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Megamente

Megamente

Megamente (Megamind, 2010) é a nova e divertidíssima animação da Dreamworks e parte de uma idéia muito interessante. E se um supervilão enfim conseguisse derrotar o super-herói?

Partindo desta premissa, o filme explora toda a dicotomia que existe no relacionamento entre herói e vilão, entre o bem e o mal. É um fato que, sem o vilão, o herói não seria nada. Quem curte histórias em quadrinhos provavelmente já leu várias vezes o Coringa dizendo isso para o Batman. Porém, em Megamente, a ideia vai além e demonstra que se já não existe mais um herói, ele deve ser substituído. Se um herói cai, outro nasce, da mesma forma que um novo vilão sempre surgirá para atazanar a vida do herói. Este é o ciclo da vida. Esta é a dualidade incontestável da existência.

O conceito parece bastante filosófico, mas, em Megamente, o diretor Tom McGrath, também responsável por Madagascar (2005), o explora de forma humorada e entrega uma história agradável a todos os públicos, desde crianças até adultos.

Entretanto, apesar da minha citação anterior ao Batman, a inspiração do roteiro vem de outro herói. Segundo seus próprios criadores, tudo começou com uma simples pergunta: E se Lex Luthor derrotasse o Superman? A resposta é uma trama sobre dois alienígenas enviados para a Terra ainda bebês. Um tem a sorte de pousar sua nave numa casa de família rica, enquanto o outro é jogado dentro de um presídio. As vidas dos dois se cruzam na escola (ou “eschola”) e lá, eles se descobrem como arqui-inimigos. Um se torna o Metroman, o adorado defensor da cidade que parece uma mistura do Superman com o Elvis Presley; o outro se torna o excêntrico vilão azul Megamente. Após anos de confronto e rivalidade, Megamente consegue finalmente a façanha de derrotar o herói e conquista a cidade. Com o passar do tempo, ele descobre que sua vida não tem a mesma graça sem um inimigo e ele decide criar um novo super-herói para combater. Porém, seus planos não saem como esperado e ele inicia uma estranha jornada na qual ele pode se tornar o herói.

A sinopse da animação, por si só, já chama a atenção. Assim como foi com Os Incríveis (The Incredibles, 2004), o filme desconstrói o conceito dos super-heróis como conhecemos e o reconstrói de uma forma inusitada. Ainda assim, desfila referências a heróis como: Superman (as mais evidentes), Flash, Mulher Maravilha, Motoqueiro Fantasma e vários outros. Outras homenagens são feitas aos clássicos cinematográficos: é impagável a sequência em que o longa nos apresenta sua versão do Jor-El, que fora vivido por Marlon Brando no filme Superman de 1978, e que aqui surge com trejeitos de O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972) e ainda solta um providencial “Eu sou seu pai.” bem ao estilo Darth Vader. Não obstante, ainda somos extasiados por uma ótima trilha sonora encabeçada por: AC/DC, The Rolling Stones, Guns N’ Roses e Michael Jackson; além da qualidade sempre bem-vinda das músicas de Hans Zimmer.

Apesar de toda a comédia, Megamente tem seus momentos de sobriedade ao mostra que a índole de uma pessoa pode ser afetada pelo ambiente no qual é criada. Estas questões e conflitos são inerentes à história, embora sejam trabalhados de forma leve, sem exageros que poderiam entediar o público. Mérito para o ilustre consultor criativo que figura nos créditos da fita — Guilhermo Del Toro, hábil em trabalhar com personagens densos, como já provou em Hellboy (2004) e O Labirinto do Fauno (El Laberinto Del Fauno, 2006).

Por fim, como toda animação que se preze, os personagens são um espetáculo à parte. Megamente, apesar de ser teoricamente o vilão, é cativante e nos faz torcer por ele e por todos os seus planos malucos. Outra figura ímpar é o Criado, o amigo peixe de Megamente que consegue ser o MELHOR e mais engraçado sidekick de um herói já feito (Robin? Quem é Robin?). Temos ainda a Rosana Rocha, uma repórter enxerida e de nome aliterado que vive sendo raptada pelo vilão e salva pelo mocinho (igual a uma tal de Lois Lane). Carismáticos e bem construídos, estas figuras são, sem dúvida, a razão de ser da película. Para completar, na versão original, são dublados por nomes de peso como: Will Ferrell, Tina Fey e Brad Pitt.

Em suma, Megamente é um programa imperdível.

Se ainda não assistiu, está esperando o que?

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