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Karate Kid 2010

Karate Kid 2010

Abandone o preconceito.

Acredito que essa seja a melhor de forma de definir o novo Karate Kid (2010). Quando começou a ser anunciado lá pelos idos de 2008, ninguém levava fé que poderia dar certo. Afinal, refilmagem, nos últimos tempos, tornara-se o sinônimo da falta de criatividade hollywoodiana somada a péssimos roteiros. Não obstante, decidiram fazer isso com um dos maiores clássicos de artes marciais dos anos 80. Pois é, tinha tudo para dar errado, mas, felizmente, não deu.

Karate Kid é, simplesmente, maravilhoso e divertido. Ouso inclusive dizer que é melhor do que o original. Os roteiristas conseguiram a proeza de pegar um roteiro simples, porém emocionante, e reformular sem perder a simplicidade e a emoção. Eles atualizaram o original para o público hodierno e mudaram a arte marcial, mas acima de tudo construíram sua própria história. Karate Kid tornou-se algo como uma marca registrada para definir uma franquia — mais ou menos como aconteceu com o Rock In Rio, por exemplo. Porém, não é só mais uma refilmagem. Karate Kid é um filme por si só.

Ponto para Christopher Murphey e Robert Mark Kamen.

A trama não foge muito da premissa original. Dre Parker (Jaden Smith, redimido do fiasco de O Dia Em Que a Terra Parou) é obrigado a mudar para a China com sua mãe, que busca para eles uma vida melhor. Logo de cara, ele faz amizade com Meiying (Wenwen Han, uma chinezinha muito carismática) e acaba se envolvendo numa briga com um valentão lutador de… kung-fu. Sim… não é caratê… é kung-fu; afinal, como o próprio Dre fala em todo o seu cômico preconceito — na China, todo mundo luta kung-fu!

Porém, arte marcial à parte, o mérito do filme rapidamente se sobrepõe aos receios dos fãs oitentitas e consegue capturá-los tanto quanto os novos espectadores. A começar pelo Sr. Han (interpretado de forma magistral por Jackie Chan). O cara da manutenção (e artista marcial nas horas vagas) ajuda Dre numa situação difícil com seu nêmesis e decide treiná-lo na arte do verdadeiro kung-fu. Como o Sr. Miyagi outrora impôs ao inesquecível Daniel-san, o treinamento do Sr. Han também é difícil e pouco convencional. É aí que o filme conquista o público. Não só vemos o desenvolvimento de Dre, mas também do próprio Sr. Han. Além disso, todas as referências para os fãs saudosistas estão lá, mesmo que sutilmente subvertidas: a brincadeira sobre pegar a mosca com o hashi (os “pauzinhos” para comer), o próprio treinamento, o carro constante encerado pelo Sr. Han, a sombra na parede da posição do chute da garça etc. Todos os elementos estão lá, para o deleite dos fãs, aprimorados, no entanto, por elementos novos — o golpe final de Dre no torneio de artes marciais, por exemplo, é FODA!

Enfim, se você tinha algum preconceito contra Karate Kid. Esqueça-o. Vale muito a pena!

PS: Um dos grandes méritos do Karate Kid de 1984 era a vontade de fazer caratê que ele despertava nas pessoas. Eu fui fazer caratê inspirado pelo filme. Agora eu digo. O Karate Kid de 2010 mantém esta magia… que atire a primeira pedra quem não saiu do cinema louco para aprender kung-fu! :-D

Nível Heroico

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