Tão Forte e Tão Perto

Vivi Maurey 23/02/2012 3

Nível Épico

Tão Forte e Tão Perto

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Tão Forte e Tão Perto

Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close, 2012) é sobre pessoas! Simples, delicado e sensível; como a chamada mesmo diz: Não é uma história sobre uma tragédia, mas sobre a vida depois dela. O filme é uma adaptação do livro de Jonathan Safran Foer — que ainda não li; eu sei, minha grande decepção é não ter lido antes do filme, quase beira ao desespero, portanto não me crucifiquem.

A história é sobre um menino de nove anos, mega inteligente e avançado para sua idade (que olhos expressivos!), que encontra uma misteriosa chave no armário do pai, morto nos atentados de 11 de setembro, e inicia uma aventura frenética por Nova York em busca da fechadura certa. No caminho, Oskar Schell (Thomas Horn) conhece centenas de pessoas de todos os tipos e passados diferentes, cada um com suas lutas internas e externas, procurando suas próprias respostas e sentidos para a vida.

O que falar deste menino? Ele veio do nada e se revelou um gênio! Não chega a ser um adulto no corpo de menino como vemos em Freddie Highmore (Em Busca da Terra do Nunca) e Dakota Fanning (Uma Lição de Amor), o que é uma boa coisa, já que ele precisa manter a identidade como criança, mas brilha como se já fizesse isso há anos! Que achado! Em poucos segundos, no início do filme, você entende perfeitamente quem é Oskar. Destaque para o texto que me deixou de boca aberta!

Stephen Daldry, diretor do filme, também muito aplaudido por As Horas e Billy Elliot — ambos excelentes filmes — encontrou a mina de ouro ao colocar a data e o atentado ao World Trade Center como personagens da história. Não insistiu no dramalhão da tragédia, nem massacrou os espectadores com os detalhes que já estamos cansados de saber (graças a Eru), embora apele um pouco para a sensibilidade das pessoas em relação aqueles que de fato perderam alguém na tragédia. Acho compreensível, já que o menino se mostra perturbado com síndromes até antes mesmo da morte do pai. Um apelo aqui se fez necessário para entender as modificações dessas perturbações psicológicas.

Sobre a Sandra Bullock: a galera tem implicância com ela sim, não me venham com chorumelas! Eu não tenho (true story), mas também não sou a fã número 1! Eu gosto de pensar que tem ator que não faz mais do que a obrigação. Tá, ela fez um pouquinho mais do que isso, provavelmente entra para a lista top 10 de papéis da atriz, mas estamos fugindo do assunto; tirando isso, ela fez o papel de uma mãe que sofre com a perda do marido e que tem que lidar com um filho peculiar. Ponto. Mandou bem, Sandra, foguinho épico para você! Mas saca só a diferença da “presença de palco”. Max von Sydow entra em cena lá pela metade do filme e interpreta um cara que sofreu um trauma e optou por não falar mais, at all. Ele se comunica com o garoto — e com todo mundo — por meio de um bloquinho e pilot preto.

Percebeu a situação? O CARA NÃO TEM FALA NO FILME E TÁ CONCORRENDO AO OSCAR! Se o maluco não é fenomenal eu não sei mais soletrar. Digo mais… o filme ganhou muito da sua perspectiva quando o Sydow entrou em cena. Um espetáculo!

Tom Hanks também não deixou a desejar (também com aquela barriguinha de chopp cof cof), mas acho que vale destacar a química entre os dois que funcionou muito bem! Clap clap!

Então… o filme é triste e eu chorei (manteiga derretida mode on), mas foi muito mais pela beleza da história, pelo jeito como decidiram “ensinar” ao menino que nem tudo faz sentido e que as pessoas são histórias, do que pelas perdas em si. 5 foguinhos épicos e aplausos de pé, porque esse merece!

PS: Tão Forte e Tão Perto está concorrendo ao Oscar 2012 por melhor filme e melhor ator coadjuvante.

Vivi Maurey

Apesar de não ser desse planeta acha que sabe conviver com os humanos só porque leu os livros de Tolkien. É nerd, fã de séries e pretende publicar livros.

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Comentários


3 Comentários »


  1. Rafael Monteiro 23/02/2012 at 21:55 - Reply

    Achei que o filme apelou demais pro melodrama, e isso acabou tirando força da história (mas parece que o livro é assim também).

    As melhores partes do filme são mesmo quando Max von Sydow está em cena, ótima atuação a dele.

  2. Elaine 23/02/2012 at 23:08 - Reply

    Bem, discordo em boa parte. A apelação em relação ao 11/9 foi forte. Quase todas as partes que chorei tinham a gravação como tema central, insistindo em detalhes mórbidos como os horários da tragédia e repetindo incessantemente partes de uma mesma cena. Pelas atuações, que foram excelentes, principalmente do menino e do velho, eu daria 3 pontos de 5. Não li o livro, mas imagino que a adaptação seja excelente, mas de uma história que faz questão de centrar seu drama em uma tragédia mundialmente conhecida e que abalou aquele país.

  3. Libi 24/02/2012 at 0:39 - Reply

    LInda crítica sobre o filme!! Seu modo de escrever é cativante, sensível e direto. Meus parabéns, filha! Adorei