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Assassino a Preço Fixo

Assassino a Preço Fixo

Jason Statham é um dos maiores heróis de ação da atualidade; talvez até o melhor. Dito isto, não é difícil imaginá-lo como um herdeiro para o manto uma vez vestido pelo ilustríssimo Charles Bronson. Em Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, 2011), Statham assume o papel que foi de Bronson no longa homônimo de 1972.

Na trama, Arthur Bishop (Statham) é um “mecânico”, um assassino de elite com talento especial para eliminar seus alvos, normalmente contratado para serviços de alta complexidade. Quando seu mentor e amigo Harry McKenna (Donald Sutherland) é assassinado, Bishop acaba envolvido numa situação de intriga e traição que vai contra seu estrito código pessoal. Não obstante, o assassino ainda precisa lidar com a sede de vingança tempestiva de Steve McKenna (Ben Foster), filho de seu amigo morto. Bishop, que sempre trabalhou sozinho, agora precisa ensinar seus truques ao seu novo pupilo e parceiro.

Assassino a Preço Fixo não é muito diferente da média dos filmes de ação, porém, isto não significa que seja menos interessante. Ao contrário, é um filme ágil, consistente e que vai direto ao ponto, como Charles Bronson fazia. O diretor Simon West, conhecido pelo excelente Con Air (1997), constrói um filme enxuto e mantém o ritmo da narrativa com cortes rápidos e constantes. Ele elimina períodos desnecessários, colocando e retirando seus personagens das situações com rapidez. As cenas de ação são eficientes e frenéticas e acompanham o crescimento dos protagonistas, embora a sequência de abertura seja um pouco desconexa. A fotografia levemente amarronzada garante ainda uma atmosfera saudosista de anos 70. Aliás, o longa transborda homenagem à versão original. No antigo, existia uma certa poesia. Neste, a poesia é suavizada e, incrementado com ação, estética e técnica modernas, ganha um charme próprio.

Os atores, no entanto, são o ponto alto. Jason Statham, diferente da maioria dos astros do cinema de ação, esbanja presença e respeito. É a eficiência na matança e a gentileza no trato social. Como bônus, ainda cultiva um ar antiquado, representado pelos vinis que escuta e pelos bares de freqüenta — outra homenagem clara ao seu antecessor setentista. Porém, ao contrário do lobo solitário que interpreta em Carga Explosiva (2002) e Adrenalina (2006), aqui, Statham tem a companhia de Ben Foster. E o coadjuvante não desperdiça seus momentos. Ele mostra que pode ser uma boa aquisição para o cinema de ação. A cena em que ele protagoniza uma sedução homossexual é tão bem desempenhada que o suspense chega a ser angustiante.

Assassino a Preço Fixo não deixa a desejar com relação ao original. No fim, ainda explora a corriqueira rixa entre o velho e o novo, tanto com seus protagonistas quanto com o próprio fato de ser uma refilmagem modernizada de um clássico antigo. Aqui, velho e novo se chocam, mas se completam e tiram experiências um do outro. Experiências estas que tornam o filme ainda mais gratificante. Todavia, ainda é um filme de ação, feito na medida para divertir os fãs do gênero ou mesmo aqueles apenas interessados num pouco de adrenalina. Simon West é bom nisto. Jason Statham é bom nisto. E Ben Foster consegue agregar o seu valor nisto. Assassino a Preço Fixo acerta seus alvos em cheio.

Nível Heroico

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