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CINCO filmes de terror para assistir na Semana dos Mortos

Estamos na Semana dos Mortos (ou dos Finados) e das Bruxas. Aproveitando o gancho do momento, apresentamos cinco filmes de terror para deixar você bastante aterrorizado, desde os maiores clássicos até as mais recentes e bem-vindas aquisições do gênero. Os filmes não estão dispostos por ordem de melhor ou pior, até porque todos são muito bons. Colocamos por ordem de antiguidade… afinal, antiguidade é posto.


O Bebê de Rosemary

O Bebê de Rosemary

Clássico não só do gênero terror, mas do cinema em geral, O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 1968), nos conta a história de um casal (Mia Farrow e John Cassavetes) que se muda para um apartamento em Nova York e se aproximam de seus excêntricos vizinhos (Sidney Blackmer e Ruth Gordon, que foi premiada com o Oscar por esta atuação). Depois que Rosemary engravida, coisas estranhas acontecem a ela ao mesmo tempo em que seu marido parece cada vez mais progredir. A situação vai evoluindo para que Rosemary torne-se cada vez mais paranoica e insegura até a chocante revelação final. Esta foi a estreia do diretor Roman Polanski em Hollywood, e apesar de toda a tragédia que se seguiu em sua vida pessoal e acabou se associando a este filme, a força desta obra não está nos bastidores, mas no que se vê na tela. Não temos grandes sustos aqui, mas conflitos psicológicos intensos, com a incerteza do que é que realmente está acontecendo. O final é simplesmente sensacional e, ainda hoje, ousado para os padrões hollywoodianos. O Bebê de Rosemary é um filme realmente único e que consegue causar calafrios e desconforto no espectador. É impossível pensar em algo macabro ou bizarro sem pensar na obscura gravidez da personagem principal. Uma obra excepcional.

(Rafael Monteiro)

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A Espinha do Diabo

A Espinha do Diabo

A Espinha do Diabo (El Espinazo del Diablo, 2001) é um filme escrito e dirigido por Guilhermo del Toro, em que ele nos conta a história de Carlos (Fernando Tielve), um menino de 12 anos que é levado a um orfanato durante a Guerra Civil Espanhola para ser criado enquanto seu pai está em combate. Chegando lá, temos todo o drama de um garoto novo numa situação nova e desconhecida, fazendo amizades e inimizades, mas com um detalhe: Carlos vê fantasmas. Del Toro utiliza todo seu talento para criar uma atmosfera angustiante, com uma fotografia que contrasta com o ambiente rústico da trama e que deixa a plateia longe de sua zona de conforto. O diretor não alivia ou torna as coisas fáceis, o que garante muitos sustos e incerteza de como tudo irá terminar. Del Toro mostra uma maturidade impressionante na condução de cada cena e literalmente imerge o espectador em seu cenário sombrio. A boa ambientação torna-se ainda melhor com os elementos sobrenaturais nela inseridos e as exímias atuações do elenco, que desenvolvem seus personagens marcantes. E ainda explora o medo das crianças, que é tanto direcionado para os mortos quanto para os vivos.

(Rafael Monteiro)

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[REC]

[REC]

O filme espanhol [REC] (2007) tinha uma proposta bem parecida com a de muitas outras produções de terror por aí. Mas o que o tornou sensacional foi a forma simples — e eficiente — como os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza transformaram uma temática batida num ótimo terror-documentário. A história acompanha a repórter Ángela Vidal (Manuela Velasco) e seu cinegrafista Manu (Ferran Terraza) numa cobertura sobre o dia-a-dia dos bombeiros de um quartel. Mas, quando os acompanham numa saída noturna, o que parecia um pedido comum de socorro torna-se uma corrida desesperada pela sobrevivência. Presos no interior de um prédio, os bombeiros, os jornalistas e os próprios moradores que ali estavam descobrem o verdadeiro inferno. O grande mérito deste longa é sua capacidade de entretenimento, apesar de ser um filme que assusta. Você pode sentir medo (e é MEDO DE VERDADE!), mas inegavelmente se diverte. Os efeitos especiais são verossímeis e a atuação do elenco contribui bastante com a atmosfera de angústia e desespero da situação. Por ser contada num “tempo real” dentro dos padrões do filme, a história é seca e direta. O final é assim: curto e grosso (ou melhor, sangrento). Vale muito a pena. Mas, atenha-se a esta versão espanhola. Ignore solenemente o remake norte-americano de 2009 chamado Quarentena.

(Alan Barcelos)

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Deixa Ela Entrar

Deixa Ela Entrar

O filme sueco Deixa Ela Entrar (Lat Den Rätte Komma In, 2008) tem como grande mérito ter renovado o conceito de vampiro para o cinema atual. O filme conseguiu explorar em suas entrelinhas as dificuldades da adolescência, sem amenizá-las ou torná-las bonitinhas demais. Pelo contrário, Deixa Ela Entrar conta sua história de forma seca, gélida e sangrenta — como um bom filme de terror (e de vampiros) deve ser. — A trama se desenrola numa espécie de conjunto habitacional no subúrbio de Estocolmo, em 1982. Neste lugar, vive Oskar (Kare Hedebrant), um garoto frágil de 12 anos que é constantemente atormentado pelos valentões de sua escola. Ele sonha com vingança, mas não é forte o suficiente para dar cabo dela. Um dia, uma estranha menina muda-se para o apartamento ao lado do seu e eles tornam-se amigos (e mais). Eli (Lina Leandersson) é, na verdade, uma vampira. Por causa da garota, Oskar muda aos poucos seu comportamento e, ainda que continue frágil, torna-se mais forte psicologicamente. O longa dirigido por Tomas Alfredson é interessante por causa destas questões, reflexões sobre como saber perdoar, aceitar as diferenças, amor, vingança e amadurecimento. Além disso, ainda aborda o ideal de certo e errado de forma bastante cinzenta — nada de preto ou branco (embora a brancura da paisagem esteja fortemente presente na fotografia do filme). — Existe uma versão norte-americana de 2010 que é bem feita e tem Chloë Moretz fazendo a vampira. Mas, sempre que puder, prefira o original. Deixe Ela Entrar é uma obra-prima do horror.

(Alan Barcelos)

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Mártires

Mártires

Mártires (Martyrs, 2008) é simplesmente um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos! E estou falando de Terror com “T” maiúsculo. É o tipo de filme que vai além dos clichês convencionais do gênero e consegue despertar sensações que outras produções do gênero apenas vislumbram. Este longa francês é absurdamente violento, cruel, repulsivo, tenso e genuinamente assustador. Sobretudo, traz ótimas interpretações, direção competente de Pascal Laugier, trilha sonora adequada, bons (e perturbadores) efeitos visuais e clima bastante sombrio. A trama começa nos anos 1970 com Lucie (Mylène Jampanoï), uma garota de 10 anos, que esteve desaparecida por um ano até finalmente ser encontrada numa estrada, desorientada e sem conseguir contar o que aconteceu. Seu corpo, apesar de maltratado, não tem indícios de violência sexual, então ela é levada a um hospital onde se afeiçoa a outra garota chamada Anna (Morjana Alaoui), de quem se torna amiga. Anos depois, Lucie invade uma casa e chacina sem piedade todos os moradores. Lucie fica cada vez mais fora de controle, em busca dos responsáveis por seu sofrimento do passado, envolvendo Anna em acontecimentos com consequências terríveis. O filme mantém os mistérios do enredo sempre obscuros, desvendando aos poucos e culminando num final revelador, impressionante e ARRASADOR! Sem dúvida, é um terror que você DEVE assistir! Porém, deixo um aviso: você tem que ter estômago forte, especialmente no terceiro ato do filme.

(Alan Barcelos)

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  • rafa

    nossa………dessa ista …….terror mesmo soh alguns…….tipo……..noite dos mortos vivos eh taum toskera que acaba sendo divertido……..o iluminado…….ai ja eh apelaçao…….filme velhaço sem graça……..filme mesmo eh tipo rec,hellowen……que hoje em dia ja nem mete tanto medo………..na boa……soh filme de apavora as vós…….

  • Dani

    Dizer que Sexta-feira 13 “praticamente deu início a um padrão de filmes de terror que foi seguido à risca” já é uma sacanagem enorme, mas vocês conseguiram piorar a situação ao colocar Halloween: O Início na lista, ignorando duplamente o clássico de 1978 que serviu de inspiração até para a criação do próprio Jason Vorhees como serial killer sobrenatural.

  • Dani

    Sem contar que Halloween: O Início é uma merda de nível épico. Deveria ser crime colocá-lo em uma lista com O Bebê de Rosemary e O Iluminado.

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