Cinema

Predadores

Predadores 2010

Quando eu era mais novo existia um jogo de fliperama que eu adorava e comprava várias fichas por dia viciadamente num bar que ficava aqui perto de casa. O nome do jogo era Alien Vs. Predador e foi um dos melhores games de arcade que joguei até hoje. Naquela época, o embate entre os predadores e os aliens era uma expectativa de oito entre dez nerds e o jogo supria isso de uma forma sensacional e com inúmeras referências à obra original. Então, decidiram fazer dois filmes sobre o confronto entre aliens e predadores… E AMBOS FORAM MERDAS FODAS!

Agora, você deve estar se perguntando por que eu comecei escrevendo sobre um jogo eletrônico oitentista e não sobre o longa original. Simplesmente, porque o game fortaleceu a imagem dos predadores na minha cabeça e os dois filmes supracitados jogaram tudo por água abaixo. Eu já era um fã incondicional por causa do primeiro filme, mas no game pude conhecer melhor essas criaturas tão fodonas que caçavam por esporte… e era mais foda ainda elas estarem caçando aliens (nunca fui muito fã deles mesmo!); os últimos filmes, no entanto, me deram medo e baixaram bastante minha expectativa quanto a qualquer continuação. Isso mesmo… eu não esperava muito de Predadores (Predators, 2010) e, por isso, o filme me surpreendeu.

Poderia ser melhor? Sim, poderia… mas me diverti muito assistindo, como me divertia jogando o game no fliperama ou como me divirto até hoje quando vejo o original com nosso amigo brucutu Arnold Schwarzenegger ou sua mesmo continuação com Danny Glover. É isso que importa.

O longa, dirigido por Nimrod Antal e produzido por Robert Rodriguez (nome que sempre me inspira alguma confiança), conta a história de um bando de combatentes de procedência duvidosa isolados num planeta desconhecido onde são caçados como animais por nossos queridos personagens-título. O roteiro é curto e grosso, como um predador não pode deixar de ser. Os personagens estão ali para morrer e a história não tenta desenvolver mais do que isso. Porém, a tensão inerente às versões anteriores e o temor pelas estranhas criaturas que permanecem ocultas é bem explorado. Soma-se a isso, a caracterização dos predadores, que são bem diferenciados entre si; eles são sádicos e assustadores na medida exigida pela matança que impõem com suas visões de calor, miras laser, garras metálicas e canhões de plasma.

Quanto ao elenco, confesso que não me apeguei muito às atuações deles. Nenhum deles tem grande representatividade. O destaque maior fica por conta de Adrien Brody, como o mercenário americano Royce, e a brasileira Alice Braga, como a militar israelita Isabelle. Eles não se esforçam muito (e o roteiro nem pede isso), mas estão bem em seus papéis. Outros rostos, como Danny Trejo (figura-fetiche dos filmes de Rodriguez) e Laurence Fishburne (cujo personagem é dispensável), estão ali unicamente para morrer. Cabe mencionar o assassino da Yakuza interpretado por Louis Ozawa, que protagoniza uma luta com katana bem maneira.

Predadores é uma boa pedida para quem gosta de suspense e ação.

Ainda assim, sinto falta do Schwarza no cinema — “Nossa, mas você é muito feio!” :-P

Nível Heroico



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