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Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda

Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda

A Marvel Comics tem acertado com suas produções no cinema, enquanto a DC Comics está se saindo bem com suas animações. Nas vésperas da estreia do filme do Lanterna Verde (2011) nos cinemas brasileiros, uma boa opção de aquecimento é assistir a uma animação que foi lançada em junho nos EUA para Blu-Ray e DVD — Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda (Green Lantern: Emerald Knights, 2011).

O desenho é claramente uma estratégia de marketing para atrair o público para a produção cinematográfica do herói, porém, é inquestionável a qualidade com a qual a DC vem tratando de seus heróis nos longas animados lançados diretamente para DVD/Blu-Ray.

Cavaleiros Esmeralda traz uma história original criada para comportar outras histórias adaptadas dentro dela. Na trama, Hal Jordan (voz de Nathan Fillion) está apresentando a Tropa dos Lanternas Verdes para sua aprendiz Arísia (Elisabeth Moss). Porém, a Tropa é mobilizada pelo surgimento de Krona, um antigo inimigo que tenta vir do Universo Antimatéria para o nosso através de um portal no sol. Por causa do perigo representado pelo vilão, os Guardiões decidem evacuar o planeta Oa e enviam os Lanternas para estações espaciais ao redor do sol, de onde poderão vigiar o avanço de Krona e traçar um plano para impedi-lo.

Enquanto acontecem os preparativos para a batalha final contra o inimigo, Jordan conta a Arísia antigas histórias sobre os membros mais famosos da Tropa. As histórias são, com exceção da primeira, adaptações tiradas dos quadrinhos da Tropa. A primeira conta como os Guardiões forjaram quatro anéis a partir da energia verde da força de vontade e escolheram seus primeiros guerreiros. O Primeiro Lanterna Verde apresenta uma bonita história de superação, quando Avra (Mitchell Whitfield), um mero escrivão dos Guardiões, foi escolhido entre os mais valorosos guerreiros para ser um Lanterna. Fraco e desajeitado, porém repleto de coragem e determinação, Avra aprendeu na prática o significado de ser um Lanterna Verde e tornou-se um legado a ser seguido pelas gerações. É a história mais bonita do longa.

A segunda é focada no peso-pesado adorado pelos fãs Kilowog (Henry Rollins). Jordan conta como o grandalhão iniciou sua carreira como Lanterna Verde e tornou-se o temido (porém, respeitado) treinador da Tropa. A passagem da tocha entre mestre e pupilo e valores como honra e lealdade são explorados de forma enaltecedora neste arco, que é adaptado da história “Sangue Novo”, publicada aqui no Brasil em A Noite Mais Densa.

A terceira parte é sobre uma Lanterna menos conhecido, mas bastante interessante: Laira (Kelly Hu). A guerreira é descendente de um planeta com fortes inspirações na cultura oriental (especialmente chinesa) que hoje é dominado por um tirano. Embora ainda novata na Tropa, ela decide ir até o seu planeta para livrá-lo da tirania, mas acaba presa num terrível dilema entre respeitar seus laços familiares ou cumprir seu dever como uma Lanterna Verde. As sequências de ação deste arco, com direito a lutas corpo-a-corpo incrementadas por armas de energia verdes, são bem divertidas. A história é adaptada de “Qual o preço da honra?”, inédita no Brasil.

A quarta aventura é a mais bem-humorada por mostrar o mais exótico (e tímido) dos Lanternas Verde, Mogo. O Lanterna, que nunca foi derrotado por ninguém, é caçado pelo conquistador Bolphunga (Roddy Piper), que deseja o título de mais poderoso do universo. O conquistador chega num planeta desconhecido atrás do herói, mas logo descobre porque Mogo nunca foi derrotado e a razão dele ser tão antissocial. O nome do arco é “Mogo não socializa”, adaptado de uma história do grande Alan Moore, que foi lançada no Brasil no encadernado Grandes Clássicos DC.

O personagem Abin Sur (Arnold Vosloo) empresta o nome ao último arco, que conta a batalha do antecessor de Hal Jordan contra o vilão Atrocitus (Bruce Thomas). Com a ajuda do amigo Sinestro (Jason Isaacs), Abin Sur consegue derrotar o inimigo e aprisioná-lo num planeta-prisão, porém, antes de deixar o planeta, Atrocitus mostra para Abin Sur o futuro negro que ele e a Tropa enfrentariam nas mãos de seu grande amigo Sinestro.

Por fim, depois de contadas estas cinco histórias menores, o arco volta ao foco principal, no qual a Tropa dos Lanternas Verdes está avançando em direção ao sol para conterem a ameaça de Krona. O combate contra o invasor é digno das melhores sagas dos Lanternas, com uma tensão que caminha lentamente para um desfecho mais épico. O ponto alto do confronto é que os personagens que estiveram em foco nas histórias contadas por Hal Jordan tomam posições especiais no confronto e tornam tudo ainda mais interessante. A própria Arísia torna-se um elemento importante e, então, uma surpresa surge triunfal para garantir um desfecho FODA para o combate.

O longa mantém o padrão de qualidade das produções animadas da DC e consegue amarrar com habilidade a linha principal do roteiro com as várias subtramas. O desenho cumpre bem a função de ser um prólogo para o filme do Lanterna Verde nos cinemas, mas seu mérito é também um problema. O foco em personagens secundários e pouco conhecidos da história talvez não agrade tanto as pessoas que não acompanham a Tropa nos quadrinhos. Hal Jordan nem tem uma presença forte, atuando mais como um narrador. O filme é claramente direcionado para os fãs e não tanto para o público geral como a produção para o cinema.

Ainda assim, Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda merece ser visto. A beleza do longa se faz presente tanto em sua mensagem quanto em sua concepção, enquanto o juramento proferido como grito de guerra enaltece a alma destes valorosos guerreiros verdes (e daqueles que estão assistindo).

“In brightest day, in blackest night, no evil shall escape my sight! Let those who worship evil’s might, beware my power…GREEN LANTERN’S LIGHT!”

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