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Kung-Fu Panda 2

Kung-Fu Panda 2

Kung-Fu Panda 2 (2011) é pura qualidade e entretenimento! O filme é um destes raros casos no cinema em que uma continuação consegue ser melhor que o original. Esta sequência traz o que de melhor uma animação poderia ter e amplia as possibilidades trabalhadas no primeiro filme. As lutas são estilosas, o cenário da China Antiga é de encher os olhos, os diálogos são divertidos e os personagens vão cativar pais e crianças. No meio de tanto caos, loucura e até algum melodrama é impossível não se apaixonar com as peripécias do panda mais legal do cinema. Parabéns para a Dreamworks por isto.

A história segue a trajetória de Po (no original com voz de Jack Black), que conseguiu realizar seu sonho de se tornar o guerreiro dragão e hoje protege sua terra natal ao lado de seus companheiros e também mestres do kung-fu: Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Víbora (Lucy Liu), Louva-Deus (Seth Rogen) e Garça (David Cross). Porém, seu mentor Shifu (Dustin Hoffman) ainda tenta orientá-lo nos caminhos mais ortodoxos das artes marciais para que Po possa encontrar sua paz interior, mas encontra dificuldades por causa do jeito estabanado do aprendiz e o mistério acerca da morte dos pais dele. A paz ainda é abalada com a chegada de um novo inimigo, o pavão Shen (Gary Oldman), que possui uma arma terrível capaz de destruir a China e acabar de uma vez por todas com o kung-fu. Po e seus companheiros partem numa missão para derrotá-lo antes que seja tarde demais.

Aqui, o inimigo de Po, Shen, nutre objetivos e rancores parecidos com os do vilão anterior, Tai Lung. Ambos tiveram problemas na juventude e tornaram-se ressentidos a ponto cederem ao seu lado mais negro. Todavia, Shen não é um leopardo feroz, mas um vilão ardiloso e soberbo, que exala uma excentricidade até mesmo perturbadora em seus trejeitos nobres, sua risada cínica e sua tendência piromaníaca. Gary Oldman esbanja esta ameaça na voz sem sucumbir aos cacoetes teatrais de um vilão estereotipado. O pavão Shen ainda mostra-se uma peça relevante no trágico passado de Po, algo que lembra o drama de um clássico e soturno herói — o Batman. O passado no longa, aliás, é tratado com uma habilidade impressionante. O prólogo e os flashbacks de alguns personagens são exibidos com belos e complexos desenhos animados, que ampliam o drama dos pesadelos que normalmente representam. Em 3D, a experiência é ainda mais grandiosa.

A direção de Jennifer Yuh é competente na forma como a nova saga de Po é apresentada. A mistura adequada entre o emocional e a aventura atribui ainda mais carisma ao protagonista enquanto ele busca sua identidade e tenta derrotar o mal. Apesar de ter uma história mais intensa e sombria, o longa ainda mantém um pouco da ingenuidade presente no primeiro. Po demonstra menos se lado pateta, mas está lá repleto de coragem, alegria, bondade e até mesmo sabedoria. O encontro de Po com sua paz interior é simplesmente SENSACIONAL… de arrepiar os pelos do corpo! Como consequência, os demais personagens têm pouca exposição na tela. Os Cinco Furiosos aparecem em grande parte do filme, porém não são mais do que parceiros genéricos. Somente a guerreira Tigresa ganha um destaque maior na trama.

A magia de Kung-Fu Panda 2 reside neste triunfo de um outrora perdedor. Além que carregado de humor, explora questões mais profundas sobre identidade e aceitação sem comprometer a essência. A animação confirma de forma deslumbrante a popularidade de um herói realmente adorável. Não obstante, deixa claro em seu final que um terceiro filme vem aí. Mal posso esperar! :-D

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