conseguiu harmonizar estas tantas fontes para criar o efeito adequado à proposta do filme. Se Transformers não levar essa, Hugo Cabret leva. Agora, uma possibilidade ínfima, mas aceitável, seria a vitória de Millennium.

MELHOR MONTAGEM

Os Descendentes

O Artista

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

O Homem Que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Rafael Monteiro: A montagem de Hugo Cabret valoriza todas as tomadas talentosas de Scorcese, e me parece ser o favorito. Mas Millenium e O Artista também são muito bons neste quesito, e não seria injustiça se um deles conquistasse a estatueta.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Artista

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

A Invenção de Hugo Cabret

Cavalo de Guerra

Alan Barcelos: O Artista e Harry Potter têm direções de arte fantásticas e dignas de respeito. Mas, de novo, fico com A Invenção de Hugo Cabret e sua concepção visual que mais parece um sonho transformado em realidade.

MELHOR FIGURINO

Anônimo

O Artista

A Invenção de Hugo Cabret

Jane Eyre

W.E. – O Romance do Século

Rafael Monteiro: Anônimo leva vantagem por retratar um dos períodos favoritos desta categoria, a era Elisabetana. Contudo, o figurino de O Artista é impecável, assim como A Invenção de Hugo Cabret com seu detalhismo ao extremo.

MELHOR FOTOGRAFIA

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

O Artista

A Invenção de Hugo Cabret

A Árvore da Vida

Cavalo de Guerra

Alan Barcelos: Difícil saber. Todos têm chances iguais de vencer neste quesito. Grande parte do mérito dos longas acima vêm da fotografia. Mas, vou escolher um: A Invenção de Hugo Cabret.

MELHOR MAQUIAGEM

Albert Nobbs

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

A Dama de Ferro

Rafael Monteiro: As transformações de Glenn Close e Meryl Streep são fantásticas, mas criar todo um universo é bem mais difícil. Harry Potter deve ser o campeão nesta categoria.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

A Invenção de Hugo Cabret

Gigantes de Aço

Planeta dos Macacos – A Origem

Transformers: O Lado Oculto da Lua

Alan Barcelos: Admito que sou um pouco partidário de A Invenção de Hugo Cabret, porque adorei muito o filme. Mas, de verdade, acho que as chances aqui são maiores para Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 ou Gigantes de Aço, com a balança pendendo um pouco mais para o Harry Potter.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Man or Muppet – Os Muppets

Real in Rio – Rio

Rafael Monteiro: Não deu pra entender o motivo de terem escolhido a música mais chatinha do filme dos Muppets. Real in Rio, apesar de ser um samba meio americanizado, deve ganhar, pra felicidade geral da nação.

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

As Aventuras de Tintim

O Artista

O Espião que Sabia Demais

A Invenção de Hugo Cabret

Cavalo de Guerra

Alan Barcelos: Este eu daria para O Artista sem pestanejar; a emoção do filme é toda impulsionada pela trilha sonora perfeita, um feito principalmente se levarmos em consideração que as produções do cinema atual não são realmente adaptadas para a gravação de filmes mudos como eram nos anos 30. Mas, outros dois podem surpreender — A Invenção de Hugo Cabret e Cavalo de Guerra.

MELHOR LONGA ANIMADO

Gato de Botas

Kung Fu Panda 2

Rango

Um Gato em Paris

Chico & Rita

Rafael Monteiro: O que mais surpreende é a ausência da Disney/Pixar entre os indicados. O mais divertido é Rango e sua homenagem ao western-spaghetti, se tornando o favorito depois de ganhar o Annie Awards. Mas não será surpresa se Kung Fu Panda levar a estatueta, pois é muito bom tecnicamente, sendo nítido o esforço da Dreamworks em se superar e alcançar um padrão de excelência.

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

A Separação (Irã)

Bullhead (Bélgica)

Monsieur Lazhar (Canadá)

Footnote (Israel)

In Darkness (Polônia)

Alan Barcelos: A Separação vai levar, como levou o Globo de Ouro. Mas, destaco também Monsieur Lazhar, cuja história é igualmente tocante.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Meia-Noite em Paris

O Artista

Margin Call – O Dia Antes do Fim

Missão Madrinha de Casamento

A Separação

Rafael Monteiro: Meia-Noite em Paris deve levar essa estatueta, merecidamente, e deve ser o único prêmio da noite para Woody Allen. Mas o grande destaque aqui é o roteiro do longa iraniano A Separação, muitíssimo bem construído, tanto em estrutura quanto no desenvolvimento de personagens.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

A Invenção de Hugo Cabret

Tudo pelo Poder

Os Descendentes

O Espião que Sabia Demais

O Homem Que Mudou o Jogo

Alan Barcelos: Esse não tem para ninguém. A Invenção de Hugo Cabret leva fácil. Os Descendentes seria uma alternativa, mas não acho que tenha tanta força se comparado a emoção cinematográfica do filme de Scorcese. Tudo Pelo Poder poderia ter alguma chance por tratar de eleições presidenciais na época das eleições presidenciais nos EUA. Os outros dois longas, apesar de bons, não representam qualquer ameaça.

MELHOR DIRETOR

Woody Allen – Meia-Noite em Paris

Terrence Malick – A Árvore da Vida

Alexander Payne – Os Descendentes

Michel Hazanivicous – O Artista

Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret

Rafael Monteiro: Paris nunca esteve tão linda quanto pelas lentes de Woody Allen, em um dos melhores filmes de sua carreira. Merece ganhar o prêmio. A cidade retratada de forma mais lírica, contudo, por Scorcese, toca os corações de quem é cinéfilo. Malick também fez um grande trabalho, mas o resultado final não chega a empolgar. Porém, o grande favorito é Hazanivicous, e seu primoroso retrato da ascensão e queda do cinema mudo, com um trabalho inteligente e emocionante.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Bérénice Bejo – O Artista

Jessica Chastain – Histórias Cruzadas

Janet McTeer – Albert Nobbs

Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento

Octavia Spencer – Histórias Cruzadas

Alan Barcelos: Dúvida cruel. Fiquei apaixonado pelas atuações de Bérénica Bejo e Jessica Chastain em seus respectivos filmes. Uma delas merecia o prêmio, especialmente a Chastain se levarmos em conta a ótima participação dela em A Árvore da Vida. Mas, quem deve levar é Octavia Spencer, que já levou o Globo de Ouro e o Screen Actors. A atriz comanda o filme Histórias Cruzadas e sua dupla com Jessica Chastain é, sem dúvida, a parte mais cativante da história.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Kenneth Branagh – Sete Dias com Marilyn

Nick Nolte – Guerreiro

Max Von Sidow – Tão Perto e Tão Forte

Jonah Hill – O Homem Que Mudou o Jogo

Christopher Plummer – Toda Forma de Amor

Rafael Monteiro: Categoria equilibrada. Plummer deve levar, pois está levando todos os prêmios pré-Oscar — até como homenagem à sua carreira. Contudo, a atuação mais cativante é a de Max Von Sidow e seu personagem sem palavras (pena que o filme como um todo não ajude muito). Quem corre por fora é Jonah Hill, que parece consolidar de vez sua carreira.

MELHOR ATRIZ

Glenn Close – Albert Nobbs

Viola Davis – Histórias Cruzadas

Rooney Mara – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Meryl Streep – A Dama de Ferro

Michelle Williams – Sete Dias com Marilyn

Alan Barcelos: Páreo duro. Todas estão excepcionais em seus papéis. Glenn Close e Meryl Streep são as favoritas, e Streep tem as maiores chances. Porém, ambas atuam em filmes medianos (ok, A Dama de Ferro é ruim), sustentados somente pela força das atrizes. Mas um ali, para mim, sobressai, pelo talento nato, pela carreira em franca ascensão e pela atuação maravilhosa num filme maravilhoso que também reflete um pouco da história do cinema. Meu pitaco vai para aquela linda da Michelle Williams, por Sete Dias com Marilyn. Ela já levou o Globo de Ouro e eu estou com ela no Oscar.

MELHOR ATOR

George Clooney – Os Descendentes

Brad Pitt – O Homem Que Mudou o Jogo

Jean Dujardin – O Artista

Demián Bichir – A Better Life

Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais

Rafael Monteiro: Aqui não há muitas dúvidas. A atuação de Dujardin está um tom acima da dos demais, e deve levar com toda a justiça a estatueta.

MELHOR FILME

Os Descendentes

A Árvore da Vida

Histórias Cruzadas

A Invenção de Hugo Cabret

O Homem Que Mudou o Jogo

Cavalo de Guerra

O Artista

Meia-Noite em Paris

Tão Perto e Tão Forte

Alan Barcelos: O histórico dos melhores filmes normalmente premia os filmes independentes. Desde O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (em 2004), os Oscar de melhor filme foram para produções do tipo — vide Crash – No Limite, Onde os Fracos Não Têm Vez, Guerra ao Terror, entre outros. Neste ano, o embate é duro e quatro independentes aparecem na disputa: O Artista, A Invenção de Hugo Cabret, Meia-Noite em Paris e A Árvore da Vida. São todos excelentes filmes, mas dois deles abordam a história do cinema. E o cinema adora histórias sobre o cinema. Logo, meu pitaco vai para O Artista.

Rafael Monteiro: Temos quatro fortes concorrentes na principal categoria. Enquanto O Artista e A Invenção de Hugo Cabret emocionam por suas homenagens ao cinema, Histórias Cruzadas e Meia-noite em Paris são, cada um a seu modo, declarações de amor à arte e à vida. Escolha difícil. O favorito deste que vos escreve é Meia-noite em Paris, pois sou admirador da época retratada no filme. Mas quem deve levar é O Artista, que vem ganhando todos os prêmios até agora.



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