Filmes

Ringer – Primeira Temporada

Nível Épico

Ringer

Ringer

Ringer

Ringer

Ringer (2011) é uma grata surpresa desta temporada de séries e trouxe de volta às telinhas uma das atrizes por quem eu tenho maior paixão desde a adolescência: a linda e gloriosa Sarah Michelle Gellar. Este é primeiro trabalho regular da atriz na TV desde Buffy: a Caça-Vampiros e, para alegrar as coisas, ela volta em dose dupla.

Inicialmente desenvolvida pela CBS, a série foi parar na CW e possui uma trama digna de novelão — na verdade, segundo uma amiga minha e pelo que já pude constatar, lembra a novela mexicana A Usurpadora.

Aqui no Brasil, Ringer está sendo exibida pelo canal pago Studio Universal, nas noites de segunda-feira, às 22h.

Sarah Michelle Gellar interpreta as gêmeas Bridget e Siobhan. Bridget é uma ex-stripper e ex-viciada que estava sob custódia do FBI para testemunhar contra o ex-chefe Bodaway Macawi (Zahn McClarnon), um chefão do crime típico. Temendo pela vida, Bridget engana os federais e foge, livrando o bandido da cadeia. Agora, o bandidão e o agente federal Victor Machado (Nestor Carbonell, que foi o Richard Alpert em Lost) estão atrás dela. Bridget pede ajuda à irmã Siobhan, que é rica e tem uma vida aparentemente perfeita. As duas encontram-se depois de seis anos separadas. Porém, durante um passeio de barco, Siobhan desaparece no mar.

Bridget vê na fatalidade uma chance de salvação e aproveita. Ela assume a identidade e a vida de Siobhan, mas descobre rápido que a irmã tinha vários podres escondidos e os próprios inimigos. Entram em cena as pendências da vida de Siobhan: o marido Andrew Martin (Ioan Gruffudd, que já foi o Sr. Fantástico e o Lancelot); o amante e marido da melhor amiga Henry Butler (Kristoffer Polaha, que é a cara do Mark Ruffalo); e a enteada que odeia a madrasta com todas as forças Juliet (Zoey Deutch). Há ainda a única pessoa em que Bridget confia integralmente, o também ex-viciado e padrinho dela na reabilitação Malcolm Ward (Mike Colter).

Como já deu para ver, a vida de Bridget não é fácil. Sério, ela só se dá mal o tempo todo e vive sob um “efeito bola de neve” constante. Além de ter que lidar com os próprios problemas, Bridget vê-se envolvida com os problemas da irmã, que era uma tremenda filha-da-puta! Na verdade, Ringer não tem muito aquele negócio de gêmea boa, gêmea má. As duas irmãs são inescrupulosas e as duas têm sentimentos divergentes com relação aos próprios objetivos; nenhuma das duas é totalmente boa ou má.

A sacada, que impede a série de se tornar um dramalhão mexicano completo, é a intriga e a quantidade absurda de reviravoltas que a trama dá. Sim, são muitas. Todo final de episódio rola um cliffhanger que te deixa ansioso pelo próximo. O tapete é puxado tantas vezes sob nossos pés que a cabeça explode de tanto bater no chão. Só no episódio piloto são várias viradas consecutivas no período de uma hora — não dá tempo de respirar direito.

Ringer acertou em cheio ao usar uma proposta que anda em alta — a premissa do doppelganger, que tem aparecido em Fringe e The Vampire Diaries. A série apresenta uma temática mais adulta e, até certo ponto, decadente. Aliás, tudo nela é decadência, é chegar ao fundo do poço e reerguer-se e afundar de novo.

A história é muito boa, desvendando mistérios aos poucos e lançando outros — só espero que não se perca no caminho. O trabalho de Sarah Michelle Gellar é bastante consistente, com uma Bridget emotiva na medida certa e uma Siobhan fria na medida certa. E o elenco de apoio não tem elos fracos.

Um detalhe que eu particularmente adorei são os nomes, que parecem ter sido pensados minuciosamente para destacar cada personagem. Bodaway Macawi é um nome de gangster para lá de curioso. Bridget é irlandês e tem um aspecto religioso, bem a cara da protagonista, que assume o papel de mártir na história, além de ser um nome popular no Estados Unidos. Mas o que eu adorei de verdade é Siobhan, que também é irlandês. Eu passei dias repetindo esse nome cada vez que era pronunciado. Que nome foda! Siobhan, Siobhan, Siobhan… é, sou um idiota! :-P

Enfim, Ringer está apenas no começo. Muitas reviravoltas de explodir cabeças ainda virão. Pode parecer um novelão, porém é mais do que isso. É uma série deliciosa, cheia de intrigas complexas e personagens tridimensionais. Tem tudo para manter o público interessado. Difícil saber o que está por vir. Mas, o que eu espero é que tenha uma vida longa na TV.

Vida longa à Siobhan!

Não me canso desse nome! \o/

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Inscreva-se no Canal

Resenhas Populares

Rogue One: Uma História de Star Wars

Rogue One: Uma História de Star Wars

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Raw

Raw

Capitão Fantástico

Capitão Fantástico

O Homem nas Trevas

O Homem nas Trevas

Nível Épico em Imagens

Google Plus

Facebook

SoundCloud