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A Bela e a Fera 3D

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Antes de escrever qualquer coisa sobre a estrela principal desta crítica, convém falar sobre o curta Enrolados Para Sempre (Tangled Ever After), que precede A Bela e a Fera nos cinemas. A mini-história é uma sequência para lá de divertida do filme Enrolados (2010) e tem como protagonistas Maximus e Pascal, respectivamente o cavalo e o camaleão, numa saga audaciosa — e engraçada pra caramba — para reaver as alianças de casamento de Rapunzel e Flynn. Com o mesmo humor ligeiro e non-sense, o curta é tão legal quanto o longa. É um presente a mais para o espectador.

Agora sim, vamos ao que interessa…

Trazer de volta aos cinemas O Rei Leão (1994) em 3D foi uma jogada bem-sucedida da Disney, isto é inegável. Logo, não é de se admirar que a companhia tenha decidido investir na mesma estratégia com outros clássicos. A escolha da vez foi o maravilhoso A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991).

De fato, em tempos de refilmagens sem fim (entenda “fim” como você quiser), é notória a tentativa da Disney de reavivar seus clássicos aproveitando-se de um recurso técnico em ascensão no mercado cinematográfico mundial. A Disney deu um jeito de abocanhar sua fatia do bolo. Mas, quem se importa com jogadas de marketing e burocracia?!

Verdade seja dita, ter a oportunidade de rever um clássico como A Bela e a Fera na tela grande é empolgante por si só!

O 3D é um mero bônus, ainda que usado com esmero. A técnica é detalhista e preservou o aspecto artístico da versão original. Não há superexposição de coisas sendo atiradas para cima do espectador. Assim como foi em Avatar (2009), o 3D aqui aprimora a sensação de profundidade do cenário e surge adequado ao apelo emocional da animação. Esta profundidade fica evidente de cara, na primeira cena, quando aparece o castelo em meio à floresta e somos inseridos na história triste do príncipe transformado em fera. À medida que o longa evolui, testemunhamos o apuro visual proporcionado pela modernidade a um clássico inestimável. A cena da dança dos objetos animados e talheres para Bela ficou especialmente linda.

Todavia, como eu disse, o 3D é só um bônus.

O importante é o que A Bela e a Fera sempre teve de melhor a mostrar. Como muitos devem lembrar, o clássico foi o primeiro longa-metragem de animação a ser nomeado para Melhor Filme e levou dois Oscar pela bonita trilha sonora. E, mais de duas décadas depois do lançamento original, a animação continua apaixonante e atemporal, possível de ser desfrutada por todos, desde os antigos fãs até a geração mais nova.

De todas as animações clássicas da Disney, A Bela e a Fera sempre esteve no topo da minha preferência. Sempre gostei da história, do romance, da mensagem, da princesa. Não tinha para Branca de Neve (1937), Bela Adormecida (1959), Pequena Sereia (1989), ninguém. Bela sempre foi a princesa mais apaixonante para mim — seguida de perto somente pela Mulan (1998), que é outra lindeza. :-)

Rever o filme no cinema, num 3D agradável, só fortalece a paixão. A história continua adorável. Bela surge como uma mulher bonita, carismática e apaixonada por livros — ou seja, é para ficar apaixonado mesmo. Ela vive com o excêntrico pai Maurice, um cientista que passa os dias inventando as mais bizarras engenhocas. Os dois são vistos pelos moradores da cidade como pessoas estranhas, o que cria certo afastamento. O único que parece interessado em ficar por perto é narcisista Gaston, um caçador cujo maior desejo é casar com Bela, a despeito das constantes negativas da mocinha.

Após ser bem-sucedido em uma de suas invenções, Maurice parte para exibi-la numa feira, mas perde o rumo e vai parar no castelo da Fera, onde é aprisionado por invasão. Bela corre atrás dele e, para salvá-lo, troca de lugar com ele, tornando-se ela própria a prisioneira do monstro.

A magia da história é que a Fera, na verdade, era um príncipe bonito, mas que no passado foi amaldiçoado pelo egocentrismo e pela arrogância. A maldição só poderia ser quebrada por um amor verdadeiro, que fosse capaz de superar as barreiras da aparência e da bestialidade. Assim, a aparição súbita de Bela converte-se numa esperança, não só para a Fera, mas também para os empregados do castelo, igualmente amaldiçoados e transformados nos mais variados objetos animados.

Os objetos entram como personagens de apoio e concedem um encanto especial para a história. Destaque para o hilário candelabro falante Lumiere e para a acolhedora chaleira chamada Sra. Potts.

A história de amor é contada em toda a sua plenitude, com personagens estruturados dentro de seus estereótipos e roteiro singelo, com imagens que variam das cores vibrantes nas cantorias alegres às paletas soturnas nos dramas amargos. Com tantos elementos favoráveis, é difícil não apreciar este clássico. Não obstante, ainda toca na importância da beleza interior em detrimento da exterior, um tema que continua relevante, especialmente num mundo contemporâneo que muitas vezes cultua a beleza acima de tudo.

A música, no entanto, continua sendo o ponto mais forte do filme. A trilha sonora, seja nas versões legendadas, seja nas versões dubladas, ainda emociona e capta com excelência a experiência mágica comum às produções da Disney.

A Bela e a Fera permanece firme como um marco na história do cinema de animação, capaz de rivalizar com as animações digitais dos tempos atuais. O filme diverte, emociona, cria uma empatia visual que derrete até os corações mais duros — ou bestiais.

Vale ser revisto no cinema quantas vezes for possível. Ainda que o 3D tenha sido bem empregado, eu repito, a magia está no prazer de assistir na telona a um filme maravilhoso que estará sempre presente nos corações arrebatados pela bonita história. É como um amor que jamais será perdido, uma maldição que jamais será quebrada, uma rosa que nunca murchará.

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