Bleach – Primeiras Sagas

Alan Barcelos 19/09/2010

Ichigo e seus aliados

Bleach é o tipo de anime que trilha um caminho para sucesso já amplamente explorado por outros animes, como: Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco e YuYu Hakusho. Com este último, inclusive, as comparações são inevitáveis, já que ambos trabalham com a ideia de mundos espirituais e criaturas sobrenaturais. YuYu Hakusho é ótimo e possui uma história mais básica e linear (não que isto seja ruim); mas Bleach foge do lugar comum ao contar uma história repleta de intrigas e reviravoltas permeada por uma mitologia admirável. E isto é sensacional!

O anime, como quase todo desenho japonês, é baseado numa série de mangás (quadrinhos japoneses) criada por Tite Kubo e lançada no Japão em 2002. No início, porém, Bleach foi rejeitado pela Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, por suas similaridades com o supracitado YuYu Hakusho e somente com o apoio de Akira Toriyama (autor de Dragon Ball) que Kubo conseguiu seguir em frente. Somente na segunda tentativa que seu trabalho foi aceito e, com isso, tornou-se uma das séries de maior audiência no Japão. Hoje, Bleach conta com mais de 400 capítulos no mangá, enquanto na TV já superou a marca dos 280 episódios.

Mas por que Bleach é tão bom?

Por causa da história e do carisma de seus personagens. Além disso, ao contrário do ocorre com muitos desenhos japoneses, o traço do anime é agradável e se mantém consistente ao longo dos episódios; poucas vezes, a animação decai.

Na trama, Ichigo Kurosaki é um garoto de 15 anos com capacidades sobrenaturais para perceber espíritos, mas que leva uma vida normal até que se depara com Rukia Kuchiki, uma Shinigami (que significa “Deus da Morte”) cuja responsabilidade é mandar as almas dos mortos para o outro mundo e purificar os espíritos caídos, chamados de Hollows. Ichigo acaba recebendo os poderes de Rukia e se torna um Shinigami honorário, realizando o trabalho no lugar da jovem Deusa da Morte. O problema é que Rukia acaba condenada à morte por seus superiores devido a transferência de seus poderes para o humano. Ichigo invade a Soul Society atrás de Rukia, junto com seus aliados Inoue Orihime, Uryuu Ishida e Sado Yasutora (também humanos com poderes especiais), e dá início a uma das sagas mais legais que já assisti num anime. No decorrer da saga, Ichigo torna-se um Shinigami completo e começa a descobrir poderes sobrenaturais estranhos até mesmo entre os Deuses da Morte. Mais tarde, outros personagens interessantes surgem para enriquecer a série; o verdadeiro vilão é revelado e, com ele, somos apresentados aos misteriosos Vaizards, Shinigamis que conseguem usar poderes de Hollows, e aos terríveis Arrankars, Hollows que conseguiram arrancar suas máscaras e desenvolveram poderes similares aos de um Shinigami.

O estranho poder de Ichigo

A narrativa é muito boa e recheada de: porradaria, mistérios, humor, seres sobrenaturais e disputas políticas. Os arcos, embora alguns mais fracos que outros, são bem amarrados e cumprem bem o seu papel de conduzir a história ao clímax que está por vir. Merece destaque a segunda temporada do anime, que engloba a Saga da Soul Society, local para onde os Shinigamis encaminham as almas dos mortos. A reviravolta que história dá durante esta saga define o rumo de todo o restante da série e é simplesmente sensacional. Não obstante, a temporada ainda é conduzida por uma das melhores músicas japonesas que já escutei: D-tecnoLife, da banda UVERworld.

Falando em música, a trilha sonora de Bleach é uma das melhores… simplesmente maravilhosa! Todas as músicas de abertura são ótimas e passam bem o clima do anime na respectiva temporada. Além da D-tecnoLife, cabe citar também a terceira abertura, Ichirin No Hana; a sétima, After Dark; e a mais recente, Change.

Com este enredo intrincado, a vasta gama de personagens e uma trilha sonora soberba, a série não tinha como ser ruim.

Os elementos que movem Bleach, contudo, são um espetáculo a parte. A começar pelos próprios Shinigamis. Cada um deles possui uma arma especial chamada Zanpakutou (que significa “espada cortadora de almas”). Esta arma normalmente se camufla sob a forma de uma espada japonesa (katana), mas, de acordo com as capacidades do usuário, pode assumir outras duas formas, ainda mais poderosas. Para tanto, o Shinigami precisa descobrir o nome de sua Zanpakutou e quando isso acontece, eles conseguem invocar a técnica conhecida como Shikai, que modifica a arma e libera seus poderes. Os Shinigamis mais avançados são capazes de proferir o nome completo de suas Zanpakutous através da técnica Bankai — que além de tornar as armas (e seus portadores) overpowers, também é sempre muito estilosa.

As Zanpakutous dão charme à série e, geralmente, são uma força que impulsiona o interesse dos espectadores. Afinal, uma vez que as formas das Shikais e Bankais são sempre diferentes, o público acaba sempre interessado em saber como é a forma e o poder das Zanpakutous que aparecem, principalmente quando o Shinigami que a empunha é maneiro. Alguns personagens ainda conservam este mistério e despertam muita curiosidade. A Tenente Yachiru Kusajichi, do 11º esquadrão do Gotei 13, por exemplo, é um caso claro; a Shinigami é infantil, despreocupada e brincalhona, mas já mostrou que tem bastante força e agilidade, por isso é inevitável não imaginar o quão foda deve ser sua Zanpakutou, principalmente com todo o mistério que fazem para mostrá-la.

Os capitães do Gotei 13

Aliás, se tem uma coisa que agrada na série, são os personagens, que estão entre as figuras mais carismáticas já criadas. Bleach nos apresenta uma quantidade absurda de personagens, todos com personalidades bem desenvolvidas, mesmo que às vezes de forma meio estereotipada. Dentre eles, alguns conseguem se destacar mais do que outros, como é o caso do Capitão Toshirou Hitsugaya, eleito por uma revista japonesa como um dos mais excepcionais personagens de animes da atualidade. Entre os que eu particularmente gosto, posso incluir ainda o Capitão Byakuya Kuchiki e sua irmã postiça Rukia Kuchiki (que tem um bizarro hábito de descrever suas ações com desenhos toscos). Os dois capitães supracitados (ou seja, excetuando a Rukia) estão entre os treze guerreiros supremos que compõem o Gotei 13, a divisão de elite especial da Soul Society. Estes 13 capitães abrilhantam o anime com sua presença. Somam-se a eles alguns personagens secundários que muitas vezes servem com alívio cômico na série, com destaque para Kon, o espírito tarado preso num ursinho de pelúcia, e Don Kan’onji, o louquíssimo apresentador de TV que exorciza espíritos e tem frases de efeito engraçadíssimas — Spirits are always with you! Bwahahahaha!!!

A série, mesmo com toda sua qualidade, não é perfeita.

O maior trunfo de Bleach, também é seu maior problema. O excesso de personagens muitas vezes incomoda, pois a história fica extremamente ramificada, com inúmeras subtramas acontecendo ao mesmo tempo. Esta falha afeta o dinamismo da história, que demora muito para ser resolvida e se estende exaustivamente ao longo de uma quantidade desnecessária de episódios.

Além disso, existem os fillers, que são os episódios criados como “inchação de lingüiça” com o objetivo de “pausar” a história do anime para distanciá-lo dos eventos do mangá. É uma técnica comum no Japão, mas que NUNCA apresentam conteúdos relevantes e geralmente só servem para torrar a paciência do espectador. Bleach, no auge dos seus mais de 280 episódios, não foge desta regra. Os fillers são comuns, mas, ao contrário do que acontece em muitos animes, muitos destes episódios são até satisfatórios. Inclusive, o hilário Don Kan’onji que citei anteriormente é fruto de fillers, assim como vários outros personagens. Porém, quando uma série começa a se estender muito, a embromação começa a dar nos nervos e os fillers começam a ficar insuportáveis, como é o caso da última saga de fillers exibida — A Rebelião das Zanpakutous —, que foi chatíssima, mesmo apresentando personagens novos legais. Se alguém aí assiste animes e também não tem mais saco para fillers, sabe do que estou falando!

Enfim, Bleach é maravilhoso!

Se você nunca viu, você DEVE assistir.

Se você (como eu) já é fã, continue acompanhando firme e forte, porque o final está próximo (ou não…) e o que vem por aí promete ser arrasador. :-D

Nível Exemplar

Alan Barcelos

Apaixonado por cultura pop, cafeína e cerveja. Tentou ser taverneiro, desenhista, lutador de rua e shinigami. Não deu certo, acabou virando jornalista.

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Comentários


14 Mensagens »


  1. Tarcísio Rosa 23/09/2010 at 18:04 - Responder

    Cara, Naruto tá se extendendo, assim como Bleach, ambos cresceram de uma forma tal que não tem mais pra onde crescer, consequência disso é a aquela coisa de poderes sobre poderes que ao meu ver parece não ter mais fim. Não sei afirmar se são eles querendo aumentar os lucros com a série ( que seria bem justificado mostrando outras sagas, de outros personagens secundários por exemplo ) ou eles se perderam de fato. Na minha opinião, já deveria ter havido um desfecho nessa saga que parece inifita. Mas concordo que que não viu e gosta de anime, veja, as primeiras partes principalmente são muito boas e o anime é muito bem produzido.

    • Alan Barcelos 23/09/2010 at 23:26 - Responder

      Fala, Tarcísio. Cara, esse lance de estender as sagas é uma coisa só do desenho. Não é porque bem (pelo mesmo não sempre) porque eles estão perdidos. É porque o anime tem que acompanhar a produção do quadrinho, que é beeem lenta. Isso é que gera essa quantidade exagerada de episódios e toda a embromação.

      Concordo, que já é hora de acabar. Se enrolarem demais, vão estragar algo muito bom.

      Acho que seria ótimo se os japoneses aprendessem a fazer como nos seriados americanos: dividir em temporadas, com um hiato de uns três meses entre cada uma. Os animes ficariam bem mais dinâmicos e com menos episódios. Alguns animes já são produzidos, mas são poucos.

      Obrigado pelo comentário. :-)

  2. Hendrik 25/01/2011 at 15:02 - Responder

    cara eu nao sei como a globo ou a porcaria da sbt nao adquiriu bleach esse anime esta estourando e ninguem o adquiriu pelo mesnos a globo que nada esta passando o espetacular homen aranha e um outro la ruim pra caramba!!!!!!!

    • Alan Barcelos 13/02/2011 at 13:05 - Responder

      Oi, Hendrik.

      Na verdade, às vezes, acho até bom que animes como Bleach não caiam nas mãos da Globo, pois seria todo censurado e o tratamento que receberia seria pífio… como já é de costume com os animes na TV Aberta. O próprio Animax, quando ainda passava animes, exibia Bleach com uma dublagem horrenda… imagina como seria na Globo?!

      Além disso, animes assim com mais de 200 episódios, são complicados para serem exibidos aqui, pois as emissores só compram pacotes de 50 episódios e demoram muito para comprar outro pacote com mais 50 episódios inéditos. Logo, enquanto nós que assistimos via internet estamos vendo o episódio 308, na TV ainda está passando o episódio 50; esta estratégia falha acaba com as chances do anime… e as emissoras não estão preocupadas com isso. Globo, SBT ou mesmo o quase-falecido Animax nunca vão conseguir entender o potencial (e quantidade de fãs) que os animes têm.

      Uma pena… mas também um alívio… pois nós podemos continuar assistindo maravilhas como Bleach através dos fansubbers, que respeitam muito mais os fãs do que as emissoras de TV. E, melhor de tudo, sem qualquer censura!

      Obrigado pelo comentário… e desculpe a demora para respondê-lo. =)

  3. henry 17/03/2011 at 16:06 - Responder

    bleach de fato e um dos melhores animes que eu ja vi,e na minha opiniao acho que o anime ainda tem muito para crescer,a proxima saga da serie sera sobre ichigo tentando recuperar seus poderes de volta,e aprende uma nova habilidade conhecida como fullbring que faz com que ele possa controlar outros espiritos acredito que a proxima saga de bleach sera tambem muito interessante.Eu tambem acho que o verdadeiro motivo pelo qual nehuma emissora se interessou em comprar as temporadas de bleach esta no fato de que bleach nao e um anime infantil,concerteza se bleach passa-se a ser exibido teria muita censura com varios cortes nos episodios,o que faria com que o anime ficasse vazio e sem graça.Tambem tem o fato de que essas emissoras abertas,muitas delas possuem um horario que so e favoravel para um publico mais infantil que e de manha.Muito embora se bleach passa-se a ser exibido na tv aberta teria uma popularidade maior conquistando mais fans! para a serie

    • Alan Barcelos 17/03/2011 at 16:48 - Responder

      Oi, Henry.

      Sobre o lance da TV aberta, é como eu disse no comentário anterior… fico até feliz pelas emissoras ignorarem o potencial dos animes, pois assim podemos assisti-los através dos fansubbers, que respeitam os fãs, fazem legendas de qualidade e não censuram nenhum conteúdo do anime. Eu sou mais feliz assim.

      Quanto a saga nova, realmente acho que coisas boas vêm por aí. Estou acompanhando a Saga dos Fullbringers no mangá e mal posso esperar que ela seja exibida como anime. Mas, acho que vai demorar um pouco ainda, pois o anime está muito próximo do mangá e, por isso, vamos ter que aturar alguns fillers. A Saga dos Fullbringers está realmente muito legal! =)

      Obrigado pelo comentário.

  4. Morango+ichigo 02/04/2011 at 2:21 - Responder

    Cara eu amo bleach mas tem muita gente que se diz “fã” do anime e fica falando que o desenho virou só enrolação e que o bom do anime já foi, e alguns desses idiotas falam que bleach ja devia ter acabado eu conheci bleach no ano passado e me apaixonei por esse desenho/manga tao maravilhoso Tite cria personagens muito estilosos,as arberturas e encerramentos do anime sao nota 10, as capas do manga então sao lindas! super bem desenhadas. agora que descobri bleach nao quero que acabe T_T
    Pra falar a verdade acho que bleach devia passar na tv aberta sim ( com uma censura menos porca como a de naruto) pois isso ia ajudar o anime e trazer novos fãs que talvez ao invez de ficarem dizendo que iriao abandonar a seriE pq o bom ja foi ( e eu nao acho isso ) CONTINUARiao ACOMPANHAnDO E DEFENDEDO O ANIME até o seu fim ( que esta longe =D)
    Naruto ganhou muita força aqui no Brasil depois de passar em tv aberta, eu sei que bleach é bem mais violento e que com censura é meio arriscado passar na tv pois pode acabar com a tudo de vez mas isso é só sonho mesmo
    mas emfim pra mim nao interessa se bleach é só enrolação ou que o auge do anime já foi nao vou abandonar esse anime que é otimo pois ésse é meu jeito ninja de ser!

    • Alan Barcelos 02/04/2011 at 11:17 - Responder

      Oi, Morango…

      Seguinte, também sou um fã apaixonado pelo anime e quero sim ver mais histórias de Bleach. Para mim, é um dos animes mais legais dos últimos tempos. Mas, não ignoro que, como tudo, ele tem falhas… e muitas. Não são falhas que comprometem o todo, mas que às vezes irritam. Realmente, Bleach perdeu um pouco do charme do começo; a Saga da Soul Society é sensacional e muito bem desenvolvida. As Sagas dos Arrankars e do Aizen não tinham tanto deste desenvolvimento… eram mais uma sucessão de lutas e poderes em direção à conclusão do arco criado no começo. Na verdade, não acho isso ruim… acho que deve ter mesmo muita ação e luta, já que este é um dos principais focos do anime. Mas, por causa da distância que precisa haver entre anime e mangá, tudo fica muito estendido. Isto é um problema… enrolação excessiva. Disto, eu também reclamo muito. As lutas seriam mais legais se fossem mais ágeis e concluídas com menos enrolação… a luta contra o Szayel-Aporro, por exemplo, se estendeu tanto que no final já estava um saco! Além disso, muitas lutas demoraram e demoraram e não levaram a lugar nenhum, como a luta do Shunsui contra o Stark (o Shunsui sequer mostrou a bankai dele… foi frustrante).

      Todavia, enrolação é um mal da maioria dos animes hoje em dia (exceto One Piece, talvez). Os fillers, então, são sempre muito chatos. Uma vantagem de Bleach é que seus fillers pelo menos são bem feitos e engraçados… divertem de alguma forma. Mas, ainda assim, são histórias na maioria das vezes desnecessárias e que não acrescentam nada demais a história principal do anime. Bleach não vai acabar tão cedo, mas, na minha opinião, o anime seria mais legal se fosse dividido em temporadas de 20 a 30 episódios, com intervalos de 3 ou 4 meses entre elas. Se fosse assim, não haveria tanta enrolação e os fãs ainda teriam o “período da saudade” para se remoerem de vontade de assistir à série quando ela voltasse a ser exibida.

      Esta moda de divisão por temporadas está se tornando comum no Japão hoje em dia… espero solenemente que muitos animes no futuro sejam exibidos assim. Bleach, como já é antigo, continuará do jeito que é… e continuará tendo enrolação e fillers, mas eu vou continuar acompanhando até o final, mesmo assim.

      A nova saga, dos Fullbringers, promete novidades e está bem legal. Vamos acompanhar para ver aonde Bleach vai chegar. =)

      Obrigado pelo comentário.

  5. luan 22/08/2011 at 15:44 - Responder

    bom, eu amo Bleach e irei continuar acompanhando o anime até o fim, mesmo com as sagas fillers e tudo mais. afinal, um capitão shinigami não se pode dar a esse tipo de luxo.

  6. Paulo 28/12/2011 at 14:56 - Responder

    Achei interessante a sua matéria, porém cometeu um pequeno deslize.
    Você disse que os fillers NUNCA apresentam conteúdos relevantes. Isso não é de tudo verdade.
    Um exemplo é CDZ. A saga de Hilda é filler e é muito bem feita, além de preparar o espectador para a saga seguinte com muita competência. MAs é isso aí.
    A única coisa que eu não gosto em Bleach é o excesso de comédia. Não se tem um momento propício. Ela simplesmente acontece em qualquer momento, mesmo em batalhas tensas. Pra mim isso acaba deixando o animê muito bobo e até mesmo infantil.
    Não sou contra a comédia em animês, mas acho que deve haver um certo limite.

    • Alan Barcelos 29/12/2011 at 11:10 - Responder

      Hahaha… tudo bem, o NUNCA foi meio exagerado. Mas, na maioria das vezes, os fillers são, sim, desnecessários.

      Na verdade, como você citou, o CDZ é um caso a parte. Eu acho que nos animes antigos os fillers eram menos exagerados e também parece que havia uma preocupação maior em encaixá-los na trama principal. Hoje em dia, não há muito isso. Os produtores apenas inventam uma história avulsa e jogam no meio da história principal. E, depois, quando o arco principal volta, o que aconteceu no filler é totalmente ignorado e desconsiderado. Isso eu acho tosco e desnecessário.

      A Saga da Hilda é uma total exceção a regra. A saga é legal pra caramba e, depois, na Saga de Poseidon, é aproveitada ao invés de simplesmente esquecida. E a Hilda é uma das minhas personagens preferidas em CDZ. :-D

      Esse lance da comédia que você falou, às vezes, é um problema mesmo. Eu gosto da comédia em Bleach, mas de vez em quando fica exagerado mesmo e acaba atrapalhando a tensão de certas cenas. Mas, num anime com muitos episódios, isso acaba fugindo um pouco do controle.

      • Paulo 29/12/2011 at 13:00 - Responder

        Poderíamos então dizer que há uma falta de criatividade dos produtores japoneses hoje em dia, uma vez que os fillers não dependem diretamente do autor da obra?
        Já li matérias que dizem que, apesar do sucesso de alguns animês como Bleach, o momento não é dos melhores para a animação japonesa. Já foi muito melhor. Parece que alguma coisa se perdeu de uns tempos para cá. Você concorda?

        • Alan Barcelos 29/12/2011 at 14:44 - Responder

          Ah, com certeza há uma falta de criatividade gritante. Mas, também, há o negócio. Os produtores criam estes fillers para manterem o anime ativo, pois têm medo de perderem o público se fizerem um hiato.

          Só que, como eu sempre digo, as séries americanas entram em hiatos e têm divisões de temporadas e, mesmo assim, conseguem manter sua audiência. Quando o produto é bom, o produto é bom, não precisa disso.

          Eu sou a favor de animes serem divididos por temporadas. Por exemplo, existe um anime chamado Shakugan no Shana, que é dividido em três temporadas de 26 episódios, não tem embromação, e eu considero um dos melhores animes que assisti nos últimos anos.

          O momento realmente está meio ruim para os animes. É só você reparar que os animes mais bem-sucedidos hoje em dia começaram há, pelo menos, 6 anos atrás (ou mais): Bleach, Naruto, One Piece etc.

          Aliás, podemos até fazer uma comparação leve. Eu adoro Bleach, e Bleach é muito parecido com Yu Yu Hakusho. Se eu tiver que pesar numa balança e dizer qual dos dois é melhor, eu fico com Yu Yu Hakusho. Os animes de antigamente tinham um algo a mais que, como você disse, se perdeu em algum instante.

          A falta de criatividade é tanta, que os japinhas estão lançando milhares de animes com conteúdo sexual excessivo para atrair público, só que esquecem da história. Eu aceito que tenha conteúdo sexual, mas acho que deve ter algum propósito para estar lá. Ecchi simplesmente para chamar público é fracasso… e muitos animes da atualidade são assim… e geralmente nem consigo passar do primeiro episódio quando pego um desses. Para citar um exemplo destes, e que é o pior anime que já assisti na vida: Seikon no Qwaser. É deprimente.

          Eu continuo fã de animes e estou sempre a caça de coisas boas para assistir, mas, hoje em dia, vejo menos do que antigamente. Bleach é um dos poucos que ainda acompanho. Mas, estou sempre de mente aberta, desde que a história seja capaz de me cativar, pelo menos um pouquinho, e não me faça de bobo com encheção de linguiça boba. ;-)

  7. Pedro Silva 28/03/2012 at 0:23 - Responder

    Concordo, os Fillers as vezes divirtuam as histórias originais.

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