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O Ursinho Pooh

O Ursinho Pooh

O Ursinho Pooh é um personagem que encanta crianças há décadas, mas que andava um pouco esquecido nos tempos atuais. Assim, trinta e quatro anos após o lançamento do longa-metragem que transformou o urso num clássico, a Walt Disney Animation decidiu revisitar o Bosque dos Cem Acres e recapturar um pouco da magia de seus moradores para o público contemporâneo. O Ursinho Pooh (Winnie the Pooh, 2011) traz o filosófico urso e seus amigos Tigrão, Coelho, Leitão, Can e Guru numa busca pela cauda perdida do tristonho Ió. Para completar, Corujão também envia o grupo para salvar o garoto Christopher Robin de um monstro imaginário e acaba sendo um dia muito movimentado para o urso cujo estômago só consegue pensar em uma coisa: mel.

O desenho animado, inspirado em cinco histórias dos livros de A.A. Milne e dirigido por Stephen J. Anderson e Don Hall, tem todas as características para agradar o público ao qual se destina: as crianças. O novo filme é primeiramente uma repaginação do clássico antigo, mas ainda com aquela ingenuidade e graciosidade que sempre fizeram parte das histórias do personagem. Para os adultos, que provavelmente acompanharam as peripécias de Pooh e seus amigos na infância, será um momento de nostalgia. O Ursinho Pooh é o tipo de filme que toca o coração e transmite lições importantes, como lealdade, coragem, amizade e, sobretudo, imaginação… algo que muitas vezes parece estar em segundo plano na sociedade dura de hoje em dia. O longa resgata valores de forma singela e numa linguagem bastante próxima à compreensão infantil, diferente da maioria das animações atuais que, apesar de seus méritos inquestionáveis junto às crianças, possuem frenquentemente um apelo mais adulto; Toy Story (1995), Carros (2006), Enrolados (2010) são bem-sucedidos entre o público infantil, mas possuem aspectos, diálogos e piadas que podem ser difíceis para uma criança de 4 anos acompanhar. O Ursinho Pooh aproxima-se mais da inocência das animações tradicionais da Disney, como Dumbo (1941) ou Bernado e Bianca (1977). Antes da abertura do longa, a Disney apresenta ainda o curta-metragem A História de Nessie (The Ballad of Nessie), que parece um desenho que poderia ter sido feito há uns 40 anos atrás, embora apresente a qualidade visual comum às animações atuais. O curta conta uma história inusitada sobre o famoso Monstro do Lago Ness e tem um charme todo especial.

Uma atração de O Ursinho Pooh é o estilo de animação, que mantém a estética presente no desenho desde sempre. Os personagens estão desenhados da mesma forma como eram anos atrás e, mais interessante ainda, cultivam as mesmas personalidades. A interação entre eles e os diálogos são encantadores e bem-humorados, embora às vezes também sejam um pouco vazios demais. O humor diminui um pouco à medida que a narrativa avança, mas os traços de caráter continuam firmes: o Corujão é pomposo e metido a sábio; o Tigrão acha que é um herói; o Coelho tem as reações impagáveis à estupidez dos outros; o Ió é sempre pessimista e apático; o Leitão é doce e ingênuo; Can e Guru são sempre espertos; e Pooh está sempre distraído e faminto por mel. O enredo em si, no entanto, não tem grande expressão; é uma historinha simples, que engloba algumas sub-tramas diferentes numa só. O elemento principal que conduz tudo é o mal-entendido criado pelo Corujão. O absurdo da situação que este mal-entendido causa funciona bem e diverte, mas mantém certos limites para manter o entendimento por crianças entre 3 e 5 anos de idade. Uma sacada interessante é a forma como a história é contada, com os personagens andando pelas páginas e interagindo com as letras do livro como se elas fossem parte do Bosque dos Cem Acres.

O filme resgata um pouco do encanto das histórias originais com o desejo louvável de apresentar os personagens para um novo público. E isto é uma coisa boa. Além disso, a Disney parece demonstrar carinho e atenção para trabalhar com personagens e música sem mexer com a tradição da história (e a atriz Zooey Deschanel aparece cantando algumas belas canções; na versão brasileira, temos também a Fernanda Takai, do Pato Fu). Basicamente, O Ursinho Pooh é agradável e bonitinho… e uma pessoa teria que ter um coração de pedra para não abrir um sorriso em determinados momentos e dizer: “que lindo!”.

PS: Fiquem até o final dos créditos! Além dos créditos serem bastante divertidos de se ver, existe uma cena no final que tem extrema relevância para a história contada no filme (e, de quebra, ainda provoca mais alguns sorrisos).

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