Cinema

Tekken – O Filme

Tekken – O Filme

Não sou um grande conhecedor de Tekken, mas gosto do jogo. Quando era mais novo, jogava muito o terceiro game da série, no qual foi introduzido o personagem capoeirista, Eddy Gordo, que era o preferido da galera… embora eu sempre preferisse jogar com o Jin Kazama.

Naturalmente, como já aconteceu com outros jogos de luta, Tekken (2010) foi recentemente adaptado para o cinema. O resultado, no entanto, não foi um completo desperdício. O filme não é grande coisa, mas também não é uma total desgraça.

Na verdade, depois de ver The King Of Fighters – O Filme (2010), cuja resenha você pode ler aqui, Tekken me pareceu até muito bom se comparado com este supracitado ou mesmo com outros de igual escalão. O filme consegue divertir em alguns momentos e não tenta ir muito além do que ser um filme de artes marciais. Talvez, com um pouquinho mais de orçamento (e talvez preocupação), fosse melhor.

A sinopse traz uma ideia até interessante de roteiro. Em 2039, o mundo foi devastado por uma grande guerra e agora é dominado por sete corporações, que disputam periodicamente o torneio Punho de Ferro, onde seus melhores artistas marciais se enfrentam pela supremacia de uma corporação ou outra. Tekken é a principal corporação deste mundo e a detentora de todos os títulos. A empresa é comandada por Heihachi Mishima (Cary-Hiroyuki Tagawa) e seu filho Kazuya (Ian Anthony Dale), que almeja tomar o controle da Tekken para si. O vencedor deste combate ganha: poder, fama e fortuna, e pode decidir os novos rumos do torneio e da empresa a qual representa. Entretanto, surge em meio a população desgraçada que vive dominada pelas corporações um lutador aclamado como o “Escolhido do Povo” e que pode atrapalhar completamente os planos das corporações — seu nome é Jin Kazama (Jon Foo).

O resto da história não foge muito ao enredo do game, salvo algumas alterações consideráveis. Mas, no fim, é a porradaria que importa. Aliás, acho que é só neste quesito que o filme se mostra um pouco superior. As lutas são divertidas e razoavelmente bem coreografadas. Os personagens aparecem na tela com uma caracterização adequada e parecida com as versões originais, embora numa pessoa de carne e osso tais roupas às vezes pareçam ridículas. De qualquer forma, os produtores conseguiram dar um tom ao longa e só escorregam por causa de suas próprias limitações. Perceba… produções de baixo orçamento, como Tekken e tantos outros, já começam, muitas vezes, com uma expectativa fracasso, principalmente por causa da falta de interesse dos envolvidos em fazer algo melhor. Não obstante, fica mais difícil quando a própria equipe desenvolvedora do game não participa e, pior, não aprova. O diretor Katsuhiro Harada, diretor da franquia de jogos, considerou o filme horrível e ainda disse a equipe da Namco não tem qualquer interesse na fita, segundo uma matéria que li no Uol Jogos. De fato, desse jeito, não tem como qualquer coisa atingir o seu melhor.

A história é rasa e não se desenvolve corretamente, com muitos cortes aleatórios e sequências desnecessárias. O drama central do jogo, que é geralmente os conflitos familiares e as intrigas corporativas, não é mais do que um mero pano de fundo que tenta amarrar a trama. Além disso, o âmbito sobrenatural do game foi completamente descartado, pois em nenhum momento se fala na herança demoníaca de Kazuya ou do Jin. Existe ainda um romance fraco e que fica em aberto e uma tentativa falha de criar um mistério em torno do destino de um dos personagens principais. No mais, é basicamente porradaria. Porém, como eu disse antes, talvez por não ser pretensioso, Tekken consegue ser aceitável como um filme de artes marciais. E um filme B de artes marciais dificilmente se atém a roteiro ou detalhes técnicos.

No fim, apesar das falhas, você pode dar uma olhada em Tekken. Vale pela curiosidade.

Vale mais ainda por ser melhor que Street Fighter: The Legend Of Chun-Li (2009), The King Of Fighters – O Filme e DragonBall: Evolution (2009) juntos… isso só para ficar nas adaptações mais recentes.

Ah… tem outra coisa que vale a pena: chama-se Christie Monteiro. *.*

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