Cinema

The King Of Fighters – O Filme

The King Of Fighters – O Filme

Sempre fui fã de jogos de luta e, dentre eles, dois sempre estiveram no topo da minha lista de preferências: Street Fighter e The King Of Fighters. Não sei dizer quantas tardes da minha adolescência passei jogando The KOF 1994 no fliperama que tinha perto de casa… mas, foram muitas. Logo, quando surgiram as primeiras notícias de que o game ganharia uma versão cinematográfica, eu fiquei empolgado, embora ainda com aquele leve receio de que o resultado não fizesse jus ao original, como outrora, aconteceu (duas vezes!) com meu outro favorito: Street Fighter.

Meu temor, no entanto, foi confirmado. The King Of Fighters – O Filme (2010) é muito ruim e, além disso, consegue a proeza de ser extremamente apático.

Sinceramente, não entendo os cineastas que produzem estas adaptações para as telas. Como podem cometer tantos erros sucessivos e, ainda assim, continuarem investindo no fracasso?! Street Fighter (1994), com o Van Damme, e o recente Street Fighter: The Legend Of Chun-Li (2009), que são péssimos; Mortal Kombat (1995), que não tinha uma gota de sangue ou sequer um fatality decente; DragonBall: Evolution (2009), que não é baseado num game, mas recebeu o mesmo pífio tratamento que os games de luta recebem; entre outros.

O pior de tudo é que The King Of Fighters é um jogo de luta com uma história rica, inspirada na lenda japonesa do Orochi (que eu acho muito legal), que, se bem explorada, daria um filme épico. Porém, a mesma crise de criatividade que assola Hollywood de uns tempos para cá, às vezes se converte também em crise de competência. Fico triste por isso.

A trama gira em torno de um torneio de artes marciais conduzido pela empresa de Chizuru Kagura (Françoise Yip) e cujas lutas acontecem em outra dimensão (isso mesmo, outra dimensão!). Os lutadores acessam esta dimensão através de um headphone que brilha toda vez que uma luta vai acontecer (isso mesmo, headphone para outra dimensão!). Mai Shiranui (Maggie Q) é uma agente designada para investigar estranhos acontecimentos deste jogo, mais tarde auxiliada pelo também agente Terry Bogard (David Leitch) (isso mesmo, Terry e Mai, agentes do governo americano!). Porém, o torneio é interrompido pelas ambições de Rugal (Ray Park), que rouba os três artefatos místicos que controlam as dimensões e pretende usá-los para juntar todas as dimensões e ser o Rei dos Lutadores (isso mesmo… WHAT THE FUCK!). Para impedi-lo, os agentes juntam-se a Iori Yagami (Will Yun Lee) e Kyo Kusinagi (Sean Faris), que junto com Chizuru, são descendentes das famílias protetoras dos três artefatos.

Pela sinopse, já dá para ver o erro que é este longa. Mas, é pior do que você imagina. Mai é a protagonista da história e é magra como uma tábua (cadê os peitões e a pouca roupa?). Na boa, até acho a Maggie Q sexy, mas ela NÃO É UMA MAI SHIRANUI! Iori é um cara controlado e que não ostenta metade da fúria desmedida de sua contraparte original. Kyo é um adolescente mimado que não sabe lutar, mas conserta uma moto como ninguém. Rugal, o vilão demoníaco super poderoso do game, é um idiota bobão que chega ao ponto de se vestir como patinador de hockey numa luta. Mature e Vice são duas lésbicas gostosinhas que não servem a qualquer propósito. E Terry, o mascote de SNK (que, aliás, não é mencionada em nenhum crédito do filme) e queridinho dos amantes de Fatal Fury e The KOF, aparece aqui como um agente quarentão patético que não sabe lutar. Acho que a única que se salva — um pouco — é a Chizuru Kagura.

Ah… já ia esquecendo da pérola: a Mai namora o Iori (WTF Again!).

Enfim… acho você já entendeu o recado. O filme: não passa recado algum, não tem atuações que prestem, não tem personagens carismáticos (sério… não vi nenhum personagem do jogo), não é filmado de forma inteligente, não tem efeitos especiais sequer agradáveis e possui uma das histórias mais intragáveis já desenvolvidas. Sim… The King Of Fighters consegue ser a PIOR adaptação de games que já tive o desprazer de assistir e, em certos momentos, parecia até um filme feito pelo Uwe Boll. Porém, o nome do responsável por este fiasco é Gordon Chan, o mesmo cara que fez um filme meiaboca chamado O Medalhão (The Medallion, 2003).

Meu conselho: passe longe! Não assista nem por curiosidade.

Nível Zero



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  • http://laconicoereticente.com Danilo LaGuardia

    Alan… foi uma boa crítica, explica bem o contexto do que assisti ontem. Mas tenho uma ressalva.

    Se você acha Maggie Q sexy, você tem sérios problemas mentais….

    huehuahuehaua…

    Seria legal ter feito um separados no nascimento entre os personagens do jogo e os do filme.

    • http://www.nivelepico.com/ Alan Barcelos

      Huahahaha… na verdade, minha impressão da Maggie Q é mais pelos papéis dela em Missão Impossível 3 e Nikita do que em TKoF… gosto do trabalho que ela faz no filme e na série e isso facilita criar uma boa impressão. :-)
      Você deu uma ideia legal… de repente, rola de escrever algo sobre o jogo e sua história… que é bem rica e foda!
      Obrigado!

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