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Solomon Kane

Solomon Kane

Solomon Kane é uma adaptação do herói dos quadrinhos criado pelo escritor Robert E. Howard (também criador de Conan, o Bárbaro). O personagem nunca teve grande representatividade (pelo menos, não como Conan), principalmente aqui no Brasil. Agora, depois deste filme, periga ele cair no esquecimento eterno. Uma pena para aqueles que curtem o trabalho de Robert E. Howard.

No trama, Solomon Kane é um homem melancólico atormentado pelas crueldades que cometera no passado. Ele renuncia a violência e tenta viver como um puritano até que cruza o caminho de uma família que o ajuda num momento difícil. Porém, quando a família é atacada por bárbaros a serviço de um terrível senhor feudal e a jovem Meredith é sequestrada, ele se vê obrigado a retomar as armas e enfrentar forças além de sua compreensão.

O enredo é simples, mas poderia ter sido melhor trabalhado. As falhas são gritantes e o elenco acaba sendo desperdiçado numa mixórdia de clichês e situações mal resolvidas cujos desfechos são extremamente enfadonhos. Para se ter ideia, durante quase 1h30 de projeção, os conflitos não são apresentados de forma coerente. O protagonista enfrenta seus próprios temores… ok… mas em nenhum momento fica claro quem é a verdadeira sombra da história. Somente nos dez minutos finais é que somos apresentados ao vilão, porém de uma forma sem graça e extremamente amadora. Sinceramente, uma história (qualquer que seja) que apresenta seu vilão somente nos momentos finais, não é digna de respeito.

Aliás, respeito deve ser uma palavra-chave daqui por diante para o diretor Michael J. Basset, que também roteirizou esse desastre — respeito por si próprio e pelos outros! O fulano entrou sem moral para fazer o longa e saiu no saldo negativo. Além disso, conseguiu desrespeitar a obra de um dos maiores nomes das histórias de fantasia. Minha impressão é que o cara sentou no sofá de casa, assistiu um DVD do Van Helsing e pensou — perfeito, é isso que vou fazer! Sim… porque Solomon Kane ficou parecido com Van Helsing, só que muito pior; e olha que, ao contrário da maioria opinativa do mundo, eu acho o filme Van Helsing legalzinho, embora admita que ele é meio galhofa. Todavia, Van Helsing me divertiu… Solomon Kane, não.

Só uma coisa talvez tenha se salvado no filme: James Purefoy. O ator britânico até consegue dar alguma emoção ao seu Solomon Kane, mas não vai muito além do que o limitado roteiro permite. Pessoalmente, desde Coração de Cavaleiro, considero Purefoy um bom ator; uma pena vê-lo tão mal aproveitado.

No fim, Solomon Kane é um filme pretensioso e que até tinha potencial, mas que nem legalzinho consegue ser.

Se puder, passe longe dele no cinema.

Nível Ínfimo

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  • Tarcísio Rosa

    Valeu, já tava meio assim, depois do teu texto … acabou minha ida ao cinema … vou ter que ver nosso lar então…

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