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A Ilha do Medo

A Ilha do Medo

Depois de um período prolongado resolvendo alguns assuntos particulares, enfim volto a escrever no blog. Então, vou tratar de atualizar as coisas, começando por uma resenha que eu escrevi há algum tempo, mas até agora não tinha conseguido postar.

A Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) é um filme baseado no romance escrito por Dennis Lehane — também autor de Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2001) — e dirigido por Martin Scorcese. A trama, ambientada em 1954, mostra o detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investigando o desaparecimento de uma assassina que fugiu de um hospital psiquiátrico na remota ilha Shutter e está supostamente foragida. Em meio às investigações, ele ainda luta para resolver questões que transtornam sua mente desde a morte de sua esposa Dolores (Michelle Williams).

Martin Scorcese novamente mostra que sabe como extrair o máximo desempenho de seus atores enquanto apresenta histórias que prendem o interesse até o último minuto. Sua parceria com Leonardo DiCaprio, que já rendeu ótimos filmes como Os Infiltrados (The Departed, 2006) e O Aviador (The Aviator, 2004), continua intacta e até mesmo Ben Kingsley, que andou esquecido em papéis duvidosos, exibe todo o seu potencial em cena — seu personagem, o psiquiatra John Cawley, parece ao mesmo tempo cortês e malicioso, um exemplo do paradoxo que permeia toda a atmosfera do longa. O elenco conta ainda com a participação do ótimo Mark Ruffalo, como o estranho parceiro de Teddy, e outros nomes de peso como Elias Koteas, Jackie Earle Haley, Ted Levine, Max von Sydow e Emily Mortimer, atores que mesmo em participações pequenas conduzem cenas memoráveis que abrem cada vez mais a cabeça do espectador para a excelente reviravolta do final.

Embora seja basicamente um terror psicológico, A Ilha do Medo transita por gêneros como guerra, noir, suspense e sobrenatural. Scorcese não se priva de brincar com estes gêneros e ainda arruma espaço para homenagear os filmes B, sem, contudo, perder o fio da meada ou tornar a trama uma colcha de retalhos mal costurada. Ele constrói um filme tenso, cujo objetivo principal é provocar medo. O diretor prova mais uma vez que um mestre do cinema é capaz de grandes feitos mesmo com um argumento teoricamente simples. Ele já fez isso em Cabo do Medo (Cape Fear, 1991); e, agora, conseguiu de novo.

No fim, A Ilha do Medo deixa ainda um questionamento sob a própria condição humana e forma como alguém pode escolher viver a sua vida: afinal, o que poderia ser pior? Viver como um monstro… ou morrer como um bom homem?

A obra não é o tipo de produção que agrada a gregos e troianos. Na verdade, as opiniões tendem a mudar de acordo com o interesse e a disposição do espectador para acompanhar a história e desvendar seus segredos. Motivo pelo qual poucas pessoas atentaram para o seu lançamento aqui no Brasil, e menos ainda assistiram durante o período de exibição. Agora, o filme já não está mais em cartaz, mas se você ainda não viu e tiver a oportunidade de vê-lo de outra forma… veja!

Vale a pena!

Nível Exemplar



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