Cinema

Top 13 filmes de terror para assistir na Semana dos Mortos

Estamos na Semana dos Mortos (ou dos Finados) e das Bruxas. Aproveitando o gancho do momento, os personagens do Nível Épico se reuniram em uma campanha para escolher treze filmes de horror para deixar você bastante aterrorizado, desde os maiores clássicos do terror até as mais recentes e bem-vindas aquisições do gênero. Alguns dos personagens não puderam escrever, mas deram suas sugestões, que estão aqui também. Os filmes não estão dispostos por ordem de melhor ou pior, até porque todos são muito bons. Colocamos por ordem de antiguidade… afinal, antiguidade é posto.


A Noite dos Mortos-Vivos

A Noite dos Mortos-Vivos

A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, 1968) é um verdadeiro clássico da cultura pop e que deve ser visto por qualquer fã do terror que se preze. Apesar de ser uma produção dos anos 60, carrega uma carga de terror que poucos filmes conseguem igualar. A história criada pelo diretor (e mestre do terror) George A. Romero é simples. Um satélite com radiação extra-terrestre cai na Terra e faz com que pessoas recém-mortas voltem à vida. Um grupo de pessoas tenta sobreviver ao caos e acaba isolado numa casa isolada para escapar da crescente horda de zumbis comedores de carne humana. A premissa, apesar de simples, revolucionou a época em que foi filmado. Pessoas se assustaram, gritaram de pânico e até vomitaram, mas o longa tornou-se adorado por todos. Acima de tudo, A Noite dos Mortos-Vivos tinha um forte teor de crítica social contra a sociedade da época (críticas que permanecem atuais mesmo depois de 40 anos). Os zumbis são mostrados como nada mais do que o ser humano livre das limitações impostas pela sociedade, conceitos explorados não só pelo comportamento dos mortos-vivos, mas também pelo dos sobreviventes ao apocalipse zumbi (que tornam-se capazes de qualquer coisa para viver mais um dia). Os padrões implantados por Romero neste filme tornaram-se inspirações para outros filmes do gênero produzidos a partir de então. A forma como o cineasta, munido de poucos recursos, construiu sua trama é tão impressionante que o longa é hoje uma das maiores referências do cinema de terror. A Noite dos Mortos-Vivos é um filme obrigatório para qualquer fã de terror, cinéfilos de carteirinha e adeptos da cultura pop. Só garanta que sua escopeta esteja carregada na hora da sessão… nunca se sabe quando um zumbi vai levantar de sua tumba sedento por um cérebro fresquinho!

Trailer de A Noite dos Mortos-Vivos

Por Alan Barcelos


O Bebê de Rosemary

O Bebê de Rosemary

Clássico não só do gênero terror, mas do cinema em geral, O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 1968), nos conta a história de um casal (Mia Farrow e John Cassavetes) que se muda para um apartamento em Nova York e se aproximam de seus excêntricos vizinhos (Sidney Blackmer e Ruth Gordon, que foi premiada com o Oscar por esta atuação). Depois que Rosemary engravida, coisas estranhas acontecem a ela ao mesmo tempo em que seu marido parece cada vez mais progredir. A situação vai evoluindo para que Rosemary torne-se cada vez mais paranóica e insegura até a chocante revelação final. Esta foi a estreia do diretor Roman Polanski em Hollywood, e apesar de toda a tragédia que se seguiu em sua vida pessoal e acabou se associando a este filme, a força desta obra não está nos bastidores, mas no que se vê na tela. Não temos grandes sustos aqui, mas conflitos psicológicos intensos, com a incerteza do que é que realmente está acontecendo. O final é simplesmente sensacional e, ainda hoje, ousado para os padrões hollywoodianos. O Bebê de Rosemary é um filme realmente único e que consegue causar calafrios e desconforto no espectador. É impossível pensar em algo macabro ou bizarro sem pensar na obscura gravidez da personagem principal. Uma obra genial de um diretor genial.

Trailer de O Bebê de Rosemary

Por Rafael Monteiro


O Iluminado

O Iluminado

Outro clássico imperdível! Em O Iluminado (The Shining, 1980), o diretor Stanley Kubrick se aventura pelo gênero do terror, adaptando o livro homônimo de Stephen King. Nele conhecemos Jack (Jack Nicholson, em atuação antológica), um escritor que aceita um trabalho para cuidar do hotel Overlook, que ficará fechado durante o inverno. A neve intensa faz com que Jack e sua família fiquem incomunicáveis. O grande problema é que o escritor bate na esposa e no filho e, para aplacar sua culpa, bebe… bebe muito! Para piorar, ele e seu pequeno filho descobrem que o hotel é mal-assombrado. A dupla Kubrick/Nicholson fez história com este filme. O diretor emprega todo seu talento para nos fazer sentir medo, e consegue fácil! Uma simples cena de uma criança andando num velocípede de brinquedo consegue nos assustar. A direção de arte é primorosa e tem como maior trunfo o cenário minimalista. Os espaços no cenário são grandes, mas, em geral, vazios e poucos elementos. E esta sensação de vazio é incômoda. A atmosfera pesada e de insanidade gradual torna a experiência ainda mais perturbadora. Mais impressionante é como Kubrick trabalha com o medo interior. O longa não é de dar muitos sustos, mas provoca o terror por colocar o perigo sob a face de uma pessoa que teoricamente ama sua família e quer o bem dela. Nicholson tem uma de suas atuações mais marcantes, na qual aos poucos a loucura vai tomando conta de seu personagem. A cena final no labirinto é eletrizante. Tenso!

Trailer de O Iluminado

Por Rafael Monteiro


Sexta-Feira 13

Sexta-Feira 13

Este é um filme indispensável em qualquer maratona de filmes de horror. Apesar de hoje em dia a série que se seguiu ao primeiro filme ter se tornado mais um “terrir” do que um terror, Sexta-Feira 13 (Friday the 13th, 1980) é um clássico a ser respeitado. O filme praticamente deu início a um padrão de filmes de terror que foi seguido à risca por muitas outras produções que vieram depois. Era realmente apavorante. A história é simples, focada no que elevou o filme (e a franquia) ao status de cult — a matança desenfreada (e muito trash). No Crystal Lake (não vou traduzir), num acampamento de férias, um garoto morre afogado por negligencia dos monitores. Anos mais tarde, o acampamento é reaberto e uma série de assassinatos volta a acontecer. O maior mérito deste filme é a forma sensacional como a trama e os homicídios são apresentados, emulando muito do gênero giallo (um estilo de terror italiano). Muita gente não sabe (ou não se lembra), mas o ícone da série, Jason Voorhees, não era o assassino neste primeiro… o dono do massacre era outra pessoa. Mas o FODA mesmo é a surpresa final, um improviso do diretor Sean S. Cunningham, que trouxe para a história do cinema é maior (e mais temido) assassino da história do cinema — ele mesmo… Jason (mas ainda sem a máscara de hóquei, que só viria no terceiro filme da série). O filme ainda marcou a estreia do famoso maquiador Tom Savini, um dos grandes responsáveis pelos efeitos visuais dos maiores clássicos do cinema de terror.

Trailer de Sexta-Feira 13

Por Alan Barcelos (sugestão de Christiano Rubin)


The Evil Dead: A Morte do Demônio

The Evil Dead: A Morte do Demônio

Este dispensa apresentação. O mega clássico de Sam Raimi está para ser rebootado, mas enquanto não acontece, ficamos com a trilogia antiga… e insubstituível, digo logo. A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981) trazia uma peculiar mistura entre horror e comédia, que nunca foi tão bem utilizada no cinema quanto neste filme de Raimi. Não é a toa que se tornou referência e sobrevive até hoje na memória de inúmeros fãs do gênero. O filme narra a historia de um grupo de jovens que vai passar as férias numa pequena cabana na floresta e acaba encontrando o livro dos mortos (Necronomicon). Eles despertam o mal que existe no lugar, fazendo com que os jovens sejam possuídos um por um, até que nos resta somente Ash (o inesquecível Bruce Campbell), o grande herói da história e hoje ícone de uma geração. Ele é tão fodão que acopla uma serra elétrica no punho e parte para destruir os demônios e o que sobrou de seus companheiros possuídos. O longa brinca com vários clichês do gênero com maestria e consegue fazer rir em situações que teoricamente deveríamos ter medo. E este é o charme do filme. A Morte do Demônio (que também foi chamado no Brasil de Uma Noite Alucinante) tem duas continuações. O segundo é uma sequência direta do primeiro — os dois são basicamente o mesmo filme. A diferença é o orçamento, mas os dois são altamente indicados. O terceiro é um pouco diferente, mas ainda assim, muito bom. Confesso que estou torcendo para que o remake seja tão bom quanto o original, mas sabe como estes remakes são hoje em dia… prometem mil coisas, mas na hora só decepcionam. Espero que não seja o caso. Muito sangue, loucura e risadas involuntárias valem uma (ou mil) olhada neste filme. A Morte do Demônio é um dos ícones do terror trash e um dos melhores filmes B que existem.

Trailer de The Evil Dead: A Morte do Demônio

Por Rafael Castro


O Enigma do Outro Mundo

O Enigma do Outro Mundo

Este é um clássico. O Enigma do Outro Mundo (The Thing, 1982) é um dos filmes mais tensos que eu já vi na vida. Alguns podem achar os efeitos toscos, mas para as limitações de época, o filme é sensacional. Uma equipe de pesquisadores isolada no ártico é espreitada por uma criatura alienígena que pode tomar a forma de qualquer uma de suas vítimas, ou seja, a confiança dos membros da equipe uns nos outros some com poucos minutos de filme. Com Kurt Russel no papel principal, o filme se tornou um clássico não só de terror, mas também de ficção-científica. Dirigido por John Carpenter, o longa cria uma atmosfera paranóica e perturbadora que culmina em mortes… muitas mortes. Os doze pesquisadores vão se tornando vítimas da criatura um por um. O final fica meio em aberto, mas nunca houve uma continuação (não cinematográfica, pelo menos). A produção teve uma adaptação para os videogames no Playstation 2 (que é uma espécie de continuação), mas não fez muito sucesso. Na verdade, O Enigma de Outro Mundo já é um remake de outro filme, O Monstro do Ártico (1951), que por sua vez foi adaptado de um romance homônimo. Vale ser visto e revisto. Recentemente, ganhou uma prequência/refilmagem nos cinemas intitulada de A Coisa (2011). Você pode aproveitar o lançamento desta prequela nos cinemas e assistir aos dois seguidos.

Trailer de O Enigma de Outro Mundo

Por Rafael Castro


A Espinha do Diabo

A Espinha do iabo

A Espinha do Diabo (El Espinazo del Diablo, 2001) é um filme escrito e dirigido por Guilhermo del Toro, em que ele nos conta a história de Carlos (Fernando Tielve), um menino de 12 anos que é levado a um orfanato durante a Guerra Civil Espanhola para ser criado enquanto seu pai está em combate. Chegando lá, temos todo o drama de um garoto novo numa situação nova e desconhecida, fazendo amizades e inimizades, mas com um detalhe: Carlos vê fantasmas. Del Toro utiliza todo seu talento para criar uma atmosfera angustiante, com uma fotografia que contrasta com o ambiente rústico da trama e que deixa a plateia longe de sua zona de conforto. O diretor não alivia ou torna as coisas fáceis, o que garante muitos sustos e incerteza de como tudo irá terminar. Del Toro mostra uma maturidade impressionante na condução de cada cena e literalmente imerge o espectador em seu cenário sombrio. A boa ambientação torna-se ainda melhor com os elementos sobrenaturais nela inseridos e as exímias atuações do elenco, que desenvolvem seus personagens marcantes. E ainda explora o medo das crianças, que é tanto direcionado para os mortos quanto para os vivos! Existem rumores de que até Chuck Norris chamou pela mamãe durante a sessão, mas até o fechamento deste post a equipe do site não teve como confirmar esta informação. :-P

Trailer de A Espinha do Diabo

Por Rafael Monteiro


Alta Tensão

Alta Tensão

Este é para quem curte filme GORE. Li sobre este longa num dos blogs que acesso com frequência e só consegui pensar em uma coisa: TENHO QUE ASSISTIR A ESTE FILME! Alta Tensão (Haute Tension, 2003) é uma produção francesa que conta a historia de uma família que vai viajar e é perseguida por um maníaco homicida. É dirigido por Alexandre Aja, que na época estava ainda em início de carreira. Sério, o filme é muito foda! Mas, se você tiver estômago fraco, passe longe. O longa é bem pesado e veio bem antes destas bostinhas atuais de Jogos Mortais (2004) e O Albergue (2005), que fazem uma “matança pop”. Na época quando assisti, dei sorte de achar o DVD vendendo no Brasil e em edição especial. Quem procurar, vai achar também (de uma forma ou de outra). O filme é bem macabro e tem litros e mais litros de sangue e até lésbicas (para quem gosta…rs). Alta Tensão é uma profusão absurda de situações horrendas, angústia de embrulhar o estômago e um filme que só te faz querer a porra do filme novamente… mesmo depois de todo o impacto psicológico que ele causa. O título realmente justifica o filme. Altamente tenso e indicado para amantes do terror.

Trailer de Alta Tensão

Por Rafael Castro


Abismo do Medo

Abismo do Medo

Só uma palavra: CLAUSTROFOBIA. Sou 20% claustrofóbico. Na primeira vez que assisti a Abismo do Medo (The Descent, 2005), depois dos primeiros dez minutos, desisti e troquei por Pequena Miss Sunshine (2006)… bem, pelo menos, esse não tinha ambientes apertados e isso já me tranquilizou. Consegui assistir somente quando aluguei pela segunda vez. Abismo do Medo faz parte dos bons filmes atuais do gênero, numa época em que tudo era muito fake e as produções de horror arrancavam mais risos do que gritos, o longa consegue te prender na cadeira. Nele vemos um grupo de amigas que sai pra passear na floresta, nada muito elaborado. Elas resolvem fazer exploração de cavernas, o tipo de coisas que as pessoas decidem fazer quando não tem mais porra nenhuma em mente. Elas já eram aventureiras e tinham a motivação de distrair uma das garotas do grupo, que havia passado por um trauma beeeem pesado. Ao chegar na caverna, acontece um desabamento e as queridinhas ficam presas do lado de dentro, num ambiente extremamente claustrofóbico e na companhia de algo aterrorizante… e não humano. Se você esta procurando um bom filme de terror, esta é sua escolha! Mas, por favor, fuja da sequência.

Trailer de Abismo do Medo

Por Rafael Castro


Halloween: O Início

Halloween: O Início

Ok, sei que muita gente vai cair em cima de mim por ser um remake e tal. Acho foda o filme original, mas dou um mérito absurdo para a produção do Rob Zombie, Halloween: O Início (Halloween, 2007). A história é aquela que todo mundo já conhece: Michael Myers (Tyler Mane) é um psicopata que mata todo mundo que cruza seu caminho e corre atrás de sua irmãzinha, Laurie Strode (Scout Taylor-Compton) — originalmente interpretada pela Jamie Lee Curtis. O remake muda um pouco a psique do assassino e transforma a matança gratuita em algo não tão gratuito assim. Michael ainda chacina sua família inteira, mas por motivos diferentes. Filho de uma stripper, o assassino vive com um padrasto abusivo, uma irmã mais velha bem rodada e sua irmã mais nova bebê. Ao cometer a chacina, é internado em um hospital psiquiátrico, onde permanece por anos, até que um acidente possibilita sua fuga. Livre, Michael vai atrás da única pessoa pela qual possui algum afeto, a irmã que era um bebê e que poupou na chacina de anos antes. Além de visceral, o roteiro opta por explorar um pouco mais os traumas e acontecimentos que contribuíram com a psicopatia de Michael Myers. Depois que assisti ao longa, que estreiou no Brasil com alguns anos de atraso e repleto de cortes, passei a ver o personagem não mais como um psicopata invencível e com motivação duvidosa, mas como alguém com um background melhor desenvolvido. Ao término do filme, não consegui achar que Myers era um vilão. Bem, não importa o que digam, o remake de Halloween merece uma chance. Assistam à versão sem cortes, pelo amor de Deus! Também fuja da continuação. Rob Zombie se empolgou e errou a mão no segundo.

Trailer de Halloween: O Início

Por Rafael Castro


[REC]

[REC]

O filme espanhol [REC] (2007) tinha uma proposta bem parecida com a de muitas outras produções de terror por aí. Mas o que o tornou sensacional foi a forma simples — porém, eficiente — como os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza transformaram uma temática batida num ótimo terror-documentário. A história acompanha a repórter Ángela Vidal (Manuela Velasco) e seu cinegrafista Manu (Ferran Terraza) numa cobertura sobre o dia-a-dia dos bombeiros de um quartel. Mas, quando os acompanham numa saída noturna, o que parecia um pedido comum de socorro torna-se uma corrida desesperada pela sobrevivência. Presos no interior de um prédio, os bombeiros, os jornalistas e os próprios moradores que ali estavam descobrem o verdadeiro inferno. O grande mérito deste longa é sua capacidade de entretenimento, apesar de ser um filme que assusta. Você pode sentir medo (e é MEDO DE VERDADE!), mas inegavelmente se diverte. Os efeitos especiais são verossímeis e a atuação do elenco contribui bastante com a atmosfera de angústia e desespero da situação. Por ser contada num “tempo-real” dentro dos padrões do filme, a história é seca e direta. O final é assim: curto e grosso (ou melhor, sangrento). Vale muito a pena. Mas, atenha-se a esta versão espanhola. Ignore solenemente o remake americano (chamado Quarentena, 2009).

Trailer de [REC]

Por Alan Barcelos (sugestão de Scooby Pacheco)


Deixa Ela Entrar

Deixa Ela Entrar

O filme sueco Deixa Ela Entrar (Lat Den Rätte Komma In, 2008) tem como grande mérito ter renovado o conceito de vampiro para um cinema atual tão saturado por vampiros que brilham e só lamentam suas existências amaldiçoadas. Não obstante, conseguiu explorar em suas entrelinhas as dificuldades da adolescência, sem amenizá-las ou torná-las bonitinhas demais. Pelo contrário, Deixa Ela Entrar conta sua história de forma seca, gélida e sangrenta — como um bom filme de terror (e de vampiros) deve ser. A trama se desenrola num espécie de conjunto habitacional no subúrbio de Estocolmo, em 1982. Neste lugar, vive Oskar (Kare Hedebrant), um garoto frágil de 12 anos que é constantemente atormentado pelos valentões de sua escola. Ele sonha com vingança, mas não é forte o suficiente para dar cabo dela. Um dia, uma estranha menina muda-se para o apartamento ao lado do seu e eles tornam-se amigos (e mais). Eli (Lina Leandersson) é, na verdade, uma vampira — daquelas que precisa de sangue para viver e não se priva da crueldade quando precisa obtê-lo. Por causa da garota, Oskar muda aos poucos seu comportamento e, ainda que continue frágil, torna-se mais forte psicologicamente. O longa dirigido por Tomas Alfredson é interessante por causa destas questões, reflexões como saber perdoar, aceitar as diferenças, amor, vingança e amadurecimento. Além disso, ainda aborda o ideal de certo e errado de forma bastante cinzenta — nada de preto ou branco (embora a brancura da paisagem esteja fortemente presente na fotografia do filme). Existe uma versão americana (de 2010) que até vale a pena, mas só é boa mesmo por causa da espetacular Chloë Moretz, que faz a vampira. Mas, prefira o original. Deixe Ela Entrar é uma obra-prima do terror!

Trailer de Deixa Ela Entrar

Por Alan Barcelos


Mártires

Mártires

Mártires (Martyrs, 2008) é simplesmente um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos! E estou falando de Terror com “T” maiúsculo. É o tipo de filme que vai além dos clichês convencionais do gênero e consegue despertar sensações que outras produções do gênero apenas vislumbram. Este longa francês é absurdamente violento, cruel, repulsivo, tenso e genuinamente assustador. Sobretudo, traz ótimas interpretações, direção competente (de Pascal Laugier), trilha sonora adequada, bons (e perturbadores) efeitos visuais e clima bastante sombrio. A trama começa nos anos 70 com Lucie (Mylène Jampanoï), uma garota de 10 anos, que esteve desaparecida por um ano até finalmente ser encontrada numa estrada, louca e desorientada, sem conseguir contar o que aconteceu. Seu corpo, apesar de maltratado, não tem indícios de violência sexual, então ela é levada a um hospital onde se afeiçoa a outra garota chamada Anna (Morjana Alaoui), de quem se torna amiga. Anos depois, Lucie invade uma casa e chacina sem piedade todos os moradores. Lucie fica cada vez mais fora de controle, em busca dos responsáveis por seu sofrimento do passado, envolvendo Anna em acontecimentos com consequências terríveis. O filme mantém os mistérios do enredo sempre obscuros, desvendando aos poucos e culminando num final revelador, impressionante e FODA! Sem dúvida, é um filme de terror que você DEVE assistir. Porém, deixo um aviso: você tem que ter estômago forte.

Trailer de Mártires

Por Alan Barcelos


E você, tem alguma dica de filme de terror para nós?



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  • rafa

    nossa………dessa ista …….terror mesmo soh alguns…….tipo……..noite dos mortos vivos eh taum toskera que acaba sendo divertido……..o iluminado…….ai ja eh apelaçao…….filme velhaço sem graça……..filme mesmo eh tipo rec,hellowen……que hoje em dia ja nem mete tanto medo………..na boa……soh filme de apavora as vós…….

  • Dani

    Dizer que Sexta-feira 13 “praticamente deu início a um padrão de filmes de terror que foi seguido à risca” já é uma sacanagem enorme, mas vocês conseguiram piorar a situação ao colocar Halloween: O Início na lista, ignorando duplamente o clássico de 1978 que serviu de inspiração até para a criação do próprio Jason Vorhees como serial killer sobrenatural.

  • Dani

    Sem contar que Halloween: O Início é uma merda de nível épico. Deveria ser crime colocá-lo em uma lista com O Bebê de Rosemary e O Iluminado.

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